Open-access Explorando as propriedades funcionais do óleo da semente de abóbora (Cucurbita máxima) para a formulação de hidratante

Exploring the functional properties of pumpkin seed oil (Cucurbita maxima) for moisturizer formulation

Resumo

Considerando as atuais necessidades da Indústria Nacional de Cosméticos, por produtos que atendam o público de mulheres que tenham pele seca e a mobilização global, a fim de promover o cuidado com o Meio Ambiente pelo reaproveitamento de resíduos, este artigo tem como objetivo reaproveitar as sementes da Abóbora (Curcubita maxima), estudar suas características físico-químicas e microbiológicas para elaborar um produto dermocosmético. Para tanto, procede-se a metodologia com a extração do óleo pelo método soxhlet, seguido de análises físico-químicas e microbiológicas, prosseguindo para formulação de um hidratante corporal com componentes que ajudam na recuperação das características de uma pele saudável, realizando novas análises físico-químicas e microbiológicas, afim de garantir a qualidade do produto. Desse modo, observa-se que todos os resultados obtidos se demonstraram conformes quando comparados à parâmetros de órgãos fiscalizadores, como a ANVISA, o que permite concluir que há a possibilidade de reutilização do resíduo de fácil acesso que seria descartado na natureza (as Sementes da Abóbora). Comprovando o potencial de reaproveitamento por seu retorno na cadeia de produção.

Palavras-chave Mercado de Cosméticos; Óleo de abóbora; Extração por soxhlet; Pele seca; Hidratante

Abstract

Considering the current needs of the National Cosmetics Industry for products that serve women with dry skin and the global mobilization to promote care for the Environment through the reuse of waste, this article aims to reuse Pumpkin seeds (Curcubita maxima), study its physical-chemical and microbiological characteristics to develop a dermocosmetic product. To conclude, the methodology proceeds with oil extraction using the soxhlet method, followed by physical-chemical and microbiological analyses, proceeding to formulate a body moisturizer with components that help in recovering the characteristics of healthy skin, carrying out new physical analyzes -chemical and microbiological tests to ensure product quality. In this way, it is observed that all the results obtained were shown to be complying when compared to the parameters of inspection bodies, such as ANVISA, which allows us to conclude that there is the possibility of reusing easily accessible waste that would be discarded in nature (the Seeds of Pumpkin). Proving the potential for reuse through its return to the production chain.

Keywords Cosmetic market; Pumpkin oil; Soxhlet extraction; Dry skin; Moisturizer

Introdução

Conforme Kashiwabara et al.[1], a pele é o maior órgão do corpo humano: é complexa e possui uma diversidade de tecidos, de células e estrutura multifuncional. Ela é responsável por promover a comunicação do corpo com o ambiente externo, com funções imprescindíveis para a vida, como termorregulação, defesa imunológica, sensibilidade, barreira mecânica contra agressões exógenas e atua evitando a perda de água e de proteínas para o meio externo.

Inclusive o pH da pele, em seu estado normal, identifica-se entre 4 e 6, 5. Tal valor, evidencia os aspectos plenos e a coesão tecidual além de torná-la menos permeável à água e outros produtos polares. Essa predisposição garante a diminuição da capacidade de ação dos microrganismos patogênicos na pele[1] .

Em suma, a pele é constituída por três camadas, sendo elas: epiderme, camada avascular que realiza constantemente renovação; derme, camada intermediaria formada de colágeno, proteínas e fibras de elastina[2] e; hipoderme, formada por tecido conjuntivo frouxo[3].

Carvalho[4] explica que a pele seca tem como uma das principais características a perda excessiva de água, gerando consequentemente poros pouco visíveis, pouca luminosidade e possui uma maior probabilidade de descamação e vermelhidão. Além disso, a pele seca caracteriza-se, sobretudo, por uma fraca produção das glândulas sebáceas, muitas vezes associada à falta intracelular de lipídios[5].

Por isso, o desenvolvimento da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (HPPC) entrou em um processo continuo de crescimento e adaptação, com novas tendências surgindo a cada ano. Algumas das tendências mais recentes incluem maior ênfase, em produtos naturais e nos consumidores[6] .

