Open-access O emprego do Tratamento Fitoterápico no SUS em São Paulo, perpectivas a partir dos profissionais da saúde

The use of Herbal Medicine Treatment in the SUS in São Paulo, perspectives from health professionals

Resumo

Esse estudo buscou conhecer as habilidades e experiências dos profissionais da saúde, lotados na Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo (SMS-SP), quanto ao emprego de plantas e fitoterápicos nas unidades que atuam. Um estudo qualitativo-quantitativo utilizou um formulário digital em formato de questionário estruturado para aquisição e posterior análise dos dados nas características de interesse. O estudo obteve noventa e oito (98) participações válidas e entre os achados, mostrou que 78,6% dos participantes gostariam de atender a população com o tratamento fitoterápico, contudo somente 14,3% o fazia. Os pesquisados indicaram em quais agravos gostariam de utilizar plantas medicinais, apresentaram indicações de espécies vegetais e sugestões para melhorar a oferta da fitoterapia no município. A pesquisa concluiu que existe uma atitude positiva dos profissionais quanto a utilização das plantas medicinais, sendo necessária a ampliação de suas capacitações em fitoterapia e a presença das drogas vegetais e fitoterápicos nas farmácias das unidades de saúde, como itens regulares de estoque.

Palavras-chave Fitoterapia; Plantas medicinais; Atenção Primária à Saúde; Sistema Único de Saúde; Práticas Integrativas e Complementares

Abstract

This study sought to understand the skills and experiences of health professionals working at the São Paulo Municipal Health Department (SMS-SP) regarding the use of plants and herbal medicines in the units where they work. A qualitative-quantitative study used a digital form in the form of a structured questionnaire to acquire and subsequently analyze data on the characteristics of interest. The study obtained ninety-eight (98) valid participations and among the findings, it showed that 78.6% of the participants would like to treat the population with herbal medicine, however only 14.3% did so. The respondents indicated in which ailments they would like to use medicinal plants, presented indications of plant species and suggestions to improve the provision of herbal medicine in the municipality. The research concluded that there is a positive attitude among professionals regarding the use of medicinal plants, and that it is necessary to expand their training in herbal medicine and to have herbal drugs and herbal medicines in the pharmacies of health units as regular stock items.

Keywords Herbal medicine; Medicinal plants; Phytotherapeutic Medicines; Primary Health Care; Integrative and Complementary Health Practices

Introdução

A fitoterapia foi uma das cinco Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) que compuseram a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PNPIC)1quando de sua criação, em maio 2006. Um mês após, foi estabelecida a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF)2,3. Ambas foram criadas tendo entre suas finalidades a melhor oferta de cuidados de saúde à população utilizando o potencial das plantas medicinais, de diferentes formas. Em sintonia com o governo federal o município de São Paulo criou, em 2010, o Programa de Produção de Fitoterápicos e Plantas Medicinais4 e em 2015 incorporou quatro medicamentos fitoterápicos à Relação Municipal de Medicamentos (REMUME SP)5.

O Tratamento Fitoterápico tornou-se um procedimento especializado do SUS no final de dezembro de 2018 pela Portaria SAS/MS nº 1.988 da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde (SAS-MS). Esta portaria atualizou a prática, na Tabela de Serviço Especializado (TSE) que integra o Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS (SIGTAP), com o nome de Tratamento Fitoterápico e código 03.09.05.02006. As Tabelas do SIGTAP7 descrevem informações detalhadas sobre os procedimentos, especifica remuneração e indica as categorias profissionais (CBO) para aplicação dos procedimentos.

O objetivo desse trabalho foi pesquisar as habilidades de um grupo de profissionais da saúde da SMS-SP em aplicar o procedimento Tratamento Fitoterápico. Para isso foram coletadas informações sobre a formação dos entrevistados, seus conhecimentos e experiências com plantas medicinais. A pesquisa também perguntou sobre sua vivência, opinião e o interesse em trabalhar com elas. Para isso, um formulário digital em formato de questionário estruturado foi encaminhado aos profissionais de saúde de dezoito (18) Unidades de Saúde pertencentes a Supervisão Técnica de Saúde Ermelino Matarazzo na zona leste do município de São Paulo.

