e-ISSN: 2446-4775 | ISSN: 1808-9569

Contribuindo para o conhecimento científico sobre Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em biodiversidade e saúde.

Capa Revista Fitos

Seja um assinante Fitos

Assine a Revista Fitos e receba os lançamentos em seu email.

Assinar

  • Resumo

    Eugenia involucrata, também conhecida como cerejeira-do-mato, é uma espécie nativa do sul do Brasil. O objetivo do trabalho foi otimizar um extrato das folhas de E. involucrata, empregando turbo-extração, e desenvolver uma emulsão, contendo o extrato, avaliando a atividade antimicrobiana. Para otimização do extrato foram avaliados dois fatores, determinando resíduo seco e teor de compostos fenólicos. Na elaboração da emulsão foi utilizado homogeneizador ultra turrax, e as concentrações do extrato adicionadas à emulsão foram de 0,5, 1,0, 1,5 e 2,0%. As formulações foram avaliadas frente ao pH, características visuais, tamanho de partícula e polidispersão. Para o ensaio antimicrobiano foi aplicada técnica de difusão em ágar. Por meio do planejamento fatorial 32 do Centro de Pesquisa e Processamento de Alimentos-CEPPA, considerando os fatores polaridade do solvente e tempo de extração, foi possível verificar melhores resultados com o extrato obtido em solvente etanol e tempo de extração de 3 minutos. A formulação apresentou pH ácido, sem separação de fases, variações no tamanho de gotícula, indicando sistema com distribuição heterogênea e atividade antifúngica. O sistema emulsionado desenvolvido, contendo diferentes concentrações de extrato, apresentou atividade antifúngica em todas as concentrações testadas, indicando que novos estudos podem ser realizados para otimizar a formulação desenvolvida.

    Artigo

    Texto completo

    PDF
    HTML

    Palavras-chave

    Eugenia involucrata. Cerejeira do mato. Turbo-extração. Emulsão. Candida krusei.
  • Referências

    Maciel MAM, Pinto AC, Veiga Junior VF, Grynberg NF, Echevarria A. Plantas Medicinais: a necessidade de estudos multidisciplinares. Quím Nova. 2002; 25(3):429-438. ISSN: 1678-7064. [DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0100-40422002000300016].

    Junior VFV, Pinto AC. Plantas Medicinais: cura segura? Quím Nova. 2005; 28(3):519-528. ISSN: 1678-7064. [DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0100-40422005000300026].

    Arantes AA, Monteiro R. A família Myrtaceae na estação ecológica do Panga, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. Lundiana. 2002; 3(2): 111-127. ISSN: 1676-6180. Disponível em: https://www2.icb.ufmg.br/lundiana/Contents/full/vol322002/4.pdf.

    Scherer A, Maraschin-Silva F, Baptista LRM. Florística e estrutura do componente arbóreo de matas de Restinga arenosa no Parque Estadual de Itapuã, RS, Brasil. Acta Bot. Bras. 2005; 19(4): 717-726. ISSN: 1677-941X. [DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0102-33062005000400006].

    Vendruscolo GS, Rates SMK, Mentz LA. Dados químicos e farmacológicos sobre as plantas utilizadas como medicinais pela comunidade do bairro Ponta Grossa, Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Rev Bras Farmacogn. 2005; 15(4): 361-372. ISSN: 1981-528X. [DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0102-695X2005000400018].

    Queiroz MCMS, Motta APR, Nogueira JMR, Carvalho, R.M. Aspectos populares e científicos do uso de espécies de Eugenia como fitoterápicos. Rev Fitos. 2015; 9(2): 87-100. ISSN: 2446-4775. [DOI:http:dx.doi.org/10.5935/2446-4775.20150008].

    Magina MDA, Dalmarco ED, Wisniewski Jr A, Simionatto EL, et al. Chemical composition and antibacterial activity of essential oils of Eugenia species. J Nat Med. 2009; 63: 345-350. ISSN: 1861-0293. [DOI: https://doi.org/10.1007/s11418-009-0329-5] [https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19308653].