Dessa forma, novos conceitos são criados. Lopes[7] ilustra sobre os produtos conhecidos como “cosmecêutico”. Ela o define como “um cosmético com um objetivo desejado, mas que possui propriedades semelhantes às de um fármaco, devido à presença do seu ingrediente ativo”[7]. Por exemplo, os “cosmecêuticos” geralmente são produzidos ao manipular os componentes tais como vitaminas, hidroxiácidos, peptídeos, agentes de crescimento e compostos derivados de plantas[8].

A escolha de um bom componente oleoso para a formulação de um Hidratante é de extrema importância, por isso analisou-se as características físico-químicas e microbiológicas do óleo da semente da Abóbora (Cucurbita máxima).

A abóbora é uma fruta que tem sua origem no México, em 5.500 a.C “caracteriza-se pelo fruto achatado e redondo, com gomos bem salientes”, seu nome científico cucurbita da família das cucurbitáceas tendo uma diversidade de espécies[9].

De acordo com Silva e Alves[10], o rendimento no ano de 2022 no Brasil foi de aproximadamente 680 mil toneladas de abóboras e tendo a zona de cultivo de aproximadamente 42 mil hectares.

Contudo, são aproveitadas apenas as polpas enquanto suas sementes representam 5% do peso total da abóbora e cascas são descartadas como resíduo agrícola, porém, estudos apontam que as características da abóbora podem ser aproveitadas no desenvolvimento de produtos para os cuidados com pele como fonte de moléculas bioativos, constituídas com ácidos graxos, minerais, proteínas, e compostos com atividades antioxidantes, propriedades anti-helmíntica, flavonoides, terpenos, saponinas e ácidos orgânicos como é o caso ácido p-hidroxibenzóico encontrados em sementes[11,12] .

Uma vez que os compostos bioativos presentes são benéficos para a saúde humana, como os antioxidantes dos quais temos os carotenoides, “compostos lipossolúveis que são responsáveis pela cor alaranjada, característica dessa espécie"[13] .

Além de remover inúmeros radicais livres, causadores do envelhecimento prévio devido ao estresse oxidativo[14], também temos a vitamina A envolvida no “processo de restauração e regeneração celular, necessária para o crescimento, diferenciação e queratinização"[15], devido a essas características proporciona a ativação das células fazendo com que se multiplique promovendo a melhoria da aspereza e rugas finas[15].

Nesse âmbito, o presente artigo tem como principal objetivo, a criação de um dermocosmético com o uso das sementes da abóbora, que possa tratar os sinais da pele seca e que visa uma alternativa para a reutilização deste resíduo.

Metodologia

O experimento foi realizado no município de Lauro de Freitas, BA, no Laboratório de Química e Microbiologia da Escola Técnica SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), utilizando-se de reagentes e vidrarias contidos no Laboratório. Como matéria-prima utilizou-se as Sementes da Abóbora moranga (Cucurbita maxima), espécie comum da região, adquirida em comércio local.

Preparação da matéria-prima para o processo de desidratação

O método para desinfecção da semente da abóbora Cucurbita maxima foi realizado utilizando hipoclorito de sódio e álcool 70% por 10 minutos e enxaguando em água corrente. Após a desinfecção e secagem da semente da abóbora, realizou-se o processo de desidratação da semente, onde foram colocadas em uma bandeja de alumínio e levada à estufa por 30 minutos a 105°C. Após o período de secagem, retirou-se as sementes da estufa e aguardou-se o esfriar por 10 minutos (FIGURA 1).

FIGURA 1
: Sementes da Abóbora (Cucurbita maxima) coletadas.

Desidratação e trituração da matéria-prima

Posteriormente à secagem, as sementes foram pulverizadas com auxílio de almofariz e pistilo, sendo transformadas em farinha. Essa farinha foi colocada em um béquer de 1000 mL e vedada com um saco plástico para evitar umidade.

Extração de lipídeos totais das sementes da abóbora

A farinha obtida foi colocada nos cartuchos (pequenos embrulhos feitos com papel filtro qualitativo) e adicionados ao sistema de extração Soxhlet (TABELA 1). Em seguida, adicionou-se 300 mL do solvente n-Hexano ao balão de fundo redondo e o colocou na manta aquecedora a 60°C, mas sempre controlando o aquecimento para não perder o solvente na evaporação (FIGURA 2). O processo de extração ocorreu por 1h e 30min. Após a extração, a mistura de solvente e óleo seguiu para o processamento da concentração do óleo.

