Wed, 04 Sep 2024 in Revista Fitos
Hesperozygis ringens (Benth.) Epling (Lamiaceae): uma revisão
Resumo
Hesperozygis ringens é uma espécie nativa e endêmica do Rio Grande do Sul pertencente à Lamiaceae. Essa planta arbustiva está distribuída em cinco municípios gaúchos e encontrada em regiões restritas próximo a locais arenosos e pedregosos. O forte odor característico da espécie é proporcionado pelo óleo essencial, mais especificamente a pulegona como o principal constituinte. Este trabalho propôs, por meio de uma revisão, apresentar o potencial de H. ringens em diversas linhas de ação das propriedades dos óleos essenciais, assim como a sua composição química. Estudos realizados mostraram a ação antiparasitária e alelopática em algumas espécies de pragas, parasitas e plantas daninhas, o que a favorece como alternativa na produção de antiparasitários e herbicidas naturais. Outras propriedades se destacam na atividade anestésica e bactericida para o controle de microrganismos parasitas de peixes, aspectos de grande interesse na piscicultura. Mais recentemente, foi detectada a presença do ácido rosmarínico, responsável pelas propriedades medicinais. Com todos os estudos que estão sendo desenvolvidos, H. ringens torna-se uma espécie promissora, porém atualmente essa espécie se encontra ameaçada de extinção. Como forma de propagação, a estaquia pode ser uma alternativa de reprodução.
Main Text
Introdução
Lamiaceae (Labiatae) é uma família de eudicotiledôneas que apresenta aproximadamente 236 gêneros e 7300 espécies distribuídas pelo mundo[1, 2]. No Brasil, ela é representada por 71 gêneros (7 endêmicos) e 596 espécies (361 endêmicas)[2]. Dentre os gêneros nativos, destaca-se Hesperozygis Epling, o qual está distribuído pelo sudeste e sul do país com sete espécies endêmicas descritas: H. dimidiata Epling & Math., H. kleinii Epling & Játiva, H. myrtoides (A. St.-Hil. ex Benth.) Epling, H. nitida (Benth.) Epling, H. rhododon Epling, H. ringens (Benth.) Epling e H. spathulata Epling[3]. A espécie Hesperozygis ringens, nativa do Rio Grande do Sul, é uma planta arbustiva, aromática, popularmente conhecida como “espanta-pulga”, distribuída em locais restritos nos campos rochosos e arenosos da região central e oeste do estado. Foram encontradas populações nos municípios de Alegrete, São Francisco de Assis, Caçapava do Sul, Santa Maria e São Pedro do Sul[4, 5, 6] (FIGURA 1).
As regiões do sudoeste do Rio Grande do Sul, como São Francisco de Assis e Alegrete, vêm passando por transformações devido ao processo de arenização, que ocorre naturalmente principalmente em consequência dos ventos e da precipitação, causando a movimentação do solo, retirada da cobertura vegetal e soterramentos. A paisagem também é afetada pela fragilidade do ecossistema pelas atividades agropecuárias que ocorrem de modo indiscriminado[7]. Por conta desses fatores, plantas endêmicas das localidades entram em situação de risco, incluindo H. ringens que se encontra na Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção[8].
Para a compreensão da situação da espécie em relação à variabilidade genética das suas populações, estudos com populações de Alegrete, São Francisco de Assis e Caçapava do Sul mostraram que as populações estão bem estruturadas, com pouca variabilidade intraespecífica, porém entre as populações são significativamente distintas, o que presumem os fenômenos de deriva genética e endogamia. Também não houve correlação entre distâncias genética e distância geográfica[5, 9].