    Voss-Rech D, Klein CS, Techio VH, Scheuermann GN, et al. Antibacterial activity of vegetal extracts against serovars of Salmonella. Ciênc Rural. 2011; 41: 314-320. ISSN: 1678-4596. [DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782011000200022].

    Pessini GL, Holetz FB, Sanches NR, Cortez DAG, Dias Filho BP, Nakamura CV. Avaliação da atividade antibacteriana e antifúngica de extratos de plantas utilizados na medicina popular. Rev Bras Farmacogn. 2003; 13(Supl.1): 21-24. ISSN: 0102-695X. [DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0102-695X2003000300009].

    Schapoval EES, Silveira SM, Alice CB, Henriques AT. Evaluation of some pharmacological activities of Eugenia uniflora L. J Ethnopharmacol. 1994; 44:137-142. ISSN: 0378-8741. [DOI: https://doi.org/10.1016/0378-8741(94)01178-8] [https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/7898120].

    Pietrovski EF, Magina MD, Gomig F, Pietrovski CF, et al. Topical anti-inflammatory activity of Eugenia brasiliensis Lam. (Myrtaceae) leaves. J Pharm Pharmacol. 2008; 60(4): 479-487. [DOI: https://doi.org/10.1211/jpp.60.4.0011].

    Sausen TL, Löwe TR, Figueredo LS, Buzatto CR. Avaliação da atividade alelopatica do extrato aquoso de folhas de Eugenia involucrata DC. e Acca sellowiana (O. Berg) Burret. Polibotánica. México. 2009; 27: 145-158. ISSN 1405-2768. Disponível em: http://www.scielo.org.mx/pdf/polib/n27/n27a9.pdf.

    Auricchio MT, Bugno A, Barros SBM, Bacchi EM. Atividades antimicrobiana e antioxidante e toxicidade de Eugenia uniflora. Lat Am J Pharm. 2007; 26(1): 76-81. ISSN 0326-2383. Disponível em: http://www.latamjpharm.org/trabajos/26/1/LAJOP_26_1_1_13_M4UGP1G3U6.pdf.

    Auricchio MT, Bacchi EM. Folhas de Eugenia uniflora L. (pitanga): propriedades farmacobotânicas, químicas e farmacológicas. Rev Inst Adolfo Lutz. 2003; 62(1): 55 – 61. Disponível em: http://pesquisa.bvs.br/brasil/resource/pt/ses-156.

    Chavasco JM, Prado BHM, Cerdeira CD, Leandro FD, et al. Evaluation of antimicrobial and cytotoxic activities of plant extracts from southern Minas Gerais cerrado. Rev Inst Med Trop. São Paulo. 2014; 56(1): 13-20. [DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0036-46652014000100002].

    Vechi G. Potencial biológico e composição química das folhas de Eugenia involucrata DC. (cerejinha do mato). Itajaí, 2015. Dissertação [Mestrado em Ciências Farmacêuticas] Universidade do Vale do Itajaí. Disponível em: http://siaibib01.univali.br/pdf/Giovana%20Vechi.pdf.

    Degenhart J, Frazon RC, Costa R.R. Cerejeira-do-mato (Eugenia involucrata). Documentos 211. Pelotas - RS: EMBRAPA, p.1-23, 2007. Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/746075/1/documento211.pdf.

    Santos ES, Hoscheid J, Da Mata PTG. Antibacterial activity of crude ethanolic and fractionated extracts of Punica granathum Linn. Rev Ciênc Farm Bás Apl. 2015; 36(2): 219-225. ISSN: 1808-4532. http://seer.fcfar.unesp.br/rcfba/index.php/rcfba/article/view/235.

    Verissímo ML. Desenvolvimento de sistemas farmacêuticos emulsionados para veiculação gênica. Natal, 2007. Dissertação [Mestrado em Genética e Biologia Molecular] Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/16784.

    Brasil. ANVISA. Farmacopeia Brasileira 5ª ed. v.2. Brasília: Anvisa, 2010. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/farmacopeias-virtuais.

