Análise de objetivos e conclusões de estudos com nove plantas usadas para o controle de diabetes em Mato Grosso

Ana Paula Andrade dos Santos, Arno Rieder

DOI: http://dx.doi.org/10.5935/2446-4775.20160027

Resumo


Diabetes é uma doença metabólica que ocorre devido à destruição das células pancreáticas ou falha na ação/secreção de insulina, causando hiperglicemia e outras complicações. O uso terapêutico de plantas representa prática antiga, em geral, de baixo custo e acessível. Este trabalho analisa os objetivos e conclusões de estudos sobre nove plantas medicinais usadas na terapia do diabetes, no estado de Mato Grosso. Os estudos foram recuperados na internet, por meio das ferramentas do Google Acadêmico, utilizando-se quatro modalidades de buscas e o nome científico das plantas, com cinco variantes da palavra diabetes. Dessas buscas foram aproveitados 208 artigos, que foram lançados em planilha de Excel e analisados em programa estatístico apropriado. As abordagens predominantes foram as que citam a aplicação da planta para diabetes (31,8%) e efeito glicemiante (16,4%).  Para 111 estudos com bioatividade detectada, 108 foram favoráveis e 3 não favoráveis à terapia do diabetes. Nas espécies Sambucus australis Cham. & Schltdl e Vitex cymosa Bertero ex Spreng houve constatação de uso popular para a diabetes; para Sambucus nigra L. verificou-se a potencialização da insulina; para Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze, houve efeito na cicatrização de feridas e, para as espécies: Cecropia pachystachya Trécul, Eryngium foetidum L., Scoparia dulcis L. e Stevia rebaudiana (Bertoni) Bertoni houve constatação de efeito hipoglicemiante

Palavras-chave


Glicemiante. Fitoquímica. Mato Grosso. Controle do diabetes. Plantas medicinais. Scoparia dulcis. Stevia rebaudiana.

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