Metodologia

A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo em 22 de julho de 2023, sob o Parecer nº 6.196.065 (CAAE: 69561523.1.0000.0086) e atendeu às orientações do Ofício Circular nº 2/2021/CONEP/SECNS/MS com as “Orientações para procedimentos em pesquisas com qualquer etapa em ambiente virtual”.

Essa pesquisa teve caráter exploratório, abordagem qualitativa-quantitativa e levantou dados demográficos, qualitativos e quantitativos. Um formulário digital foi encaminhado aos profissionais de saúde das Unidades de Saúde selecionadas, pertencentes a Supervisão Técnica de Saúde Ermelino Matarazzo na zona leste do município de São Paulo. A coleta de dados aconteceu nos meses de agosto e setembro de 2023.

A população da pesquisa foi formada por profissionais da saúde com nível superior indicadas pela Portaria SAS/MS nº 1.988/2018, das seguintes categorias (CBO): Médicos, Dentistas, Biólogos, Educadores Físicos, Enfermeiros, Farmacêuticos, Fisioterapeutas, Fonoaudiólogos, Nutricionistas, Psicólogos e Terapeutas Ocupacionais. Foram excluídas as respostas vindas de profissionais que não estavam entre as categorias (CBO) indicadas na Portaria e os que não aceitaram participar da pesquisa após a leitura do TCLE.

Foram enviados e-mails às gerências das unidades com um link para o formulário digital inserido na plataforma Google Forms e esses encaminharam ao grupo de profissionais da saúde de nível superior de suas respectivas unidades.

As respostas ao formulário digital foram consolidadas e transferidas para uma planilha eletrônica em Excel para proceder à análise e foram amazenadas em um pen drive por 12 meses.. Os dados foram estratificados e apresentados de forma descritiva.

Resultados e Discussão

Cento e doze (112) profissionais acessaram o questionário de pesquisa. Cento e onze (111) concordaram com o TCLE apresentado e um (1) não concordou. Aqueles que concordaram tiveram acesso ao restante do formulário.

Aos 111 participantes foi perguntado a profissão (CBO). Destes, noventa e oito (98) se incluíram entre as categorias (CBO) de interesse e treze (13) na categoria outros. Entre os treze estavam, seis (6) auxiliares e assistentes administrativos, dois (2) gerentes de unidade e cinco (5) profissionais graduados em Assistência Social, impedidos de ministrar PICS por seu conselho de classe (FIGURA 1). Até a data da pesquisa um parecer impedia os profissionais de Assistência Social de ministrar as PICS no SUS8.

FIGURA 1
: Diagrama de decisão sobre a seleção das respostas válidas para a pesquisa.

Na Distribuição do perfil sociodemográfico dos participantes a idade da população estudada variou de 25 a 69 anos com média de 39,8 anos (TABELA 1). A maioria dos participantes tinha entre 30 e 49 anos de idade (73,5%), era do sexo feminino (76,5%) e graduada em enfermagem (39,8%), atuando há 15 anos ou menos (69,4%). Atuavam em sua maioria em unidades de saúde básica (60,2%).

TABELA 1
: Distribuição do perfil sociodemográfico dos participantes.

Na formação em fitoterapia e conhecimento de normas (TABELA 2), somente 12,2% dos participantes declararam ter cursado fitoterapia. A maioria, 56,1%, não conhece o procedimento Tratamento Fitoterápico e 78,6% declararam que não tiveram acesso ao Memento de Fitoterapia do Município de São Paulo.

TABELA 2
: Formação em fitoterapia e conhecimento de normas.

