ARTIGO DE PESQUISA

Utilização de plantas medicinais no tratamento da obesidade, diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial sistêmica em duas Unidades de Saúde da Família

Use of medicinal plants in the treatment of obesity, type 2 diabetes mellitus and systemic arterial hypertension in two Family Health Units

https://doi.org/10.32712/2446-4775.2024.1512

Nascimento, Flávia Helen de Souza1*
ORCID https://orcid.org/0000-0002-0987-3970
Oliveira, Vania Jesus dos Santos1
ORCID https://orcid.org/0000-0001-6722-0671
Reis, Bruna Lago dos1
ORCID https://orcid.org/0000-0001-9813-360X
1Centro Universitário Maria Milza (UNIMAM) - Rodovia BR-101 - Km 215 - Governador Mangabeira / BA.
*Correspondência:
flavia.hsn@hotmail.com

Resumo

O uso de plantas medicinais vem sendo um grande aliado dos profissionais de Nutrição, corroborando como terapia alternativa no tratamento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT's), destacando-se a diabetes mellitus tipo 2, hipertensão e obesidade. Nesse estudo foram analisadas a utilização de plantas medicinais por indivíduos diagnosticados com obesidade ou diabetes mellitus tipo 2 ou hipertensão arterial sistêmica, por meio de exames clínicos específicos em duas Unidades de Saúde da Família (USF's), no município de Cruz das Almas, Bahia. Registrou-se ao todo 16 plantas para fins medicinais, distribuídas em 13 famílias, sendo as mais representativas Asteraceae (2 ssp.), Lamiaceae (2 ssp.), Lauraceae (2 ssp). As espécies mais evidenciadas foram, a erva cidreira (Melissa officinalis), capim santo (Cymbopogon citratus), seguidas da moringa (Moringa oleifera) e do chuchu (Sechium edule), estas apresentaram valor de uso maior ou igual a 0.13, sendo citadas como auxiliadoras para hipertensão e diabetes mellitus tipo 2. Quanto a forma de preparo, 73,3% dos entrevistados relataram consumir estas plantas medicinais em forma de infusão. Assim, ressalta-se a importância de estudar as plantas medicinais e suas potencialidades nutricionais, permitindo conhecer os seus mecanismos de ação e como podem ser aplicados.

Palavras-chave:
Nutrição.
Ervas medicinais.
Doenças crônicas não transmissíveis.

Abstract

The use of medicinal plants has been a great ally of Nutrition professionals, corroborating as an alternative therapy in Chronic Communicable Diseases (CNCDs), the treatment of type 2 diabetes mellitus, hypertension and obesity. plants with obesity or type 2 diabetes mellitus or systemic arterial hypertension, by plants of specific clinical examinations in two Family Health Units (AlmaF's), in the municipality of Cruzeiro de Almas, Bahia. in 13 families, the most representative being Asteraceae (2 ssp.), Lamiaceae (2 ssp.), Lauraceae (2 ssp.). The most evident species were lemon balm (Melissa officinalis), lemongrass (Cymbopogon citratus), followed by moringa (Moringa oleifera) and chayote (Sechium edule), which had a use value greater than or equal to 0.13, being cited as auxiliaries for HAS and DM2. As for the way of preparation, 73% of the food, 73% of the plants, use these medicinal infusion plants. Thus, it is important to study medicinal plants and their nutritional potential, allowing to know their mechanisms of action and how they can be applied.

Keywords:
Nutrition.
Medicinal herbs.
Chronic noncommunicable diseases.

Introdução

A utilização de plantas medicinais ocorre desde os tempos das sociedades pré-históricas, incialmente como alimentos e em rituais religiosos como processo de cura[1]. No Brasil, estes costumes eram praticados pelos índios e escravos e repassados entre gerações. Com a chegada dos colonizadores, estes conhecimentos foram somados e disseminados a outras regiões[2].

O uso de plantas medicinais vem sendo um grande aliado dos profissionais de nutrição, corroborando como terapia alternativa no tratamento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT´S) ocasionadas por estilos de vida e alimentação não adequados. Dessa maneira destacam-se a diabetes mellitus tipo 2 (DM2), hipertensão arterial sistêmica (HAS) e obesidade[3].

