Investigação da Toxicidade Crônica das Folhas de Guavira (Campomanesia pubescens) em Ratos Machos

Guerrero, F M G;
Zimmerman, L R;
Cardoso, E V;
Cardoso de Lima, C A;
Perdomo, R T;
Alva, R;
Carollo, C A;
Guerrero, , A. T.

F. M. G. Guerrero

Graduando do Curso de Medicina da Universidade Federal da Grande Dourados

L. R. Zimmerman

Graduando do Curso de Medicina da Universidade Federal da Grande Dourados

E. V. Cardoso

Graduando do Curso de Farmácia da Universidade UNIDERPAnhanguera

C. A. Cardoso de Lima

Docente do Curso de Química da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Campus de Dourados

R. T. Perdomo

Doutoranda do Programa de Saúde e Desenvolvimento do Centro-Oeste, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

R. Alva

Farmacêutico–Bioquímico do Hemosul- Dourados-MS

C. A. Carollo

Docente do Curso de Farmácia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

A. T. Guerrero

Fundação Oswaldo Cruz, Unidade Regional Cerrado-Pantanal, Avenida Senador Filinto Muller 1480, 79070-900, Campo Grande Mato Grosso do Sul, Brasil


Palavras-chave

Campomanesia pubescens
Guavira
Toxicidade
Plantas Medicinais
Campomanesia pubescens
Guavira
Toxicity
Medicinal Plants

Resumo

O uso de plantas tanto com o objetivo curativo quanto alimentício sempre foi uma prática comum pela população brasileira. Dentre estas, pode ser mencionada a guavira, que é utilizada na forma de chás, sucos, geléias, licores e sorvetes. No entanto tal planta vem sendo pouco explorada do ponto de vista farmacológico e toxicológico. Diante do exposto acima, torna-se necessário investigar as diversas propriedades medicinais apresentadas por esta espécie. Buscando revelar suas propriedades medicamentosas, bem como, suas propriedades tóxicas, a fim de tornar o uso dessa planta mais racional e seguro. Portanto, o objetivo deste trabalho foi de avaliar seu efeito tóxico, utilizando para tal, dosagens de amostras sanguíneas de animais tratados com o extrato de Campomanesia pubescens (DC.) O. Berg. (Myrtaceae) nas concentrações de 250 mg/kg e 500mg/kg, diariamente, via gavagem durante noventa dias. Nestas amostras foram investigadas possíveis alterações bioquímicas e hematológicas. No entanto, os animais controle apresentaram alterações nas enzimas aspartato- aminotransferase e alanina-aminotransferase, as quais não se apresentaram aumentadas nos animais tratados. Observou-se também, ao se analisar os números referentes aos valores de monócitos, um aumento significativo no grupo controle quando comparado aos valores de referência, mas estes valores estavam significativamente reduzidos nos grupos de animais tratados com o extrato. No conjunto, os resultados sugerem, portanto, que o extrato de C. pubescens foi eficaz em reduzir o número de monócitos, indicando um possível efeito antiinflamatório. Por isso é importante a continuidade de estudos que possam evidenciar possíveis ações farmacológicas desta planta, tendo em vista sua ampla utilização pela população local.


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