Em experiências com medicamentos fitoterápicos 11 médicos (61,1% das resposta da categoria) já prescreveram um dos quatro medicamentos fitoterápicos presentes na REMUME SP (TABELA 3).

TABELA 3
: Experiências com medicamentos fitoterápicos.

Quanto ao total dos participantes, 17,3% deles percebe a necessidade de outros medicamentos fitoterápicos na REMUME SP.

Em experiência com plantas medicinais (TABELA 4), 85,7% dos entrevistados não indica plantas medicinais e entre os 14,3% que já indicam estão presentes profissionais de várias categorias: Enfermagem, Medicina, Farmácia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia.

TABELA 4
: Experiência com plantas medicinais.

Em disposição e motivação para uso de plantas medicinais (TABELA 5), setenta e sete participantes (78,6%) gostariam de empregar plantas medicinais, nesse grupo estão todas as categorias pesquisadas. Um terço dos profissionais, 33,7%, conhece um “caso clínico” onde o uso de plantas medicinais foi eficaz.

TABELA 5
: Disposição e motivação para uso de plantas medicinais.

Em disposição e motivação para uso de plantas medicinais os agravos percebidos como ansiedade (94,8%) e distúrbio do sono (80,5%) foram os mais indicados pelos participantes para uso de plantas medicinais (TABELA 6). Somente dois dos agravos sugeridos, Cardiopatias (23,4%) e Prostatite / HPB - hiperplasia benigna da próstata (14,3%), receberam menos de 25% das indicações.

TABELA 6
: Disposição e motivação para uso de plantas medicinais.

Em condições necessárias para ter a fitoterapia com plantas medicinais na SMS-SP a necessidade de capacitação foi a mais apontada, 44,5% (TABELA 7). Entre as sugestões apresentadas livremente, foram apontadas aulas online e até uma oferta para servir de multiplicador dos conhecimentos oportunizados. As necessidades de protocolos de uso, disponibilidade dos insumos e espaço para cultivo foram apontadas por 28,6% das contribuições. Seis contribuições (12,8%) trouxeram outros temas.

TABELA 7
: Condições necessárias para ter a fitoterapia com plantas medicinais.

Os questionamentos sobre capacitação, protocolos e disponibilidade de Drogas vegetais resultaram nas contribuições que ressaltaram as necessidades, descritas a seguir:

  • Capacitação dos profissionais e protocolos para prescrições;

  • Um bom treinamento da equipe de como utilizar e prescrever;

  • Capacitação dos profissionais envolvidos no processo e disponibilidade dos fitoterápicos nas unidades de saúde;

  • Formação com a rede ampliada de saúde básica e especialidade sobre prescrição e uso da fitoterapia;

  • Plantações no próprio local, de ervas que possam ser utilizada para aquele momento.

Quadro com indicações de plantas e seu uso

Em vários momentos da pesquisa os participantes citaram as plantas pelos seus nomes, científicos ou populares, e a que males indicavam seu uso. Com isso, prospectou-se seus conhecimentos sobre plantas medicinais e a importância destas percebida por eles. Quarenta e nove plantas foram citadas, muitas com seu nome científico e indicações de uso coerentes com a literatura sobre o tema. As respostas foram agrupadas no (QUADRO 1), onde são apresentados: os nomes populares e científicos, o agravo citado pelo participante e o indicado pela literatura quando oportuno e o número de vezes que a planta foi citada.

QUADRO 1
: indicações de plantas e seus usos.

Na busca de validar os achados da pesquisa, foram comparados os resultados com outros trabalhos sobre o mesmo tema desenvolvidos em diferentes localidades do país.

Em nosso levantamento a maioria dos profissionais apresentou idade entre 30 e 49 anos (73,5%) com média de 39,8 anos, sexo feminino (76,5%), graduação em enfermagem (39,8%), atuando há no mínimo 15 anos (69,4%). Percebeu-se haver coerência entre os dados sociodemográficos obtidos e os dados de outros estudos que analisaram grupos de profissionais de saúde básica.