Além de conhecer a situação em que espécies ameaçadas se encontram, também é necessária a busca por metodologias que deem suporte na reprodução e propagação dos indivíduos. No processo de germinação, as sementes germinam tanto na presença quanto na ausência de luz e em temperaturas de 15ºC, 20ºC e 25ºC, considerando as temperaturas mais baixas com a obtenção do maior número de sementes germinadas[10]. A propagação por meio da estaquia foi verificada em H. ringens com: estacas apicais e não apicais; material oriundo de casas de vegetação e do campo; e de dois tipos de substratos com cascas de arroz. Os resultados mostraram ser um método viável com alta taxa de enraizamento, principalmente naquelas desenvolvidas em casas de vegetação, o que contribui para a produção e o estabelecimento das plantas em viveiros[11]. Além disso, estudos com geotecnologias, como a caracterização espectral das folhas de H. ringens, podem ser ferramentas úteis na detecção e no monitoramento de populações através do sensoriamento remoto[12].
Com relação às características estruturais, H. ringens apresenta flores com morfologia típica das lamiáceas: bilabiadas, zigomorfas, diclamídeas e pentâmeras. Apresenta folhas opostas, forma: ovada, consistência: membranácea, indumento: pilosa a tomentosa, bases e ápices: agudos, margem: inteira/crenulada, tamanho: variando 1,5 a 2,2 cm de comprimento e 0,7 a 2,2 cm de largura[3, 13] (FIGURA 2).
Quanto a características anatômicas dos órgãos vegetativos, há a presença de tricomas glandulares e não glandulares nas folhas e caules. As folhas apresentam duas formas de estômatos dialelocíticos acima da epiderme e a presença de lipídios nas paredes celulares da endoderme. Espaços intercelulares são encontrados no caule e idioblastos fenólicos são encontrados nas raízes. Em todos os órgãos vegetativos estão espalhados uma grande quantidade de cristais[14].
O objetivo deste trabalho foi apresentar uma revisão sobre Hesperozygis ringens, incluindo as características externas e internas da planta, habitat, a composição química do óleo essencial e as suas propriedades.
Material e Métodos
Esta revisão foi realizada por meio de uma pesquisa nas seguintes bases de dados: Google Acadêmico, Scielo e PubMed. Como base deste artigo, iniciou-se a busca por “Hesperozygis ringens” em qualquer período e em qualquer idioma. Em um primeiro levantamento foram buscados 492 resultados no Google Acadêmico. Os artigos que apresentavam a espécie como citação ou referência foram desconsiderados. Na busca foram encontrados e selecionados 21 artigos sobre Hesperozygis ringens como a principal espécie do trabalho. No PubMed e no Scielo foram encontrados 11 e 5 resultados respectivamente, no qual todos estão inseridos neste artigo. O sítio da Flora e Funga do Brasil foi utilizado para obter dados mais atualizados sobre características e distribuição.
A partir dos conteúdos dos trabalhos selecionados, novas buscas por termos afins foram realizadas: “Hesperozygis”, “Lamiaceae”, “Óleos essenciais”, “Pulegona” e “Produtos naturais”. De acordo com as informações obtidas, a apresentação deste artigo ficou dividida em quatro seções, a primeira sobre a composição química do óleo essencial e as demais sobre as suas propriedades antiparasitárias, alelopáticas e anestésicas.
Resultados e Discussão
Composição do óleo essencial
Várias espécies de Lamiaceae são bastante conhecidas por serem plantas aromáticas, especialmente pelos compostos químicos nelas contidos que são de interesse comercial. Essas substâncias hidrofóbicas voláteis com características próprias constituem os óleos essenciais, metabólitos secundários sintetizados pela própria planta. Os óleos essenciais podem ser extraídos de várias partes do corpo do vegetal e as suas propriedades variam de acordo com o tipo, a quantidade e a interação entre os compostos que os formam[15, 16].
Lamiaceae apresenta compostos secundários da classe dos terpenoides ou terpenos, conhecidos como óleos essenciais. Esses produtos secundários ou naturais sintetizados pelas plantas, estão relacionados com a interação com outros organismos: na atração de polinizadores, na defesa contra herbívoros e patógenos, na simbiose com microrganismos e na competição com outras plantas[17]. As propriedades desses compostos beneficiam as plantas e o próprio ser humano que os utiliza como matéria-prima para produtos da indústria alimentícia, farmacêutica, cosmética e perfumaria[15].