    Almeida NA. Atividade antifúngica de extratos da própolis contra o fungo Botrytis sp. isolados de morango. Francisco Beltrão, 2014. Trabalho de Conclusão de Curso [Graduação em Tecnologia de Alimentos] Universidade Tecnológica Federal do Paraná. http://repositorio.roca.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/3454/1/FB_COALM_2014_2_03.pdf.

    Simões CMO. Farmacognosia: da planta ao medicamento. 6ª ed. Porto Alegre: UFRGS, 2010. ISBN: 9788570259271.

    Cruz EDEM, Silva ER, Maquiaveli CDOC, Alves ES, et al. Leishmanicidal activity of Cecropia pachystachya flavonoids: arginase inhibition and altered mitochondrial DNA arrangement. Phytochemistry, 2013; 89:71-7. ISSN: 0031-9422. [DOI: https://doi.org/10.1016/j.phytochem.2013.01.014] [https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23453911].

    Oliveira NT, Almeida SSMS. Análise fitoquímica, citotóxica e antimicrobiana do extrato bruto etanólico das folhas da espécie Ambelania acidaAublet (Apocynaceae). Biota Amazônia, 2016; 6(1): 20-25. [DOI: http://dx.doi.org/10.18561/2179-5746/biotaamazonia]. Disponível em: https://periodicos.unifap.br/index.php/biota.

    Morais SAL, Nascimento EA, Melo DC. Análise da Madeira de Pinus oocarpa Parte I – Estudo dos constituintes macromoleculares e extrativos voláteis. Rev Árvore. 2005; 29(3):461-470. ISSN 1806-9088. [DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0100-67622005000300014].

    Sousa CMM, Silva HR, Vieira-Jr GM, Ayres MCC, et al. Fenóis totais e atividade antioxidante de cinco plantas medicinais. Quím Nova. 2007; 30(2): 351-355. ISSN 1678-7064 [DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0100-40422007000200021].

    Yunes RA, Calixto JB. Plantas Medicinais: sob a ótica da química medicinal moderna. 1.ed. Chapecó: Argos, 2001. ISBN 8575350021.

    Rodrigues NM, Sandini TM, Perez E. Avaliação farmacognóstica de folhas de Eugenia uniflora L., Myrtaceae (Pitangueira), advindas da cidade de Guarapuava, PR. Biosaúde. 2010,12(1): 1-13. ISSN: 2525-555X. Disponível em: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/biosaude/article/view/24311.

    Andreo D, Jorge N. Antioxidantes naturais: técnicas de extração. CEPPA - Centro de Pesquisa e Processamento de Alimentos. 2006; 24(2): 319-336.

    Souza W. Avaliação da atividade antioxidante e compostos fenólicos de extratos vegetais. Campo Mourão, 2013. Trabalho de Conclusão de Curso [Graduação em Tecnologia de Alimentos] Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Disponível em: http://repositorio.roca.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/1593/1/CM_COALM_2013_1_10.pdf.

    Infante J. Composição fenólica e atividade antioxidante de polpa, casca, semente e folhas de espécies frutíferas nativas do Brasil. Piracicaba, 2013. Dissertação [Mestrado em Ciências e Tecnologia de Alimentos] Universidade de São Paulo. [DOI: http://dx.doi.org/10.11606/D.11.2013.tde-19122013-165106].

    Mendes LPM, Maciel KM, Vieira ABR, Mendonça LCV, et al. Atividade antimicrobiana de Extratos Etanólicos de Peperomia pellucida e Portulaca pilosa. Rev. Ciênc. Farm. Bás. Aplic. 2011; 32(1):121-125. ISSN: 1808-4532. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/268341893_Atividade_Antimicrobiana_de_Extratos_Etanolicos_de_Peperomia_pellucida_e_Portulaca_pilosa.

    Brazão MAB. Atividade antimicrobiana do óleo essencial de Piper aduncum L. e seu componente, dilapiol frente a Staphylococcus spp. multirresistentes. Belém, 2012. Dissertação [Mestrado em Ciências Farmacêuticas] Universidade Federal do Pará. Disponível em: http://repositorio.ufpa.br/jspui/bitstream/2011/5618/1/Dissertacao_AtividadeAntimicrobianaOleo.pdf.