A principal escolha da utilização de plantas medicinais se dá principalmente pelos seus mecanismos de ação, além da presença de moléculas fitoconstituintes que configuram suas potencialidades nutricionais e eficácia destas no tratamento da diabetes mellitus tipo 2, hipertensão e obesidade[4] .

As espécies medicinais além de seus metabólitos secundários possuem em sua composição: beta caroteno, vitamina A, vitaminas do complexo B (ácido fólico, piridoxina, ácido nicotínico), vitamina C, vitamina E, e fibras. As folhas são ricas em minerais como cálcio, potássio, magnésio e ferro[5].

Essas composições nutricionais proporcionam efeitos como a redução da biodisponibilidade intestinal de carboidratos, o aumento da saciedade, antagonismo do canal Ca2 +, inibição da conversão da angiotensina enzima (ECA), relaxamento do miocárdio, envolvimento de α-adrenoceptor e ativação de células beta pancreáticas[6].

Assim, delineou-se o subsequente objetivo da pesquisa: realizar levantamento das plantas medicinais utilizadas no tratamento de indivíduos com obesidade, hipertensão e diabéticos tipo 2.

Materiais e Métodos

A amostra da pesquisa contou com 30 pacientes, sendo 14 indivíduos da USF do Vilarejo e 16 indivíduos da USF São Judas Tadeu, escolhidos pelo método de amostragem por julgamento. Utilizou-se como critérios de inclusão: pacientes diagnosticados com obesidade, diabetes mellitus tipo 2 ou hipertensão arterial sistêmica, identificados através de exames clínicos específicos; maiores de 18 anos de idade, de ambos os gêneros e que aceitaram assinar o Termo de Esclarecimento Livre e Esclarecido (TCLE). Foram excluídos os pacientes que não aceitaram assinar o Termo de Esclarecimento Livre e Esclarecido e os pacientes incapazes de responder o formulário por limitação cognitiva.

A coleta de dados foi executada nos meses de setembro e outubro de 2020, através da aplicação de formulário parcialmente estruturado em entrevista individual nas dependências das USF. Foram coletados dados sociodemográficos (gênero, idade, escolaridade, local de moradia) e de condições clínicas (patologia acometidas e comorbidades associadas), principalmente sobre a utilização de plantas medicinais no tratamento de obesidade, diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial sistêmica, levando em questão se utilizou-se ou não esse recurso.

Os dados foram organizados e tabulados através de análise descritiva. Dessa maneira a importância das espécies vegetais foi estimada através da técnica de Valor de Uso (VU). Para cada espécie vegetal foi calculado o VU, onde VU=Ui/n, em que a soma número de citações de uso, mencionados por cada informante (Ui) é dividida pelo número total de informantes (n)[7]. Para a avaliação dos dados utilizou-se o programa Excel 2010 com o objetivo de montagens simples e cálculos dos resultados através de tabelas.

A coleta de dados iniciou após aprovação do Comitê de Ética da Faculdade Maria Milza, sob CAEE: 36934620.4.0000.5025 e Parecer Nº 4.264.753. Mediante orientações das Resoluções Nº 466/ 2012, Nº 510/ 2016 e Nº 580 /2018, do Conselho Nacional de Saúde (CNS), que aprova as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Cada participante recebeu duas cópias do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido o qual leu e assinou, concordando com os critérios da pesquisa.

Resultados e Discussão

Observou-se o perfil sociodemográfico dos 30 participantes da pesquisa pertencentes as Unidades de Saúde da Família (USF) Vilarejo e São Judas Tadeu, considerando os dados associados a gênero, faixa etária e a escolaridade (TABELA 1).

TABELA 1: Perfil sociodemográfico dos indivíduos entrevistados nas USF Vilarejo, São Judas Tadeu e seus domínios, Cruz das Almas -Bahia, 2020.
Variáveis Quantidade Percentual (%)
Gênero
Feminino 19 63
Masculino 11 37
Faixa etária
18-29 anos 3 10
30-41 anos 3 10
42-53 anos 6 20
54-65 anos 10 33
66-77 anos 3 10
77-88 anos 5 17
Escolaridade
Não alfabetizado 3 10
Ensino médio incompleto 1 3,3
Alfabetizado 3 10
Ensino fundamental completo 1 3,3
Ensino fundamental incompleto 1 3,3
Ensino superior incompleto 2 7,0
Ensino técnico 3 10,1
Fonte: Autor.

