O que esperar da inovação em medicamentos da biodiversidade em 2023? Contribuição para formulação política

Villas Boas GK
OrcID

Glauco de Kruse Villas Boas

Fundação Oswaldo Cruz, Instituto de Tecnologia em Fármacos-Farmanguinhos, Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde - CIBS, Jacarepaguá, CEP 22.775-903, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

https://orcid.org/0000-0003-3065-9626

Doutor em Ciências pela Escola Nacional de Saude Pública (ENSP/FIOCRUZ). Mestre em Saúde Pública pela Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz). Graduado em Farmácia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Tecnologista Sênior da Fundação Osvaldo Cruz. Coordenador do Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde do Instituto de Tecnologia em Fármacos - (CIBS/Farmanguinhos/FIOCRUZ). Responsável pela organização dos cursos de pós-graduação Lato sensu "Gestão da Inovação em Medicamentos da Biodiversidade" (modalidade EAD), "Inovação em Fitomedicamentos" e ?Inovação em Medicamentos da Biodiversidade? na Fiocruz. Responsável pela implantação do Sistema Nacional de Redes do Conhecimento voltado para a Inovação em Medicamentos da Biodiversidade (RedesFito) que atua nos principais biomas brasileiros e da Plataforma Agroecológica de Fito Medicamentos (PAF) em Farmanguinhos Fiocruz. Líder do Grupo de Pesquisa / CNPq "Inovação em Medicamentos da Biodiversidade". Editor da área de inovação da Revista Fitos (periódico da Fiocruz).


Palavras-chave

Medicamentos da biodiversidade
Política pública
Fármacos
Fitoterápicos
  • Resumo

    Este estudo apresenta uma contribuição para a formulação de uma política de inovação em medicamentos da biodiversidade assumindo uma perspectiva vislumbrada no horizonte de 2023 que considera a centralidade do complexo econômico e industrial da saúde e as tecnologias 4.0. A partir do conceito de medicamentos da biodiversidade são descritas: a organização de um sistema nacional de bioprospecção; a elaboração de um novo critério de propriedade intelectual baseado no Creative Commons; a elaboração de um portal da inovação em medicamentos da biodiversidade; a revisão da política nacional de plantas medicinais e fitoterápicos; e a revisão do marco regulatório pertinente.