Nas lamiáceas, alguns óleos essenciais atuam como agentes antioxidantes no combate aos radicais livres, os quais são ingeridos pelo consumo de alimentos ou bebidas que os contenham. Outros possuem atividades bactericida, fungicida e inseticida[18], atuando como um agente natural com potencial para substituir o uso de agrotóxicos sintéticos, minimizando os efeitos danosos destes produtos ao ambiente e a saúde humana[19]. Inseridas na família Lamiaceae, encontram-se plantas usualmente utilizadas pela população humana como chás e temperos, sendo as espécies dos gêneros: Cunila D. Royen ex L., Hyssopus L., Lavandula L., Melissa L., Mentha L., Ocimum L., Origanum L., Plectranthus L’Hér., Rosmarinus L. e Salvia L.[20, 21]. Além das espécies com suas propriedades já conhecidas e amplamente divulgadas, são necessários estudos sobre espécies ainda pouco conhecidas, mas com potencial para produção de produtos naturais como H. ringens.
Testes histoquímicos detectaram proteínas, lipídios, óleo essenciais, resinas oleosas, flavonoides, alcaloides e compostos fenólicos não somente nas folhas, mas também nas pétalas de H. ringens. Os lipídios totais, resinas oleosas e os óleos essenciais estão presentes principalmente nos tricomas glandulares e no mesofilo das folhas e nos tricomas glandulares e superfície das pétalas[22].
Para a extração, identificação, quantificação e isolamento dos componentes químicos presentes no óleo essencial das folhas de H. ringens, diversos trabalhos com diferentes abordagens contribuíram para uma melhor compreensão da sua constituição. Entre as metodologias utilizadas se encontram: a extração através de hidrodestilação em aparelho de Clevenger, extração assistida por ultrassom (UAE-EtOH), fluído supercrítico (SFE-CO2), cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas (GC-MS), cromatografia gasosa – detector por ionização de chama (GC-FID) e cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC)[23, 24, 25, 26].
De acordo com um levantamento dos dados obtidos nos trabalhos citados acima foram identificados mais de 20 componentes químicos no óleo essencial de H. ringens. As principais substâncias em maior abundância são os terpenos, mais especificamente os monoterpenos pulegona (79% a 96%), limonemo (0,7 a 2,7%) e linalol (0,5% a 1,6%), as demais substâncias com valores geralmente abaixo de 1%[23, 24, 25, 26].
A identificação dos compostos contidos no extrato de H. ringens com UAE-EtOH, foi realizada por UPLCMS (Cromatografia Líquida de Ultra Performance com espectrômetro de massa). Os compostos fenólicos detectados no extrato são conhecidos devido as suas propriedades medicinais. O constituinte presente em maior quantidade é o ácido rosmarínico, um polifenol relacionado às atividades antioxidantes, anticarcinogênicas, anti-inflamatórias, anti-hipertensivas e hepatoprotetoras[27, 28, 29].
Fatores genéticos e ambientais, como luz, temperatura, água, solo e altitude podem causar mudanças e diferenças na composição e o rendimento dos óleos essenciais[30, 31]. Em H ringens, a sazonalidade é um fator que influencia no rendimento, sendo os mais altos no outono, primavera e verão e menores no inverno[32].
Em outras espécies do mesmo gênero também se verifica algumas diferenças na composição dos óleos. Hesperozygis myrtoides (A. St.-Hil. ex Benth.) Epling também apresenta pulegona (21,4% a 44,4%), isomentona (32,7% a 47,7) e limoneno (3,5% a 7,7) enquanto Hesperozygis rhododon Epling apresenta a mentona (43,4%), a pulegona (29,6%) e o limoneno (4,2%)[23, 33, 34].
Propriedades antiparasitárias
A busca por acaricidas naturais tem sido relevante, pois podem substituir os sintéticos em virtude destes se tornarem ineficazes contra carrapatos que adquirem resistência rapidamente, além de serem prejudiciais ao meio ambiente. As vantagens para a produção de produtos à base de óleos essenciais incluem: menor contaminação do ambiente e dos alimentos, desenvolvimento da resistência dos parasitas mais lento e menor toxicidade aos animais e seres humanos[35].
