Efeito alelopático de extratos de folhas frescas de Bamburral (Hyptis suaveolens L.) sobre a germinação e o desenvolvimento de plântulas de pepino (Cucumis sativus L.)

Camila Mesquita Saboia, Thiago da Silva Barbosa, Katia Maria da Silva Parente, Euclides Gomes Parente Filho

DOI: http://dx.doi.org/10.5935/2446-4775.20180003

Resumo


A pesquisa objetivou investigar a produção de substâncias alelopáticas em extratos de Bamburral (Hyptis suaveolens (L.) POIT.) na germinação de pepino  (Cucumis sativus L.) sob diferentes concentrações e horários do dia. O experimento foi realizado no Laboratório de Fisiologia Vegetal da Universidade Estadual Vale do Acaraú, Sobral, CE. As coletas das folhas foram organizadas por horário e por dia. Para a pesquisa foram ensaiados 15 Tratamentos (T1: 08h 0%; T2: 08h 50%; T3: 08h 100%; T4: 10h 0%; T5: 10h 50%; T6: 10h 100%; T7: 12h 0%; T8: 12h 50%;T9: 12h 100%; T10: 14h 0%; T11: 14h 50%; T12: 14h 100%; T13: 16h 0%; T14:16h 50%; T15: 16h 100%) repetidos 04 vezes. Os dados obtidos foram transformados (x=1+√X) e submetidos ao software ASSISTAT 7.7. As médias foram comparadas pelo teste de Tukey e o delineamento utilizado foi inteiramente casualizado. Os parâmetros avaliados foram: Percentual de Germinação, Crescimento de Plântula, Comprimento de Radícula e Pesos das Matérias Fresca e Seca. As concentrações de 50% e 100% parecem exercer atividade alelopática sobre a germinação das sementes de Cucumis sativus L. Os horários de coleta de Hyptis suaveolens (L.) POIT. potencialmente alelopáticos positivo foram 10h e 12h nas concentrações de 50% e 100%.

 


Palavras-chave


Alelopatia. Hyptis suaveolens (L.) POIT.. Cucumis sativus L.. Germinação. Metabólitos secundários.

Texto completo:

PDF HTML

Referências


Gatti AB, Perez SCJGA, Ferreira AG. Avaliação da atividade alelopática de extratos aquosos de folhas de espécies de cerrado. Rev Bras Bio. 2007; 5 (Supl 02):174-176. http://www.ufrgs.br/seerbio/ojs/index.php/rbb/article/viewFile/255/178.

Cardoso VJM. Dormência: estabelecimento do processo. In: Ferreira G, Borghetti F. Germinação: do básico ao aplicado. Porto Alegre: Artmed. cap. 5: 95-108, 2004. ISBN: 8536303832.

Rice EL. Allelopathy. 2ª ed. NewYork: Academic Press. 422 p. 1984. ISBN 10:0125870558.

Borges FC. et al. Potencial alelopático de duas neolignanas isoladas de folhas de Virola surinamenses (Myristicaceae). Planta Daninha. Viçosa-MG. 2007; 25(1): 51-59. [DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0100-83582007000100006].

Brass FEB. Análise de atividade alelopática de extrato aquoso de falsa murta sobre a germinação de picão-preto e caruru. Enc Biosf. 2009; 5(8): 1-19. http://www.conhecer.org.br/enciclop/2009B/ANALISE%20DE%20ATIVIDADE%20ALELOPATICA.pdf.

Carmo FMS, Lima EE, Takaki M. Alelopatia de extratos aquosos de canela-sassafrás (Ocotea odorífera (Vell.) Rohwer). Acta Bot Bras. Minas Gerais. 2007; 21(3): 697-705. [DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0102-33062007000300016].

Magiero EC, Assmann JM, Marchese JA, Capelin D, Paladini MV, Trezzi MM. Efeito alelopático de Artemisia annua L.na germinação e desenvolvimento incial de plântulas de alface (Lactuca sativa L.) e leiteiro (Euphorbia heterophylla L.). Rev Bras Plan Med. 2009; 11(3): 317-24. ISSN 1516-0572. [DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S1516-05722009000300014].

Santos ILVL, Silva CRC, Santos SL, Maia MMD. Sorgoleone: Lipidic benzoquinone of sorghum with allelopathic effects in agriculture as a herbicide. Arq Inst Biol. 2012; 79(1): 135-144. [DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S1808-16572012000100020].

Falcão DQ, Menezes FS. Revisao etnofarmacologica, farmacológica e química do gênero Hyptis. Rev Bras Farm. Rio de Janeiro. 2003; 84(3): 69-74. http://www.rbfarma.org.br/files/pag_69a74_vjml00dk.pdf.

Matos FJA. Plantas medicinais: guia de seleção e emprego das plantas usadas em fitoterapia no Nordeste do Brasil. 3ª ed. Fortaleza: Impr Univer. 2007; 144p. ISBN: 85-7485-008-X.