TABELA 1
: Valor quantitativo (em gramas) das amostras antes e após a extração.

FIGURA 2
: Esquema de aparelhagem utilizada para extração (método soxhlet).

Concentração do óleo

Em seguida ocorreu o processo de concentração do óleo por aquecimento. O aquecimento consistiu em uma única etapa de vaporização, onde a mistura (óleo e solvente) foi colocada em uma chapa aquecedora a 40°C por 30 minutos (FIGURA 3). Após este processo, o óleo concentrado foi colocado em uma proveta para verificação da quantidade extraída.

FIGURA 3
: Esquema de aparelhagem utilizada para concentração do óleo.

Análises físico-químicas Óleo

Para caracterização do óleo extraído da abóbora, onde foi obtido através do Soxhlet e do processo de aquecimento para concentração do óleo, necessitou-se da realização de análise do índice de acidez. A análise consiste em um método em que possibilita verificar o grau de acidez em um óleo vegetal que no presente estudo foi o óleo da semente de abobora seguindo a metodologia determinada do instituto Adolfo Lutz.

Hidratante

Após a produção do hidratante, suas qualidades, características e estabilidade foram avaliadas para garantir sua segurança. Para isso, foram realizadas análises físico-químicas, abrangendo parâmetros como pH, decantação, densidade, estabilidade e teste organoléptico.

Segundo a ANVISA[16], antes de iniciar os testes, é necessário realizar na amostra alguns procedimentos e qualquer sinal de instabilidade indica a necessidade de reformulação. Caso contrário, o produto pode então ser submetido a testes físico-químicos. No presente artigo, os testes iniciais foram adaptados para uma combinação de teste de triagem e decantação, para verificar a estabilidade do produto.

Em uma análise preliminar, o produto foi submetido ao teste de decantação para avaliar sua estabilidade e ausência de separação de fases.

Após o teste de decantação, a formulação pode ser submetida ao teste de triagem, também conhecido como estabilidade acelerada, que tem como objetivo verificar a estabilidade do produto e auxiliar na formulação de forma rápida, utilizando a temperatura como foco. O procedimento teve duração de 10 dias e consistiu em submeter a amostra devidamente inserida em frasco de vidro neutro transparente ao resfriamento (geladeira) e a temperaturas extremas (estufa) em diferentes intervalos[16]. Para as temperaturas elevadas, recomenda-se alguns valores específicos na estufa, como 37 ± 2°C, e para baixas temperaturas, há valores sugestivos para armazenamento na geladeira, como 5 ± 2°C[16]. Por fim, os parâmetros podem ser avaliados utilizando as características físico-químicas, organolépticas e microbiológicas[16].

Análise microbiológica

Para determinação de microrganismos nas amostras realizou-se a técnica de diluição seriada, com o objetivo da contagem de colônias microbianas presentes na amostra. Essa análise teve como intuito constatar a presença ou ausência de: fungos e bactérias mesófilas pela técnica pour plate e análise das bactérias patogênicas Escherichia coli e Staphylococcus aureus pela técnica de semeadura. A finalidade das análises realizadas foi verificar o controle de qualidade e demostrar confiabilidade das amostras quando comparadas a parâmetros dos órgãos fiscalizadores vigentes.

Formulação do hidratante corporal

De acordo com Ladeira et al.[17] os produtos cosméticos podem sofrer danos, perder sua eficácia e segurança, o que justifica a importância da etapa de desenvolvimento, em destaque, a etapa da pré-formulação, na estabilidade física, química e microbiológica do produto final. Diante de tal afirmação, após pesquisas, chegou-se à seguinte formulação para o Hidratante Corporal a base do Óleo da Semente da Abóbora (TABELA 2).

TABELA 2
: Formulação do Hidratante Corporal.

O objetivo desta formulação de cosmética é garantir a hidratação profunda à pele seca. Dessa forma, todas as matérias-primas foram selecionadas por suas características e funções.