A partir das propriedades do óleo essencial de H. ringens, experimentos laboratoriais foram realizados para detectar os possíveis efeitos antiparasitários no carrapato-de-boi (Rhipicephalus microplus). Testes de imersão em fêmeas ingurgitadas e larvas mostrou a ocorrência de diminuição na postura de ovos pelas fêmeas, e dos ovos que foram postos verificou-se inibição da eclosão em 95% (concentração de 50 µL / mL) e 30% (concentração de 25 µL / mL). O posterior isolamento da pulegona e a sua aplicação direta, mostraram efeitos semelhantes indicando o composto como responsável pela ação do óleo[24].
Apesar dos resultados de testes em laboratórios encontrados na literatura apresentarem o potencial antiparasitário para a espécie, ainda não há relatos de estudos na aplicação direta nos bovinos infestados no campo. Uma das dificuldades da obtenção dos mesmos resultados in vivo é a baixa persistência dos extratos no ambiente, necessitando de estratégias que protejam os compostos ativos e permitam a sua rápida penetração nos carrapatos[35]. Outro obstáculo a ser analisado é a necessidade de verificar a penetração e absorção cutânea dos componentes do óleo e seus efeitos nos bovinos, uma vez que podem comprometer a saúde do animal, além da pecuária destinar a carne e laticínios para o consumo humano[24].
Embora os estudos com H. ringens sejam recentes, os efeitos da pulegona são conhecidos desde a sua identificação em outras espécies que possuem o mesmo composto (Mentha pulegium L.). Para as plantas, a produção e a utilização destes compostos servem como linhas de defesa contra o ataque de insetos herbívoros. Uma primeira linha age no impedimento da alimentação como se fosse um repelente, e em segunda linha com a intoxicação e malefícios no desenvolvimento dos insetos[36, 37, 38]. Estudos também mostraram a eficácia do óleo essencial como agente inibitório em fungos decompositores de madeira, principalmente em algumas espécies de podridão branca (Ganoderma applanatum (Pers.) Pat. e Trametes versicolor (L.) Lloyd)[39].
Propriedades alelopáticas
A procura por herbicidas naturais e menos prejudiciais ao meio ambiente e a saúde pública, vem sendo uma alternativa por meio da fabricação de produtos provenientes de óleos essenciais de plantas com propriedades alelopáticas. Visto que os herbicidas sintéticos apresentam grande persistência no ambiente que além da poluição gerada, pode causar intoxicação e atividades carcinogênicas e mutagênicas nas células[40].
Um dos primeiros trabalhos a serem realizados com a espécie foi a verificação do potencial alelopático na germinação de sementes de alface (Lactuca sativa L.). De acordo com as diluições testadas no experimento, foram relatados os seguintes efeitos do óleo essencial: presença de necrose nas pontas das radículas (diluição / 1:64); radículas mais curtas com inibição do crescimento do hipocótilo seguidas da morte da planta (diluições / 1:32 e 1:16); e radículas não emergidas ou morte imediatamente após a emergência (diluições / 1:8, 1:4 e 1:2). Nesse mesmo estudo, também foi verificado a ação do óleo essencial de H. rhododon que diferentemente apresentou menor inibição da germinação das sementes em comparação com H. ringens[23].
De maneira semelhante, foi realizado um novo estudo com concentrações mais baixas do óleo essencial (0,25% a 5%) envolvendo a alface, além de outras culturas e plantas daninhas como: o picão-preto (Bidens pilosa L.), o azevém (Lolium multiflorum Lam.), a aveia-preta (Avena strigosa Schreb.), a soja (Glycine max (L.) Merr.) e o arroz (Oryza sativa L.). Nas eudicotiledôneas, a germinação do picão-preto foi inibida completamente na maior concentração (5%), sem afetar a germinação da alface e da soja. Em relação às monocotiledôneas, a maior concentração (5%) reduziu pela metade o número de sementes germinadas de arroz e de azevém, e inibiu completamente em aveia-preta. Com estes indicativos, o extrato de H. ringens apresenta maiores efeitos inibitórios em gramíneas e um potencial para controlar ervas daninhas que, neste caso, mostraram serem mais afetadas em relação às culturas[41]. Testes de germinação de soja e picão-preto também foram avaliados em maiores concentrações (0, 25, 50, 75 e 100%), o que resultou em efeitos prejudiciais na germinação e no crescimento de plântulas, corroborando para a ação alelopática da espécie[42].
