e-ISSN: 2446-4775 | ISSN: 1808-9569

Contribuindo para o conhecimento científico sobre Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em biodiversidade e saúde.

Capa Revista Fitos

Seja um assinante Fitos

Assine a Revista Fitos e receba os lançamentos em seu email.

Assinar

  • Resumo

    Óleos essenciais com atividade antimicrobiana têm despertado interesse como alternativa terapêutica. Esse trabalho teve por objetivo identificar a concentração inibitória mínima (CIM50) do óleo de Melaleuca frente a três microrganismos Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Candida albicans, com a finalidade de incorporá-lo em um creme O/A com atividade antimicrobiana e avaliar sua estabilidade preliminar durante 10 dias, utilizando métodos estatísticos para concluir este estudo. A metodologia utilizada foi realizada por meio de microdiluição seriada em placa de ELISA estéril. Os microrganismos foram suspensos em solução salina utilizando a escala McFarland (106 para fungo e 103 para bactéria). A CIM50 correspondeu a redução em 50% do halo de crescimento na menor concentração de emulsão de óleo de Melaleuca. Os resultados obtidos mostraram que as concentrações mínimas inibitórias para os microrganismos avaliados foram 9,0 mg/mL para Staphyloccocus aureus, 4,5 mg/mL para Escherichia coli e 4,5 mg/mL para Candida albicans. O creme desenvolvido não apresentou alterações significativas em relação à densidade e pH bem como às características físicas avaliadas. Com os resultados obtidos conclui-se que é promissor o desenvolvimento de formas farmacêuticas semissólidas com a incorporação do óleo de Melaleuca como possível nova alternativa terapêutica frente aos microrganismos estudados.

    Artigo

    Texto completo

    PDF
    HTML

    Palavras-chave

    Escherichia coli. Staphylococcus aureus. Candida albicans. Óleo de Melaleuca. Agentes antimicrobianos.
  • Referências

    Martinez MB, Taddei CR. Enterobacteriaceae. In: Trabulsi LR, Altertum F. (Orgs.). Microbiologia. 6ª ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2015. cap. 35, p.293-302.

    Heilberg IP, Schor N. Abordagem, Diagnóstico e Terapêutica na Infecção do Trato Urinário – (ITU). Rev Assoc Med Bras. Jan./mar. 2003; 49(1):109-16. ISSN 1806-9282. [CrossRef].

    Hasenack BS, Marquez AS, Pinheiro EHT, Guilherme, RL, Frasson FT, Avelar GS. Disúria e polaciúria: sintomas realmente sugestivos de infecção do trato urinário? Rev Bras Anal Clin. 2004; 36(3):163-6. [Link].

    McCulloch JA, Mamizuca EM. Staphylococcus aureus. In: Trabulsi LR, Althertum F. (Orgs.). Microbiologia. 6ª ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2015. cap. 20, p.179-188.

    Nogueira PSF, Moura ERJ, Costa MMF, Monteiro WMS, Brondi L. Perfil da Infecção Hospitalar em um Hospital Universitário. Rev Enferm UERJ. Jan./mar. 2009; 17(1):96-101. [Link].

    Gomperitz OF, Valderez G, Paula CR. Micoses oportunistas e outras micoses: candidíases, aspergilose, mucormicose, fusariose, pneumocistose, peniciliose, tricosporonose, oculomicose e otomicose. In: Trabulsi LR, Alterthum F, Correa B, Paula CR. (Orgs.). Microbiologia. 6ª ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2015. cap.70, p.601-608.

    Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Práticas integrativas e complementares: plantas medicinais e fitoterapia na Atenção Básica/Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. 156 p. (Série A. Normas e Manuais Técnicos). Cadernos de Atenção Básica, nº 31.

    Nascimento PFC, Nascimento AC, Rodrigues CS, Antoniolli AR, Santos PO, Barbosa-Júnior AM, Trindade RC. Atividade antimicrobiana dos óleos essenciais: uma abordagem multifatorial dos métodos. Rev Bras Farmacogn. Jan./mar. 2007; 17(1):108-113. ISSN 1981-528X. [CrossRef].

