Farmacovigilância de plantas medicinais e fitoterápicos no Brasil: uma breve revisão

Leonardo Leal, Carla Tellis

DOI: http://dx.doi.org/10.5935/2446-4775.20150020

Resumo


Atualmente, o consumo de medicamentos à base de plantas vem aumentando em todo o mundo. Este uso descontrolado pode representar um risco grave para a saúde da população porque as plantas medicinais e fitoterápicos representam misturas complexas de substâncias que podem muitas vezes interagir com outras e ter um efeito adverso. Este trabalho pretende enfatizar a importância da farmacovigilância de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos no Brasil, a fim de diminuir a ameaça que os efeitos adversos e interações medicamentosas têm sobre a população e contribuir para a tomada de decisão racional e correta por profissionais de saúde que trabalham nesta área. Farmacovigilância de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos no Brasil ainda estão em sua infância. Este fato pode ser explicado pela deficiência na formação dos profissionais de saúde, a crença em plantas naturais inócuos medicinais e fitoterápicos e automedicação.

Palavras-chave


farmacovigilância; plantas medicinais; fitoterápicos.

Texto completo:

HTML PDF

Referências


ANVISA. 2009. O novo conceito da farmacovigilância. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/farmacovigilancia/apresenta.htm.

BALBINO, E. E. e DIAS, M.F. 2010. Farmacovigilância: um passo em direção ao uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos. Revista Brasileira de Farmacognosia; 20:992-1000.

BRASIL. 2006. Ministério da Saúde. Decreto nº 5.813, de 22 de junho de 2006. Aprova Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 22 jun.2006. GALLO, M.; SARKAR, M.; AU, W.; PIETRZAK, K.; COMAS, B.; SMITH, M.; JAEGER, T.V.; EINARSON, A.; KOREN, G. 2000. Pregnancy outcome following gestational exposure to Echinacea: a prospective controlled study. Archieves of Internal Medicine, v.160, p.3141-3143.

LORENZI, H.; MATOS, F.J.A. 2002. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Instituto Plantarum, Nova Odessa-SP, 544p.

LIMA, L.O. 2013. Farmacovigilância no Brasil: Panorama das notificações no âmbito da fitoterapia, Dissertação de mestrado. UFPR, Curitiba, 177p.

PUPO, E; SILVA, C.de P. 2008. Levantamento do perfil medicamentoso e frequência de associações entre o ginkgo (Ginkgo biloba L.) e ácido acetilsalicílico, em usuários atendidos pela Farma USCS de São Caetano do Sul. Revista de Ciências Farmacêuticas Básica e Aplicada, Araraquara, v.29, p.1.

SILVEIRA, P.F.; BANDEIRA, M.A.M.; ARRAIS, P.S.D. 2008. Farmacovigilância e reações adversas às plantas medicinais e fitoterápicos: uma realidade. Revista Brasileira de Farmacognosia, v.18, n.4, p.618-626.

SIMÕES, C.M.O.; SCHENKEL, E.P.; BAUER, L.; LANGELOH, A. 1988. Pharmacological investigations on Achyrocline satureioides (Lam) DC. Compositae. Journal of Ethnopharmacology, v.22, p.281-293.

SKALLI, S.; SOULAYMANI BENCHEIKH, R. 2012.Safety monitoring of herb-drug interactions: a component of pharmacovigilance. Drug Safety, v.35, n.10, p.785-91.

WHO, 2003. Guidelines on good agricultural and collection practices (GACP) for Medicinal plants.WHO: Geneva, 2003, p. 78.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.