Aceitação e percepção dos profissionais de saúde em relação a fitoterapia na atenção básica

Adicionado por Eugênio Telles

A Fitoterapia como política pública é realidade em estados e municípios brasileiros, no entanto, além do apoio governamental e da vontade da população, profissionais de saúde devem estar motivados e capacitados para viabilizar e consolidar esta prática no SUS. Objetivamos neste estudo, identificar práticas prescritivas dos profissionais vinculados à atenção básica e sua percepção na perspectiva da inserção da Fitoterapia no âmbito municipal por meio de estudo quali-quantitativo transversal, descritivo, mediante entrevista estruturada, in loco com 55 profissionais de diversas áreas da saúde em cinco Unidades Básicas de Saúde (UBS), representativas das cinco regionais de Saúde de Criciúma/SC. Destes, 82% acreditam na eficácia das plantas, 49% aconselha/indica/prescreve, independe da categoria profissional e/ou habilitação, totalizando 26 espécies prescritas/indicadas para 47 indicações terapêuticas, e destas, 24 indicações são aprovadas pela ANVISA, totalizando 21 espécies validadas. A planta mais citada foi a Camomila, seguida da Malva e Hortelã. Para 45% dos profissionais as plantas, de modo geral, não oferecem riscos, e os profissionais desconhecem os efeitos colaterais, interação e toxicidade descritas nas literaturas preconizadas pela ANVISA. Gostariam de participar de capacitações e que a Fitoterapia fosse oficializada. Assim, neste estudo, os profissionais estão sensibilizados e já vivem a Fitoterapia no seu cotidiano, no entanto, para sua viabilização, requer vontade do poder público para institucionalizá-la, disponibilizar insumos e as capacitações necessárias.

Publicado em: Anais X Semana de Ciência e Tecnologia - UNESC
Autores: Gabriella Sipinski Serafim, Simone Fernandes Duarte, Angela Erna Rossato
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