A população estudada por Araújo 9 em Recife, apresentou idade média de 45,3 anos, sendo 87,5% do sexo feminino e maioria graduada em Enfermagem (41,5%).

Menezes et al.10 em Caruaru, verificaram que a maioria dos entrevistados tinha idade até 40 anos (62,2) com média de 37,9 anos, era do sexo feminino (86,6%), graduadas há 19 anos ou menos (71,9%) em Enfermagem ( 41,5%).

Mattos et al.11, em Blumenau, verificaram que a maioria tinha idade entre 30 e 49 anos (63,1%), maioria do sexo feminino (79,6%), graduada ou técnica de enfermagem, atuando no SUS há menos de 9 anos (58,6%).

Em relação à formação e experiência em plantas medicinais e fitoterapia levantou-se que 12,2% dos profissionais têm algum tipo de formação em fitoterapia. Quanto ao acesso ao Memento Fitoterápico de São Paulo 78,0% deles declaram que tiveram acesso ao documento5.

Buscou-se saber sobre a prescrição dos medicamentos fitoterápicos incluídos no Memento e incluídos na REMUME SP, somente 11 (61,1%) dos 18 médicos pesquisados declararam ter prescrito pelo menos um deles. Quando perguntado se já haviam indicado plantas medicinais 14 (14,3%) entre 98 participantes declararam que sim. Quando comparados esses dados com os trabalhos já mencionados obteve-se

Menezes et al.10, verificaram que somente 20,7% dos entrevistados receberam formação sobre fitoterápicos, mas que 65,9% declararam saber orientar sobre a forma de utlização de plantas medicinais.

No estudo de Araújo9, 30% dos entrevistados tinham alguma formação em fitoterapia e 92,4% gostariam de ter. Recife possui legislação sobre PICS e uma lista de medicamentos fitoterápicos, somente 12,3% dos profissionais conhecia a lista, mas 45,2% dos profissionais tem conhecimento de que medicamentos fitoterápicos são disponibilizados pelo município. Quanto à prescrição de plantas medicinais 65.0% dos profissionais recomendam plantas medicinais .

Mattos et al.11, em Blumenau, informaram que 85,4% dos profissionais não sabiam que havia fitoterápicos na Relação Nacional de Medicamentos (RENAME)12. Blumenau não disponibiliza fitoterápicos em sua Relação Municipal de Medicamentos.

Martins et al.13, em Macaé, constataram que, em uma amostra de 71 médicos que atuam no SUS, 34 (47,9%) deles prescrevem medicamentos fitoterápicos aos pacientes. Nosso trabalho apontou 11 (66,6%) em uma amostra de 18 médicos.

O estudo Caboclo et al.14, em Rondonópolis, apresentou valores de 12,0% para formação em fitoterapia e 79,0% para a “não ou rara” prescrição de produtos naturais. Em São Paulo encontrou-se valores de 12,2% para a formação em fitoterapia e 84% para a não indicação de plantas medicinais.

Quanto à análise da motivação, 77 (78,6%) profissionais responderam que gostariam de empregar plantas medicinais na terapêutica. Este desejo foi majoritário em todas as categorias profissionais.

Na pesquisa apresenta-se uma lista com 19 agravos, pedindo que os profissionais escolhessem em quais gostariam de usar plantas medicinais. O agravo ansiedade recebeu 73 votos (94,8%) dos 77 possíveis, distúrbios do sono recebeu 62 (80,5%) e cefaléias / enxaqueca recebeu 58 (75,3%). Somente dois dos agravos sugeridos receberam menos de 25% das indicações: cardiopatias (23,4%) e prostatite / HPB - hiperplasia benigna da prostata (14,3%).

Olhando para as referências vê-se que Araújo 9 mostrou que apesar de 65,0% dos entrevistados recomendarem o uso de plantas medicinais, somente 27,5% às prescreviam.

