Atividade Antimicrobiana in vitro de Extratos da Casca do Caule e da Vagem de Libidibia ferrea L. Frente a Microrganismos da Cavidade Bucal

Glauber P. Oliveira, Tatiane P. Souza, Sheila K. Caetano, Kaliny S. Farias, Gisely N. Venancio, Maria F. C. L. Bandeira, Nikeila C. O. Conde

DOI: http://dx.doi.org/10.5935/1808-9569.20130004

Resumo


No presente estudo foi avaliada a ação antimicrobiana in vitro do extrato da casca do caule e da vagem de jucá frente a microrganismos da cavidade bucal. Tratou-se de um estudo experimental laboratorial, no qual foi avaliada a atividade antimicrobiana dos extratos aquosos a 7,5% em diluições variando de 1:1 a 1:512, através da técnica de difusão em ágar. Foram utilizados cepas padrão de Streptococcus salivarius (ATCC 7073); Streptococcus mutans (ATCC 25175); Streptococcus oralis (ATCC 10557); Lactobacillus casei (ATCC 7469) e a Candida albicans (INCQS 40040). A Clorexidina 0,12% foi utilizada como controle positivo. Os resultados da difusão em ágar demonstraram que quando avaliado frente ao L. casei, o extrato da vagem mostrou-se mais efetivo, com CIM em 9,3 mg/mL comparado à CIM da casca que foi 37,5 mg/mL. Quando o extrato da vagem foi testado frente contra S. oralis e S. mutans os valores de MIC foi igual e o dobro, respectivamente, quando comparados com os valores obtidos com o extrato da casca do caule. Em relação a C. albicans, o valor de MIC para o extrato da vagem e da casca do caule foi 18,7 mg/mL. Enquanto que frente a S. salivarius o extrato da casca do caule teve valor de MIC 37,5 mg/mL e o extrato da vagem não apresentou atividade. Pode-se concluir que o extrato da casca do caule de jucá apresentou atividade antimicrobiana satisfatória frente aos patógenos da cavidade bucal e superior ao extrato da vagem.

Palavras-chave


Fitoterapia; Jucá; Biofilme

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