Diante da análise univariada, percebe-se que os usuários do sexo feminino frequentam mais os serviços de saúde primários que os usuários do sexo masculino. A menor procura do público masculino a estes serviços, decorre da perpetuação da tradicional ideologia de virilidade e força, enquanto o sexo feminino, é associado ao autocuidado, principalmente para as questões sexuais e reprodutivas, é comum que desde da infância as meninas já sejam incentivas aos exames ginecológicos, pois presume-se que o seu corpo algum dia irá gerar um novo ser.

Segundo Martins et al.[8], estes estereótipos levam a falta de cuidado dos homens com sua própria saúde, o que propicia o desconhecimento e\ou a negligência de sinais e sintomas, ocasionando a detecção de doenças em um nível avançando e a óbitos prematuros. Este fato pode ser corroborado, com os estudos de Levorato et al.[9], os quais constataram em levantamento nos serviços de saúde de Ribeirão Preto, São Paulo, que as mulheres buscaram os serviços de saúde 1,9 vezes mais em relação aos homens.

A faixa etária aponta o intervalo de 42- 65 anos como o mais prevalente na procura por serviços de saúde das USF citadas. Esse fato pode ser indicado pela condição preditora ao aparecimento de patologias decorrentes do amadurecimento do corpo, como as doenças crônicas, evidenciando assim a predominância deste público em serviços de saúde primário[10]. Melo et al.[11] constataram em sua literatura que a idade acima de 50 anos é um determinante para a prevalência de doenças crônicas. Dietrich et al. [12], demonstraram ao investigar o perfil de saúde dos usuários da rede de atenção básica em Ijuí, Rio Grande do Sul, onde 28,2% dos pacientes faziam parte da faixa etária de 50 – 59 anos.

O grau de escolaridade teve um atenuante nas variáveis ensino médio completo e ensino superior completo. Reis e Santos[13], discorreram em suas análises que uma maior escolaridade pode estar associada à melhor condição de saúde do indivíduo e a sua frequência nas Unidades de Saúde.

Foram registradas ao todo 16 plantas para fins medicinais, distribuídas em 13 famílias. As famílias mais representativas em relação ao número de espécies foram Asteraceae (2 ssp.), Lamiaceae (2 ssp.), Lauraceae (2 ssp.).

As espécies medicinais mais evidenciadas foram, a erva cidreira (Melissa officinalis), capim santo (Cymbopogon citratus), seguidas da moringa (Moringa oleifera) e do chuchu (Sechium edule), (QUADRO 1). É importante ressaltar que um indivíduo poderia citar o nome de duas ou mais plantas medicinais ao responder o formulário.

QUADRO 1: Percentual de espécies vegetais citadas pelos pacientes das unidades de saúde da família de São Judas Tadeu e seus domínios e Vilarejo, Cruz das Almas, 2020.
Família Nome científico Nome popular Fr (%)
Moringaceae Moringa oleifera Moringa 10
Amaranthaceae Alternanthera brasiliana L. Benzetacil 3,3
Fabaceae Bauhinia forficata Pata de vaca 6,6
Cucurbitaceae Sechium edule Chuchu 10
Asteraceae Matricaria chamomilla Camomila 6,6
Lauraceae Laurus nobilis Louro 6,6
Malvaceae Hibiscus sabdariffa Azedinha 6,6
Gramineae Cymbopogon citratus Capim santo 20
Apiaceae Pimpinella anisum Erva doce 6,6
Lamiaceae Melissa officinalis Cidreira 26,6
Asteraceae Baccharis trimera (Less.) Dc Carqueja 3,3
Theaceae Camelia sinensis Chá verde 3,3
Passifloraceae Passiflora incarnata L. Maracujá 6,6
Lamiaceae Ocimum basilicum Tio ioiô 6,6
Simaroubaceae Quassia amara Pau de tenente 3,3
Lauraceae Cinnamomum cassia Canela 6,6
Fonte: Autor.