Em Menezes et al.10, 47,6% dos entrevistados prescreveram fitoterápicos.

Mattos et al.11 informaram que quase todos os profissionais (96,2%) acreditam no efeito terapêutico de plantas medicinais e fitoterápicos; 84,7% deles as prescrevem ou indicam e 80,9% indicam pelo menos uma planta ou fitoterápico que não consta da RENAME.

O estudo de Caboclo et al.14determinou que 86% do grupo tem interesse em se qualificar no tema, enquanto que 78,6% dos entrevistados em nosso estudo gostariam de utilizar plantas.

Como contribuição qualitativa, os profissionais de São Paulo elencaram os nomes de 49 plantas e os agravos onde elas deveriam ser usadas.

Algumas das plantas citadas também constam nos estudos de Caboclo et al.14: boldo (Plectranthus barbatus), erva cidreira (Melissa officinalis), guaco (Mikania spp), maracujá (Passiflora spp), valeriana (Valeriana officinalis) e gingko biloba.

Menezes et al.10 mostraram que as plantas hortelã (Mentha spicata) (51,3%), camomila (Matricaria chamomilla) (46,1%) e o abacaxi (Ananás comosus) (41,0%) são os fitoterápicos mais indicados como expectorante (54,3%) e ansiolítico (42,8%).

Quando perguntou-se aos profissionais de São Paulo se conheciam um “caso clínico” onde plantas medicinais foram eficazes, 33 (33,7%) responderam positivamente. Em Cabloco et al.1438% dos entrevistados confiam plenamente na efetividade dos produtos naturais na cura de doenças.

Conclusão

Esta pesquisa buscou apurar o preparo dos profissionais de saúde lotados nas unidades pesquisadas da SMS-SP para oferecer o procedimento Tratamento Fitoterápico. Foi usado um questionário que buscou avaliar seus níveis de capacitação, experiência e motivação.

O nível de capacitação em fitoterapia deste grupo é baixo, somente 12,2% dos participantes, e a indicação de plantas medicinais e fitoterápicos é pequena. O que leva a crer que a experiência destes profissionais na aplicação do tratamento fitoterápico também seja pequena.

Interessante perceber que, apesar do nível de capacitação ser baixo a motivação para ofertar o tratamento fitoterápico é alta. A maioria dos entrevistados, 78,6% do grupo com presença de todas as categorias profissionais, gostariam de empregar o tratamento fitoterápico utilizando plantas medicinais. O grupo indicou em quais agravos esta terapêutica seria melhor empregada. Parte dos entrevistados demonstrou conhecimento de um número significativo de plantas medicinais incluindo suas indicações e quais as condições administrativas necessárias para haver a oferta eficaz do procedimento.

A necessidade de capacitação, por ensino a distância ou presencial, foi tema recorrente nas contribuições qualitativas. Apurou-se que esta formação deve contemplar as indicações das plantas medicinais, a melhor forma de utilizá-las, seus potenciais de intoxicação e interações adversas com outros medicamentos e outros quadros clínicos.

As contribuições qualitativas também indicaram a necessidade de que os medicamentos fitoterápicos ou drogas vegetais estejam disponíveis nas farmácias das unidades. Com a garantia da correta dispensação nas farmácias, os profissionais estarão mais motivados e seguros de que os usuários vão aderir as indicações dos tratamentos.

Esses dados foram similares às referências que estudaram outras equipes de atenção básica à saúde em outras cidades do nordeste ao sul do país10-14.

Agradecimentos

Agradeço aos professores do programa de Residência: Francinete de Araújo, bióloga na Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo; Francisco Torres Troccoli, médico na Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo; Mirna Namie Okamura, enfermeira Drª. na Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo e orientadora do trabalho original.

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  • Fonte de Financiamento:
    Não houve.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    04 Mar 2026
  • Data do Fascículo
    Mar 2026

Histórico

  • Recebido
    12 Jun 2025
  • Aceito
    05 Nov 2025