    Souza PMS, Lobo FA, Rosa AH, Fraceto LF. Desenvolvimento de nanocápsulas de poli-ε-caprolactona contendo o herbicida atrazina. Quím Nova. 2012, 35(1): 132-137. ISSN: 0100-4042. [DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0100-40422012000100024].

    Fronza T, Campos A, Teixeira H. Nanoemulsões como sistemas de liberação para fármacos oftálmicos. Lat Am J Pharm. 2004; 23(4): 558-556. ISSN: 0326-2383. http://www.latamjpharm.org/trabajos/23/4/LAJOP_23_4_8_1_NAX9782V2T.pdf.

    Messens W, Goris J, Dierick N, Herman L, Heyndrickx M. Inhibition of Salmonella typhimurium by mediumchain fatty acids in an in vitro simulation of the porcine cecum. Vet Microbiol. 2010, 141(1-2):73-80. [DOI: https://doi.org/10.1016/j.vetmic.2009.08.002]

    [https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19709819].

  • Histórico do artigo

    • Data de submissão:
    • Data de publicação:
  • Licença


    1. DIREITOS CEDIDOS - A cessão total não exclusiva, permanente e irrevogável dos direitos autorais patrimoniais não comerciais de utilização de que trata este documento inclui, exemplificativamente, os direitos de disponibilização e comunicação pública da OBRA, em qualquer meio ou veículo, inclusive em Repositórios Digitais, bem como os direitos de reprodução, exibição, execução, declamação, recitação, exposição, arquivamento, inclusão em banco de dados, preservação, difusão, distribuição, divulgação, empréstimo, tradução, dublagem, legendagem, inclusão em novas obras ou coletâneas, reutilização, edição, produção de material didático e cursos ou qualquer forma de utilização não comercial.

    2. AUTORIZAÇÃO A TERCEIROS - A cessão aqui especificada concede à FIOCRUZ - FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ o direito de autorizar qualquer pessoa – física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira – a acessar e utilizar amplamente a OBRA, sem exclusividade, para quaisquer finalidades não comerciais, nos termos deste instrumento.

    3. USOS NÃO COMERCIAIS - Usos não comerciais são aqueles em que a OBRA é disponibilizada gratuitamente, sem cobrança ao usuário e sem intuito de lucro direto por parte daquele que a disponibiliza e utiliza.

    4. NÃO EXCLUSIVIDADE - A não exclusividade dos direitos cedidos significa que tanto o AUTOR como a FIOCRUZ - FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ ou seus autorizados poderão exercê-los individualmente de forma independente de autorização ou comunicação, prévia ou futura.

    5. DIREITOS RESERVADOS - São reservados exclusivamente ao(s) AUTOR(es) os direitos morais sobre as obras de sua autoria e/ou titularidade, sendo os terceiros usuários responsáveis pela atribuição de autoria e manutenção da integridade da OBRA em qualquer utilização. Ficam reservados exclusivamente ao(s) AUTOR(es) e/ou TITULAR(es) os usos comerciais da OBRA incluída no âmbito deste instrumento.

    6. AUTORIA E TITULARIDADE - O AUTOR declara ainda que a obra é criação original própria e inédita, responsabilizando-se integralmente pelo conteúdo e outros elementos que fazem parte da OBRA, inclusive os direitos de voz e imagem vinculados à OBRA, obrigando-se a indenizar terceiros por danos, bem como indenizar e ressarcir a FIOCRUZ - FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ de eventuais despesas que vierem a suportar, em razão de qualquer ofensa a direitos autorais ou direitos de voz ou imagem, principalmente no que diz respeito a plágio e violações de direitos.

    7. GRATUIDADE - A cessão e autorização dos direitos indicados e estabelecidos neste Instrumento será gratuita, não sendo devida qualquer remuneração, a qualquer título, ao autor e/ou titular, a qualquer tempo.

Feedback