A maioria das famílias de plantas medicinais citadas têm suas representatividades facilmente encontradas e cultivadas, principalmente nos quintais dos próprios entrevistados, ou nas residências de conhecidos e vizinhos isso acontece pelo fato dessas espécies serem cosmopolitas e se adequarem a qualquer ambiente. As famílias Asteraceae, Lamiaceae e Lauraceae, possuem características aromáticas, as quais possibilitam a retirada de óleos essenciais e uma atividade antioxidante atuante, essas características garantem a potencialidade e o mecanismo de ação diante as patologias estudadas.

A família Lamiaceae, têm suas importâncias descritas em estudos como o de Vieira et al.[14] e de Urban et al.[15] destacaram as suas potencialidades terapêuticas juntamente com seu fácil acesso.

Estes resultados encontrados, podem ser conferidos com os de Feijó et al.[16], que realizaram o levantamento etnobotânico das principais espécies utilizadas para fins medicinais pela comunidade Salobrinho, no município de Ilhéus (BA), citando como mais representativas a família Lamiaceae. Lima e Marinho[17] levantaram 58 plantas medicinais as quais pertenciam a 34 famílias diferentes sendo as mais representativas em número de espécies foram Fabaceae (8 spp.), Asteraceae(7 spp.), Lamiaceae (4 spp).

A família Lauraceae, foi citada na pesquisa de Melo[18], a qual aplicou 75 formulários aos usuários inseridos no sistema de cadastramento e acompanhamento de pacientes hipertensos e diabéticos – HIPERDIA, para identificar quais as principais plantas medicinais utilizadas para o tratamento da HAS.

Ao analisar o cálculo Valor de Uso, observou-se que,quanto maior o número de usos citados para uma espécie medicinal, maior foi a sua importância para a população estudada. Foram citadas 16 espécies ao total, as quais obtiveram valor de uso variando entre 0.03 a 0.33. As 4 plantas medicinais mais citadas foram: erva cidreira (Melissa officinalis), o capim santo (Cymbopogon citratus), o chuchu (Sechium edule) e a moringa (Moringa oleífera), estas apresentaram valor de uso maior ou igual a 0.13 (QUADRO 2).

QUADRO 2: Valor de uso das principais plantas medicinais citadas pelos pacientes das unidades de saúde da família de São Judas Tadeu e seus domínios e Vilarejo, Cruz das Almas, 2020.
Nome científico Nome popular Patologias Citações VU
Moringa oleifera Moringa HAS 2 0,17
DM2 3
Alternanthera brasiliana L. Benzetacil HAS 1 0,06
DM2 1
Bauhinia forficata Pata de vaca HAS 1 0,1
DM2 2
Sechium edule Chuchu HAS 3 0,13
OBS. 1
Matricaria chamomilla Camomila HAS 2 0,06
Laurus nobilis Louro HAS 1 0,06
DM2 1
Hibiscus sabdariffa Azedinha DM2 2 0,06
Cymbopogon citratus Capim santo HAS 5 0,26
DM2 3
Pimpinella anisum Erva doce HAS 1 0,06
DM2 1
Melissa officinalis Cidreira HAS 7 0,33
DM2 3
Baccharis trimera (Less.) Dc Carqueja OBS. 1 0,03
Camelia sinensis Chá verde OBS. 1 0,03
Passiflora incarnata L Maracujá HAS 1 0,06
OBS. 1
Ocimum basilicum Tio ioiô HAS 1 0,03
Quassia amara Pau de tenente DM2 1 0,03
Cinnamomum cassia Canela OBS. 2 0,06
Fonte: Autor.
DM2: Diabetes mellitus tipo 2; HAS: Hipertensão; OBS: Obesidade; VU: Valor de Uso.

