Sistema Nacional de Inovação em Saúde: um estudo dos movimentos governamentais recentes na área de fitoterápicos

Aline Estacio Ribeiro de Mattos

DOI: http://dx.doi.org/10.5935/2446-4775.20170020

Resumo


Desde 2006 algumas políticas, visando a melhoria do setor saúde, passaram a incentivar a produção e a inovação em fitoterápicos. O objetivo deste trabalho é fazer um estudo descritivo dos movimentos governamentais recentes, a partir de 2006, para a inserção dos fitoterápicos no Sistema Nacional de Inovação em Saúde. Os fitoterápicos possuem potencial a ser explorado no desenvolvimento de pesquisas, resultando em novas tecnologias, produtos e serviços terapêuticos, a partir da inovação e políticas voltadas para o setor. Para tanto, foram feitas pesquisas bibliográficas e documentais, organização de dados utilizando a categoria cronológica de dados e fatos e conversas informais com colaboradores do Núcleo de Gestão em Biodiversidade e Saúde-NGBS. Como resultadodeste estudo observou-se que o desenvolvimento de políticas e programas, que articulam o conhecimento popular com o científico, tem sido alvo de interesse do governo que, ao longo dos anos, vem investindo em portarias e programas relacionados a plantas medicinais e fitoterápicos para o Sistema Único de Saúde-SUS. Esses medicamentos representam uma forma de tratamento de baixo custo. No entanto, a fitoterapia requer um custo inicial de implantação e, ainda, existem alguns desafios na produção de fitoterápicos levando em conta o uso da biodiversidade na produção de medicamentos.


Palavras-chave


Inovação. Fitoterápicos. Sistema Nacional de Inovação.

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