    Gustafson JE, Liew YC, Chew S, Markham J, Bell HC, Wyllie SG, Warmington JR. Effects of tea tree oil on Escherichia coli. Lett. Appl. Microbiol. 1998; 26:194-8. [CrossRef].

    Carson CF, Mee BJ, Riley TV. Mechanism of action of Melaleuca alternifolia (tea tree) oil on Staphylococcus aureus determined by time-kill, lysis, leakage, and salt tolerance assays and electron microscopy. Antimicrob Agents Chemother. 2002; 46(6):1914-20. [CrossRef] [PubMed].

    Oliveira ACM, Fontana A, Negrini TC, Nogueira MNM, Bedran TBL, Andrade CR et al. Emprego do óleo de Melaleuca alternifolia Cheel (Myrtaceae) na odontologia: perspectivas quanto à utilização como antimicrobiano alternativo às doenças infecciosas de origem bucal. Rev Bras Pl Med. 2011; 13(4):492-496. ISSN 1516-0572. [CrossRef].

    Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária-ANVISA. Monografia M47. Melaleuca alternifólia. Disponível em: [Link].

    Cavalcanti YW, Almeida LFD, Padilha WWN. Atividade antifúngica de Três Óleos Essenciais Sobre Cepas de Candida. Rev Odontol Bras Central. 2011; 20(52):68-73. ISSN 0102-695X. [CrossRef].

    Lima IO, Oliveira RAG, Lima EO, Farias NMP, Souza EL. Atividade antifúngica de óleos essenciais sobre espécies de Candida. Rev Bras Farmacogn. 2006; 16(2):197-201. ISSN 0102-695X. [Link].

    Aligiannis N, Kalpoutzakis E, Mitaku S, Chinou JB. Composition and Antimicrobial Activity of the Essential Oils of Two Origanum Species. J Agric Food Chem. 2001; 49(9):4168-70. [CrossRef] [PubMed].

    Pozzatti P, Loreto ES, Lopes PGM, Athayde ML, Santurio JM, Alves SH. Comparison of the susceptibilities of clinical isolates of Candida albicans and Candida dubliniensis to essential oils. Mycoses. Jan. 2009; 53(1):12-5. [CrossRef] [PubMed].

    NCCLS. National Committee for Clinical Laboratory Standards. Methods for Dilution Antimicrobial Susceptibility Tests for Bacteria That Grow Aerobically; Approved Standard-Sixth Edition. NCCLS document M7-A6. ISBN 1-56238-486-4. NCCLS, 940 West Valley Road, Suite 1400, Wayne, Pennsylvania 19087-1898 USA, 2003.

    Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Guia de estabilidade de produtos cosméticos. 1ª ed. Brasília: ANVISA, 2004. 52p.

    Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Farmacopeia Brasileira. 5ª ed. Brasília. 2010; vol. 2. 546p.

    Rosa AM, Chang MR, Spositto FLE, da Silva CG, Miyagusku L, Sversut RA et al. Análise microbiológica de xampus e cremes condicionadores para uso infantil. Rev Cienc Farm Básica Apl. 2015; 36(1):43-49. ISSN 2179-443X

    Brasil. Resolução RDC nº 481, de 23 de setembro de 1999. Aprova “Parâmetros de Controle Microbiológico para Produtos de Higiene Pessoal, Cosméticos e Perfumaria”. Órgão emissor: ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Disponível em: [Link]. Acesso em: 15 jan. 2019.

    Mejía C, Zurita J, Guzmán-Blanco M. Epidemiologia e vigilância de Staphylococcus aureus resistente à meticilina na América Latina. Braz J Infect Dis. 2010; 14(2). ISSN 1413-8670. [CrossRef].

  • Histórico do artigo

    • Data de submissão:
    • Data de publicação:
  • Licença


    Copyright (c) 2020 Revista Fitos
Feedback