Com a transição epidemiológica e o aumento da expectativa de vida dos indivíduos brasileiros, houve um grande avanço na saúde pública relacionadas a doenças crônicas não transmissíveis. Diante desse cenário reforça-se a inserção da Atenção Básica de Saúde com o intuito de práticas integrativas, responsáveis pela promoção e reintegração da saúde, além de iniciativas de reconhecimento da população a ser atendida, valorizando os seus conhecimentos e práticas de cuidado. Além disso, há o fortalecimento da necessidade de diálogo e reconhecimento de plantas medicinais, sobretudo pelos portadores de doentes crônicos.

A erva cidreira (Melissa officinalis), teve sua utilização associada com uma maior citação para HAS, possui como princípios ativos os flavonoides mais especificamente o luteolol, apigenina, os ácidos rosmarínico, cafeico, clorogênico, ursólico, rosmarínico e oleânico, taninos, glicosídeos e seu óleo essencial que possui a substância citronelol, principal responsável pelo mecanismo de ação da erva cidreira[19]. Esta planta, possui ação calmante, seus princípios ativos agem diretamente na musculatura lisa vascular, originando a vasodilatação e a diminuição da resistência vascular periférica, promovendo a atividade anti-hipertensiva[20].

Quando relacionada a termos nutricionais, a erva cidreira possui como principal componente, as fibras insolúveis, polissacarídeo não fermentável (FAI), as quais podem eliminar elementos tóxicos do organismo, além de propiciarem para o aumento do bolo fecal e redução do tempo de trânsito intestinal[21,22] .

Estudos como o de Macêdo et al.[23] analisaram o perfil dos usuários idosos de duas Unidades Básicas de Saúde na cidade de Campina Grande (PB), observou que a erva cidreira foi a planta mais citada por 44,44% dos indivíduos entrevistados. Siqueira et al.[24], também nos resultados das suas investigações, citaram a importância da erva cidreira, no cuidado diário dos usuários de uma Estratégia de Saúde da Família, no município de Pelotas, Rio Grande do Sul.

A planta capim santo (Cymbopogon citratus), tem como potencialidade os compostos bioativos limoneno, citronelal, mirceno, geraniol, e seu principal o citral[25]. Possui efeito hipotensor originado através da redução da resistência vascular, a qual é decorrente da inibição do influxo de cálcio. Segundo Nunes et al.[19], o Cymbopogon citratus também possui ação diurética, entretanto, esse efeito apenas acontece, quando esta planta é administrada de forma oral, ocasionando ação direta nos vasos sanguíneos ou depressão cardíaca.

Somando-se aos seus compostos bioativos, esta espécie vegetal, possui valores significativos de outros nutrientes, este fato pode ser confirmado na investigação de Sahrawat et al.[26] que demonstraram a presença de fibras, proteínas, cinzas e minerais como ferro, cálcio e o magnésio no capim santo.

Costa[27], ao avaliar o uso de plantas medicinais em seis Unidades Básicas de Saúde do município de Parnamirim, Rio Grande do Norte, observou que o capim santo, foi a terceira espécie mais citada, tendo 103 indivíduos de frequência absoluta.

O chuchu (Sechium edule), assim como as plantas medicinais já descritas, destacou-se nas entrevistas. Estudos como o de Ekpenyong et al.[28] descreveram que a polpa e a casca do chuchu, levaram a um efeito hipotensor, por conta da vasodilatação ocasionada pelo extrato hidroalcoólico da raiz dessa planta. Em contrapartida, Earl et al.[29], em seus ensaios clínicos sobre o efeito anti-hipertensivo do extrato hidroalcoólico, tiveram como resultados obtidos, que os extratos de S. edule podem ter uma atividade de antagonismo no receptor AT 1 do angiotensina II.

Em relação a outros compostos nutricionais, encontra-se no chuchu, as proteínas, as frações lipídicas, ácido palmítico e ácido linolênico, fração de polissacarídeo, incluindo glucurono (arabino) xilano, manana, galactoglucomanano e fucoxiloglucano, minerais, incluindo potássio, cálcio, fósforo e magnésio. Além disso, também é uma rica fonte de certos aminoácidos essenciais, incluindo valina, leucina, isoleucina, fenilalanina, treonina, lisina, arginina e histidina[30,31].