Efeitos adversos também foram avaliados em Eragrostis plana Nees (capim-annoni), espécie exótica que causa grandes prejuízos na pecuária e sua proliferação diminui a qualidade e a quantidade de espécies nativas do bioma Pampa. Testes com óleo essencial de H. ringens promoveram a inibição da germinação e do desenvolvimento da raiz e da parte aérea, sendo maiores os resultados com o aumento de concentração do óleo essencial aplicado. Além disso, foram observadas a diminuição da concentração de clorofila, perda da integridade da membrana plasmática e danos teciduais[43].
Propriedades anestésicas
Existe uma crescente demanda por anestésicos baratos e seguros capazes de reduzir o estresse produzido em peixes durante procedimentos como captura e manuseio. Com esses estudos, o uso do óleo essencial é uma possível alternativa em procedimentos na aquicultura que requerem a utilização de anestésicos[44].
O óleo essencial de H. ringens foi testado para utilização na piscicultura em como um possível anestésico natural capaz de diminuir o estresse nos peixes durante os procedimentos de captura e manuseio[25, 45, 46]. Segundo estudos com Rhamdia quelen Quoy & Gaimard (jundiá), Colossoma macropomum (Cuvier, 1916) (tambaqui) e Oreochromis niloticus (Linnaeus, 1758) (tilápia-do-nilo), foram observados efeitos favoráveis para um bom anestésico: anestesia rápida; hiperatividade ou estresse mínimos e; rápida recuperação ao seu estado normal[47, 48, 49, 50].
Os estágios de larvas, pós-larvas e alevinos de R. quelen podem ser atacados por larvas de insetos da ordem Odonata. Essas pragas são encontradas nos tanques de piscicultura e podem causar perdas na produção e no suprimento de juvenis. Um novo trabalho foi realizado envolvendo espécies de Coenagrionidae, a família mais diversificada de Odonata. Os gêneros identificados e que foram afetados com a exposição ao óleo foram: Acanthagrion, Homeoura, Ischnura e Oxyagrion[51].
Os compostos hidrofóbicos dos óleos essenciais também possuem a capacidade de penetrar nas células bacterianas e parasitárias e causar disfunções de organelas e deformidades celulares. Óleos essenciais de H. ringens apresentam toxicidade para o zooplâncton de água doce Daphnia pulex, no parasita Gyrodactylus sp e age como bactericida nos diferentes patógenos de jundiá, como: Aeromonas hydrophila e Aeromonas veronii, Citrobacter freundii e Raoltella ornithinolytica[52, 53].
Conclusão
As diversas aplicações para qual H. ringens pode ser utilizada e as poucas informações sobre a espécie forneceram uma variedade de estudos nas áreas da botânica e química. Não foram encontrados na literatura trabalhos da morfologia e anatomia floral, assim como modos de reprodução e polinizadores. Da mesma forma, não há registo de trabalhos com a ação destes compostos em insetos da ordem Siphonaptera, grupo que representa as pulgas, embora o nome comum da espécie (“espanta-pulga”) possa sugerir. Ainda que muitos dos trabalhos citados sejam pioneiros ou testes, os resultados apresentados contribuem para um melhor entendimento da espécie. Cabe ressaltar a importância da preservação das populações existentes desta espécie promissora.
Resumo
Main Text
Introdução
Material e Métodos
Resultados e Discussão
Composição do óleo essencial
Propriedades antiparasitárias
Propriedades alelopáticas
Propriedades anestésicas
Conclusão