e-ISSN: 2446-4775 | ISSN: 1808-9569

Contribuindo para o conhecimento científico sobre Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em biodiversidade e saúde.

Capa Revista Fitos

Seja um assinante Fitos

Assine a Revista Fitos e receba os lançamentos em seu email.

Assinar

  • Resumo

    Os ácidos aristolóquicos (AA) são fitoquímicos encontrados em plantas do gênero Aristolochia pertencentes à família Aristolochiaceae. Esses compostos possuem um esqueleto de ácido nitrofenantrenocarboxílico e são relatados como cancerígenos, mutagênicos e nefrotóxicos. Infusões de aguardente de cana-de-açúcar contendo espécies de Aristolochia são comumente usadas no Brasil como bebidas populares, na total ausência de informações científicas. A presença de ácidos aristolóquicos foi confirmada em amostras coletadas em mercados populares da cidade de Aracaju, Sergipe, Brasil. A estimativa quantitativa dos ácidos aristolóquicos foi realizada em cinco amostras de infusões de aguardente de cana-de-açúcar obtidas em diferentes locais da cidade e realizadas por cromatografia líquida de alta eficiência. As amostras analisadas continham ácidos aristolóquicos I e II em concentrações variando entre 1,96 e 6,10 µg / ml para AA I e 2,22 e 11,55 µg / ml para AA II. Recomenda-se o banimento imediato de tais bebidas populares, devido ao perigo de ingestão de ácidos aristolóquicos, produtos botânicos contendo ácidos aristolóquicos ou produtos à base de plantas contendo plantas pertencentes à família Aristolochiaceae.

    Artigo

    Texto completo

    PDF (English)
    HTML (English)

    Palavras-chave

    Milhomem. Infusão de aguardente de cana-de-açúcar. Ácido aristolóquico I. Ácido aristolóquico II. Análise quantitativa.
  • Referências

    Ferreira LAQ, Marques CA. Garrafadas: uma abordagem analítica. Rev Fitos. 2018; 12(3):243-262. ISSN 2446-4775. [CrossRef].

    Ortencio WB. 1997. Medicina Popular do Centro-Oeste, 2nd ed. Editora Thesaurus, Brasília, Brazil. ISBN 8570620729.

    Van Wyk B, Wink M. 2004. Medicinal Plants of the World: An Illustrated Scientific Guide to the Important Medicinal Plants and Their Uses. Timber Press, Portland, OR, USA. ISBN 0881926027.

    Giorgetti M, Negri G, Rodrigues E. Brazilian plants with possible action on the central nervous system – a study of historical sources from the 16th to 19th century. J Ethnopharmacol. 2007; 109(2):338-347. ISSN 0378-8741. [CrossRef].

    Kelly LM, González F. Phylogenetic relationships in Aristolochiaceae. Systematic Botany. 2003; 28(2):236-249. ISSN 0363-6445. [CrossRef].

    Kumar V, Poonam P, Prasad AK, Parmar VS. Naturally occurring aristolactams, aristolochic acid and dioxoaporphines and their biological activities. Nat Prod Rep. 2003; 20:565-583. ISSN 0265-0568. [CrossRef].

    Zhang H, Cifone MA, Murli H, Erexson GL, Mecchi MS, Lawlor TE. Application of simplified in vitro screening test to detect genotoxicity of aristolochic acid. Food Chem Toxicol. 2004; 42(12):2021-2028. ISSN 0278-6915. [CrossRef].

    Peters G, Hedwall PR. Aristolochic Acid Intoxication: A New Type of Impairment of Urinary Concentrating Ability. Arch Int Pharmacodyn Ther. 1963; 145(1):334-55. ISSN 0301-4533.

    Cui M, Liu Zhi-Hong, Qiu Q, Li L, Li Lei-Shi. Tumor induction in rats following exposure to short-term dose aristolochic acid I. Mutagenesis. 2005; 20(1):45-49. ISSN 0267-8357. [CrossRef].

    Heinrich M, Chan J, Wanke S, Neinhius C, Simmonds MSJ. Local uses of Aristolochia species and content of nephropatic aristolochic acid 1 and 2 – a global assement based on bibliographic sources. J Ethnopharmacol. 2009; 125(1):108-144. ISSN 0378-8741. [CrossRef]

    Kessler DA. Cancer and Herbs. N Engl J Med. 2000; 342(23):1742-1743. ISSN 0028-4793. [CrossRef].

    Arlt N M, Stiborova M, Schmeiser H H. Aristolochic acid as a probable human cancer hazard in herbal medicines: a review. Mutagenesis. 2002; 17(4):265-277. ISSN 0267-8357. [CrossRef].

    Food and Drug Administration [www.fda.gov]. FDA concerned about botanical products, including dietary supplements, containing aristolochic acid. access in: Jan. 2012. Available in: [Link].

    Schaneberg BT, Khan IA. Analysis of products suspected of containing Aristolochia or Asarum species. J Ethnopharmacol. 2004; 94(1-2):245-249. ISSN 0378-8741. [CrossRef].

    Ioset JR, Raoelison GE, Hostettmann K. Detection of aristolochic acid in Chinese phytomedicines and dietary supplements used as slimming regimens. Food Chem Toxicol. 2003; 41(1):29-36. ISSN 0278-6915. [CrossRef].

    Mors WB, Rizzini, CT, Pereira, NA. 2000. Medicinal Plants of Brazil. Reference Publications, Michigan. ISBN 0917256425.

    Lorenzi H, Matos FJA 2002. Plantas medicinais do Brasil: nativas e exóticas. Inst Plant, Nova Odessa. ISBN 8586714283.

    Wu TS, Damu AG, Su CR, Kuo PP. Terpenoids of Aristolochia and their biological activities. Nat Prod Rep. 2004; 21(5):594-624. ISSN 0265-0568. [CrossRef].

    Cardoso DR, Frederiksen AM, Silva AA, Franco DW, Skibsted LH. Sugarcane spirit extract of oak and Brazilian woods: antioxidant capacity and activity. Eur Food Res Technol. 2008; 227(4):1109-1116. ISSN 1438-2377. [CrossRef].

    Toledo CEM, Britta EA, Ceole LF, Silva ER, Mello JCP, Filho BPD, et al. Antimicrobial and cytotoxic activities of medicinal plants of the Brazilian Cerrado, using Brazilian cachaça as extractor liquid. J Ethnopharmacol. 2011; 133(2):420-425. ISSN 0378-8741. [CrossRef].

    Therapeutical Goods Administration. Aristolochia fact sheet. Available in: [Link]. Access in: January 2012.

    Health Canada [http://www.hc-sc.gc.ca]. 2002. Warning not to consume Longdan and Lung Tan Xie Gan products. Available in: [Link]. Access in: January 2012.

    New Zealand Medicines and Medical Devices Safety Authority [http:www.medsafe.gov.nz]. Herbal, traditional and complementary medicines. [Link]. Access in: January 2012.

  • Histórico do artigo

    • Data de submissão:
    • Data de publicação:
  • Licença


    Copyright (c) 2020 Revista Fitos
Feedback