  • Referências

    1. Villas Bôas GK. Inovação em medicamentos da biodiversidade. Editora Dialética, 272 páginas. 2022. ISBN: 9786525229348 (E-book).
    2. Newman DJ, Cragg GM. Natural products as sources of new drugs over the nearly four decades from 01/1981 to 09/2019. J Nat Prod. 2020; 83: 770-803. Disponível em: [https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acs.jnatprod.9b01285].
    3. Dresch RR, Libório YB, Czermainski SBC. 2021. Compilação de levantamentos de uso de plantas medicinais no Rio Grande do Sul. Physis: Rev Saúde Colet. 2021; 31(2):. Disponível em: [https://doi.org/10.1590/S0103-73312021310219].
    4. Villas Bôas GK. Bases para uma política institucional de desenvolvimento tecnológico de medicamentos de origem vegetal: o papel da Fiocruz. Rio de Janeiro. 2004. 106 f. Dissertação de Mestrado Profissional [Programa de Pós-Graduação em Gestão de C&T em Saúde] - Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 2004. [https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/5025].
    5. Godin B. The making of science, technology, and innovation policy: conceptual frameworks as narratives, 1945-2005. Centre Urbanisation Culture Société. Institut National de la Recherche Scientifique. 2009. Disponível em: [https://www.researchgate.net/publication/266863899_Making_Science_Technology_and_Innovation_Policy_Conceptual_Frameworks_as_Narratives].
    6. Lundvall B-Å, Borrás S. 1997. The globalising Learning Economy: implications for innovation policy. Targeted Socio-Economic Research – TSER Programme. Mimeo, DG. XII European Commission European Communities, Luxemburgo. 1997.
    7. Dosi G. Technological paradigms and technological trajectories. Res Policy. 1982; 11(3): 147-162. Disponível em: [https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/0048733382900166].
    8. Freeman C, Perez C. Structural crises of adjustment, business cycles and technical change and investment behavior. In Dosi et al. Technical change and economic theory. Pinter Publishers. London, N. Y., pp. 38-66. 1988.
    9. Lundvall B-Å. National innovation systems: towards a theory of innovation and interactive learning. Pinter Publishers. Londres. 1992.
    10. Cassiolato JE, Lastres HMM. Inovação, globalização e as novas políticas de desenvolvimento industrial e tecnológico. In: Cassiolato JE, Lastres HMM. (Org.). Globalização e inovação localizada: experiências de sistemas locais do Mercosul. Brasília: IBICT/MCT, v., p. 767-799. 1999.
    11. Lastres HMM, Albagli S, Lemos C, Legey L. Desafios para políticas na era do conhecimento: uma visão fluminense. São Paulo na Perspectiva, 2002; 16(3): 60-66.
    12. Gadelha CAG, Quental C, Fialho BC. Saúde e inovação: uma abordagem sistêmica das indústrias da saúde. Rio de Janeiro, Cad Saúde Públ. jan./fev. 2003; 19(1): Disponível em: [https://www.scielo.br/j/csp/a/v3GmSjd7FrDjxfvgN7RhZqt/abstract/?lang=pt].
    13. Organização das Nações Unidas (ONU). Brundtland Report – Report of the World Commission on Environment and Development: Our Common Future. Disponível em: [http://www.un-documents.net/wced-ocf.htm]. 1987. Acesso em: 26 jun. 2013.
    14. Gadelha CAG. 2022. A Saúde como opção estratégica para o desenvolvimento do Brasil. p. 12-31. In: Saúde é desenvolvimento: o complexo econômico-industrial da saúde como opção estratégica nacional/Coordenador-Geral: Carlos A. Grabois Gadelha; Coordenadores Adjuntos: Denis Maracci Gimenez & José Eduardo Cassiolato. Rio de Janeiro: Fiocruz - CEE. Disponível em: [https://cee.fiocruz.br/?q=node/1660].
    15. Lastres H, Lemos C, Castro S et al. Território, Sustentabilidade e Inovação: políticas para a saúde e o bem-viver. In: Saúde é desenvolvimento: o complexo econômico-industrial da saúde como opção estratégica nacional. 2022; p48-61. Coordenador-Geral: Gadelha CAG, Coordenadores Adjuntos: Gimenez DM, Cassiolato JE. Rio de Janeiro: Fiocruz - CEE. Disponível em: [https://cee.fiocruz.br/?q=node/1660].
    16. Ferreira VF, Pinto AC. A fitoterapia no mundo atual. Quím Nova. 2010. 33(9): 1829-1829. Disponível em: [https://doi.org/10.1590/S0100-40422010000900001].
    17. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento de Assistência Farmacêutica. Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Brasília: Ministério da Saúde, 2007. [http://www.neplame.univasf.edu.br/uploads/7/8/9/0/7890742/programa_nacional.pdf].

Como citar

1.
Villas Boas G de K. O que esperar da inovação em medicamentos da biodiversidade em 2023? Contribuição para formulação política. Rev Fitos [Internet]. 31º de março de 2023 [citado 29º de maio de 2023];17(1):112-8. Disponível em: http://revistafitos.far.fiocruz.br/index.php/revista-fitos/article/view/1536

Artigos do mesmo autor

Recomendados para você

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.

Autor(es)

  • Glauco de Kruse Villas Boas
    Fundação Oswaldo Cruz, Instituto de Tecnologia em Fármacos-Farmanguinhos, Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde - CIBS, Jacarepaguá, CEP 22.775-903, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
    https://orcid.org/0000-0003-3065-9626

Métricas

  • Artigo visto 135 vez(es)

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...

Citações


Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License. Copyright (c) 2023 Revista Fitos
Informe um erro