Resultados e Discussão

Extração

Os óleos fixos, ou também chamados de óleos vegetais, são fontes importantes de lipídios. Contudo, os óleos são compostos associados de ácidos graxos, tendo em sua constituição outras substâncias, tais como: impurezas, outros lipídeos como esteróis, ceras, entre outros[18]. Observando os dados, verificou-se o rendimento dos lipídios extraídos, indicando valores de 23,51- 32,81%. Na TABELA 3 é possível verificar os dados adquiridos da massa pesada e o rendimento do óleo extraído. De acordo com a análise os valores de rendimento nas amostras, excede ao teor de óleo abrangido por outras espécimes oleaginosos usualmente pesquisadas na literatura. Dos quais, pode-se comparar o teor do óleo de soja (18-22%) e algodão (22,9 %)[19]. Inclusive Severino et al.[19], continuaram a explanação destacando que as sementes que possuem elevadas quantidades de lipídios (35,82%), indicam serem boas fontes de óleos.

TABELA 3
: Resultado da massa da extração do óleo e seu rendimento.

Índice de Acidez (óleo)

Vários fatores podem contribuir na influência do índice de acidez, como por exemplo, o armazenamento inadequado, exposição do óleo ao sol contribuindo assim para uma possível oxidação e um aumento da acidez. Segundo Carvalho[20], o índice de acidez está relacionado à qualidade das sementes. Qualquer processo de decomposição, como hidrólise, oxidação ou fermentação, geralmente resulta em mudanças na concentração dos íons de hidrogênio, representado pela FIGURA 4.

FIGURA 4
: Esquema representativo da hidrólise de triglicerídeos.

Segundo Santos et al.[21] , a acidez dos óleos é resultado da hidrólise enzimática que pode ocorrer nas sementes em condições de alta umidade. A decomposição acelerada dos triglicerídeos pode se dar pelo calor e pela luz, sendo que a rancidez geralmente resulta na formação de ácidos graxos livres. Com isso, um índice alto de acidez indica que o óleo teve uma possível ruptura em sua cadeia liberando ácidos graxos (TABELA 4).

TABELA 4
: Resultados do índice de acidez ácido oleico (potenciométrica).

Com base nos dados obtidos na TABELA 4 é possível notar que todas as amostras de óleo estão em conformidade com a Agência de vigilância sanitária – ANVISA, segundo a resolução da RDC nº 270, de 22 de setembro de 2005, que estabelece 0,3 g de ácido oleico para cada 100 g de amostra. A mesma resolução diz que o índice de acidez para óleos e gorduras refinados (exceto azeite de oliva refinado e óleo de bagaço de oliva refinado) é de, no máximo, 0,6 KOH/g por óleo.

As determinações de ácidos graxos livres foram adequadas para potenciômetro com indicador, sendo possível evidenciar que o óleo de abóbora pode ser utilizado na formulação de cosméticos (TABELA 5).

TABELA 5
: Resultado físico químico do hidratante corporal.

Resultado físico-químico hidratante

Teste de espalhabilidade

Esse teste vem retratar a capacidade de esforço necessário para aplicação na pele, assim como sua viscosidade. É uma das características mais importante para a formulação tópica, indicando sua consistência e eficácia, na hora da aplicação[22-24].

No presente estudo foram analisadas duas amostras, para comparação utilizou-se quantidades diferentes. Na representação, GRÁFICO 1, da espalhabilidade obtida do hidratante, observou-se resultados semelhantes na conduta das duas amostras em relação a sua expansão ao longo do tempo, tendo uma leve diferença no final. Esse ensaio demonstrou o perfil de espalhabilidade entre as amostras, indicando uniformidades na aplicação do produto[25-26].

GRÁFICO 1
– Resultado da Espalhabilidade do hidratante corporal.

Ensaios microbiológico

De acordo com a ANVISA que determina os critérios de análise microbiológicas, sendo informações a garantia para que o produto e sua matéria-prima não tenham contaminação[16]. A RDC nº 752, de 19 de setembro de 2022, estipula os limites para contagem de microrganismo mesófilos totais aeróbios, indica a ausência de Staphylococcus aureus, de coliformes totais e fecais e Pseudomonas aeruginosa[27]. A detecção de algum destes parâmetros indica falha no processamento tanto do produto quanto da matéria-prima.