Parente KMS, Silva LS, Mourão EB. Efeito Alelopático de Extratos de Ramos Jovens de Croton sonderianus Muell. Arg., EUPHORBIACEAE, na germinação de Lactuca sativa L.. Essentia, Sobral. 2014; 16(1): 27-42. http://www.uvanet.br/essentia/index.php/revistaessentia/article/view/2.

Barbosa LCA, Ferreira ML, Demuner A.J, Silva AA, Pereira RC. Preparation and Phytotoxicity of Sorgoleone Analogues. Quím Nova, São Paulo. 2001; 24(6): 751-755. [DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0100-40422001000600008].

Alves MCS, Medeiros-Filho S, Innecco R. Torres SB. Alelopatia de extratos voláteis na germinação de sementes e no comprimento da raiz de alface. Pesq Agropec Bras. 2004; 39(11): 1083-1086. ISSN 1678-3921. [DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0100-204X2004001100005].

Maraschin-Silva F, Aquila MEA. Potencial alelopático de espécies nativas na germinação e crescimento inicial de Lactuca sativa L. (Asteraceae). Acta Bot Bras. 2006; 20(1): 61-69. [DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0102-33062006000100007].

Ferreira MC, Souza JRP, Faria TJ. Potenciação alelopática de extratos vegetais na germinação e no crescimento inicial de picão-preto e alface. Ciên Agrotec. 2007; 31(4): 1054-1060. http://www.scielo.br/pdf/cagro/v31n4/17.pdf.

Petacci F, Momesso MA, Neves MSG, Latrônico AH, Freitas SS. Potencial fitotóxico de frutos de Stryphnodendron polyphyllum. Ecossistema, São Paulo. 2001; 26(2): 187-189. http://ferramentas.unipinhal.edu.br/ecossistema/viewarticle.php?id=47.

Gatti AB, Peres SCJC, Lima MIS. Atividade alelopática de extratos aquosos de Aristolochia esperanzae. O. Kuntze na germinação e no crescimento de Lactuca sativa L. e Raphanus sativus L. Acta Bot Bras 2004; 18(3): 425-430. [DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0102-33062004000300006].

Barreiro AP, Delachiave MEA, Souza FS. Efeito alelopático de extratos de parte aérea de barbatimão [Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville] na germinação e desenvolvimento da plântula de pepino. Rev Bras Pl Med. 2005; 8(1): 4-8. http://www.ibb.unesp.br/Home/Departamentos/Botanica/RBPM-RevistaBrasileiradePlantasMedicinais/artigo2_v8_n1.pdf.

Fuentes CL, Zamorano C. Potencial alelopático de Brassica rapa subsp. campestris y Lolium temulentum sobre la germinación de semillas de tomate. Agronomía Colombiana, Colômbia. 2005; 23(2): 261-268. https://revistas.unal.edu.co/index.php/agrocol/article/view/19967/21109.

Nomura ES, Cardoso AII. Redução da área foliar e o rendimento do pepino japonês. Scientia agrícola. Piracicaba. 2000; 57(2). ISSN 1678-992X. [DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0103-90162000000200010].

BRASIL. Ministério da Agricultura e Reforma Agrária. Tolerâncias. In: Regras para análise de sementes. Brasília.2009.

Silva FAS. ASSISTAT: Versão 7.7 beta. DEAG-CTRN-UFCG – Atualizado em 09 de setembro de 2016. http://www.ufrgs.br/sbctars-eventos/xxvcbcta/anais/files/265.pdf.

Coelho MFB, Maia SSS, Oliveira AK, Diógenes FEP. Atividade alelopática de extrato de sementes de juazeiro. Hort Bras. 2011; 29: 108-111. [DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0102-05362011000100018].

Parente KMS, Parente Filho EG, Silva EV. Alelopatia de Ziziphus joazeiro Mart. sobre Lactuca sativa L. e Lycopersicon esculentum Mill. Rev Fitos, Rio de Janeiro. 2015; 9(2): 73-159. [DOI: http://dx.doi.org/10.5935/2446-4775.20150007].

Ferreira EGBS, Matos VPM, Sena LHMS, Sales AGFAS. Efeito alelopático do extrato aquoso de sabiá na germinação de sementes de fava. Rev Ciênc Agron. 2010; 41(3): 463-67. http://ccarevista.ufc.br/seer/index.php/ccarevista/article/view/642.

Viecelli CA, Rosa TCM, Vergutz BR, Trés SP. Alelopatia do Arilo da Semente de Maracujá Sobre a Germinação e Desenvolvimento Inicial de Pepino. Faculdade Assis Gurgacz, Cascavel, PR. Disponível em: http://cac-php.unioeste.br/eventos/senama/anais/PDF/RESUMOS/239_1271897092_RESUMO.pdf. Acesso em 15 set. 2016.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.