Por fim, a moringa (Moringa oleífera), apontada pelo uso concomitante ao DM2, possui compostos bioativos, como alcaloides, flavonoides, saponinas, glicosídeos e terpenoides, estes fitoconstituintes promovem de acordo com Kumar et al.[5] a prevenção e restauração da integridade e função das células β, aumentando a atividade da insulina, melhorando a captação e utilização de glicose, ocasionando assim a ação hipoglicêmica.

A M. oleifera tem ainda por conteúdo nutricional proteínas digestíveis, ferro, magnésio, cálcio, vitaminas (B6, B2 e C) e carotenoides sendo uma das fontes naturais mais ricas de pró-vitamina A[32]. O óleo de semente refinado é um substituto aceitável do azeite, devido à presença de todos os ácidos graxos essenciais como no azeite[33].

Considerando as variáveis 56,7% dos entrevistados, utilizam as espécies medicinais para auxiliar no tratamento das patologias. Pois, acreditam que estas plantas atuam como mecanismos de ação em relação a patologias. Quando foram questionados a respeito de quanto tempo faziam uso, 73,3 responderam que sempre utilizaram. Isso, reforça o costume milenar da aplicação das plantas medicinais no dia a dia da população (QUADRO 3).

QUADRO 3: Caracterização da utilização de plantas medicinais por indivíduos obesos, diabéticos e hipertensos citadas pelos pacientes das unidades de saúde da família de São Judas Tadeu e seus domínios e Vilarejo, Cruz das Almas, 2020.
Características Frequência relativa (%)
Por que faz uso
Para auxiliar na diminuição de sintomas das patologias 10 33,3
Para auxiliar no tratamento 17 56,7
Para potencializar o uso de medicamentos 2 6,7
Para diminuir o risco de comorbidades associadas 1 3,3
Há quanto tempo faz uso
Desde que fui diagnosticado 4 13,3
Sempre utilizei 22 73,3
Assim que comecei a fazer o tratamento e acompanhamento 4 13,3
Fonte: autor.

A crescente utilização das alternativas medicinais, pode ser explicado pelo fato da população está em busca de terapias menos agressivas e que tenham eficácia. Portanto, o atendimento primário a saúde, torna-se deficiente a respeito de algumas informações relacionadas ao mecanismo de ação destas alternativas.

Para isso, se faz necessário um aprofundamento por parte dos profissionais de saúde que atuam nas UBS, principalmente em relação as propriedades terapêuticas das plantas mais utilizadas pela população em questão. Com isso, esta prática permanece presente dentro do uso das terapias não convencionais e populares.

Santos et al.[34], ao averiguar a utilização de plantas medicinais entre idosos de uma casa de apoio em Quixadá-CE relataram que 33,3% sempre fizeram o uso, afirmando não fazer mal à saúde. Souza et al.[35], em seu estudo observaram que o motivo pelo qual uma comunidade do município de Curitiba utilizava as plantas medicinais, foi por afecções para auxiliar no tratamento de patologias nos sistemas digestório, respiratório, nervoso e circulatório.

Quanto a forma de preparo, 73,3% dos entrevistados, relataram consumir estas plantas medicinais em forma de infusão, enquanto 10% consumiam in natura e 16,7% como suco (GRÁFICO 1).

GRÁFICO 1: Percentual da forma de preparo das plantas medicinais utilizados pelos pacientes das unidades de saúde da Família São Judas Tadeu e Vilarejo, Cruz das Almas, 2020.
Gráfico 1
Fonte: autor.

A infusão é a forma mais comum de preparo, a parte da planta utilizada para esse processo, são as folhas. Há uma, preocupação muito grande quanto ao modo de preparo das espécies vegetais, bem como a conservação da preparação, interações com alimentos e medicamentos, estabilidade, posologias. Esses fatores podem influenciar no tratamento intencionado ou aumentar os riscos para toxicidade, ressaltando que muitas espécies têm seus efeitos terapêuticos e tóxicos pouco esclarecidos nos seres humanos.

Balestrin et al.[36], em levantamento em uma comunidade rural do município de Sertão, chegaram à conclusão de que a principal forma de uso das plantas medicinais é o chá, sendo a folha o órgão vegetal mais utilizado.