Com relação ao ensaio biológico, foi realizado nas amostras de óleo extraído da semente de abóbora e o produto final, que é o hidratante corporal, constatou-se nos resultados a ausência de bactérias mesófilas nas três placas com meio PCA (FIGURA D). Já nas amostras com meio BDA observou-se resultados negativos, quanto a presença de fungos (FIGURA A). Para o presente ensaio utilizou-se o termo ausência ou presença para identificar seus resultados conforme no QUADRO 1.

QUADRO 1
: Resultado das Análises microbiológicas.

Para a pesquisa de microbianos patógenos os resultados para crescimento das bactérias Escherichia coli (FIGURA C) e Staphylococcus aureus (FIGURA B), foram negativos[28].

Desta maneira, pode-se indicar que o resultado encontra-se em conformidade com a RDC nº 752 de setembro de 2022[27].

É imprescindível que os produtos cosméticos estejam em consonância com os limites microbianos estabelecidos por órgãos fiscalizadores[29].

O hidratante corporal a base do óleo da semente da abóbora demonstrou resultados conformes ao ser submetido a ambientes propícios para crescimento de bactérias e fungos, conforme pode ser analisado no QUADRO 1.

Pesquisa organolépticas

O GRÁFICO 2, para a pesquisa organolépticas do produto finalizado, apresenta o percentual dos aromas específicos que cada voluntário designou como mais presente, percebe-se uma preferência pelo aroma de menta que obteve 46,16%, seguido pelo floral, com 30,76%, e pelo aroma doce, 23,08%. Esses resultados indicam uma diversidade no que diz respeito aos aromas entre os voluntários.

GRÁFICO 2
: Resultado da Avaliação do odor mais presente no Hidratante Corporal.

A predominância do aroma de menta, sugere que características refrescantes foram sentidas no hidratante corporal. O floral, por sua delicadeza, enquanto o aroma doce transmitiu características suaves.

Conclusão

O Óleo da Semente da Abóbora, obtido por meio do método de extração por Soxhlet, apresentou-se como bom componente oleoso na formulação do Creme Hidratante Corporal proposto. A emulsão preparada permaneceu estável e obteve resultados positivos nas análises físico-químicas e microbiológicas quando comparadas aos parâmetros vigentes estabelecidos por órgãos fiscalizadores, como a ANVISA. Além de apresentar aspectos físicos e organolépticos agradáveis e homogeneidade condizentes aos cremes hidratantes comerciais.

A pesquisa realizada cumpriu os objetivos específicos pré-estabelecidos, por conter uma cuidadosa investigação bibliográfica sobre as características físico-químicas do Óleo da Semente da Abóbora, além da retificação da sua atuação positiva na derme. Desta forma, esta pesquisa desempenhou a função de atualizar e estimular a utilização de resíduos na produção de dermocosméticos no âmbito nacional, desencadeando a execução da sustentabilidade ambiental, pelo manejo responsável dos recursos naturais.

Durante a desenvolução deste estudo, identificaram-se questões correlatas que permitiriam a elaboração de novas pesquisas para ampliar o entendimento prático da eficiência do Óleo da Semente da Abóbora ao entrar em contato com a derme humana. Para isso, seria necessária a execução de novos estudos e análises laboratoriais para comprovação das ações benéficas do óleo.

Concluiu-se, portanto, que há a possibilidade de reutilização do resíduo de fácil acesso que seria descartado na natureza (as Sementes da Abóbora). Passando de resíduo para matéria-prima principal de um dermocosmético, agregando valor ao produto e promovendo o cuidado para com o Meio Ambiente.

FIGURA 5
: Ensaio microbiológico das amostras de óleo extraído.

Legenda: meios de cultura após 48h inoculação das amostras.


Agradecimentos

Primeiramente, a Deus, por tornar esta pesquisa possível; aos professores Jamille Borges Mascarenhas e Luís Henrique de Queiroz Guimarães, pelo apoio e orientação; ao SENAI, unidade Lauro de Freitas - BA, pela infraestrutura, insumos e contribuição essencial à nossa formação como técnicas em química.

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  • Este trabalho foi fruto da união, do esforço em equipe e do impacto transformador da educação e da ciência.
  • Fonte de Financiamento:
    Este estudo não teve fontes de financiamento.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    16 Fev 2026
  • Data do Fascículo
    Fev 2026

Histórico

  • Recebido
    21 Fev 2025
  • Aceito
    05 Nov 2025