Observa-se que as crenças populares algumas vezes não vão ao encontro dos conhecimentos científicos, permitindo assim que o modo de preparo inadequado favoreça a perda dos princípios ativos voláteis das plantas medicinais[30].

Em relação as recomendações de utilização das espécies medicinais, 60% dos participantes referiram ser indicados por vizinhos e amigos enquanto 30% afirmaram que foram recomendados pelas mídias sociais (GRÁFICO 2).

GRÁFICO 2: Percentual da indicação de utilização das plantas medicinais pelos pacientes das unidades de saúde da Família São Judas Tadeu e Vilarejo, Cruz das Almas, 2020.
Gráfico 2
Fonte: autor.

Devido à facilidade do acesso a partir de vizinhos e conhecidos a automedicação tornar-se um importante fator. Esta é iniciada a partir de questões como a precariedade dos serviços de saúde, herança cultural sem evidências racionais, facilidade de acesso e poder aquisitivo. As mídias sociais encorajam o uso inadequado dessas espécies e diminuem a exposição da população a práticas pouco seguras.

Esse fato também foi encontrado na pesquisa de Araújo et al.[37] a qual revelou que 78% dos entrevistados indicam plantas medicinas. Uma pesquisa realizada por Silva et al.[38]  demostrou que 94,20% dos participantes do estudo indicavam plantas medicinais para outras pessoas.

Quando a questão foi respaldo profissional, 76,7% dos indivíduos relataram que não se informavam com nenhum profissional antes de fazer o uso de plantas medicinas em contraposição apenas 23,3% procuravam informações de profissionais para fazer uso das plantas medicinais (GRÁFICO 3).

GRÁFICO 3: Percentagem de pacientes das unidades de saúde da Família São Judas Tadeu e Vilarejo que consultaram algum profissional para fazer o uso de plantas medicinais, Cruz das Almas, 2020.
Gráfico 3
Fonte: autor.

Infelizmente, a maioria da população faz o consumo de plantas medicinais sem o mínimo de conhecimento técnico ou sem nem ao menos se consultar com profissionais adequados. Estes profissionais devem ser conduzidos sobre o uso de plantas para fins medicinas, objetivando identificar as necessidades dos indivíduos frequentadores da atenção primária a saúde.

Este fato pode induzir a problemas graves e outros fatores de riscos. As pesquisas a respeito de plantas medicinais, ainda são escassas, dessa maneira a automedicação dificulta ainda mais, estudos que comprovem a eficácia em seres humanos.

Conclusão

Diante dos resultados expostos, observou-se como é prevalente a utilização de plantas medicinais por indivíduos portadores de obesidade, diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial, como auxiliadores no tratamento.

Estes fatos reafirmam que as observações populares a respeito dessas alternativas contribuem para a benevolência das funções terapêuticas que se pretendem atingir. Como o levantamento ocorreu em Unidades de Saúde pública primária, observou-se que a maioria dos entrevistados cultivavam as espécies medicinais utilizadas nos seus próprios quintais ou nas residências de vizinhos e conhecidos.

As plantas medicinais mais citadas possuem constatação científica a respeito da potencialidade nutricional, obtida através de seus princípios bioativos. Assim, reforça-se a inserção dessas alternativas como práticas integrativas responsáveis pela promoção e reintegração da saúde.

A maior parte desse público não se orienta com um profissional adequado para o uso de espécies medicinais, o que pode levar a graves consequências como a intoxicação e outros fatores de risco. Sendo necessário um aprofundamento por parte dos profissionais de saúde que atuam nas UBS, principalmente em relação às propriedades terapêuticas das plantas mais utilizadas pelos frequentadores das unidades de saúde mencionadas.

Fontes de Financiamento

Financiamento próprio.

Conflito de Interesses

Não há conflito de interesses.

Agradecimentos

À UNIMAM e às equipes das Unidades de Saúde da Família.

Colaboradores

Concepção do estudo: FHSN; VJSO
Curadoria dos dados: FHSN; VJSO
Coleta de dados: FHSN
Análise dos dados: FHS; VJSO
Redação do manuscrito original: FHSN; VJSO; BLR
Redação da revisão e edição: FHSN e VJSO

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