Resumo
As plantas têm sido utilizadas mundialmente como fonte de moléculas bioativas com potencial de tratar diversas doenças, porém muitas dessas espécies não foram suficientemente estudadas. Essas plantas podem conter substâncias tóxicas capazes de causar danos à saúde da população. Nesse contexto, objetivou-se determinar a concentração letal 50% (CL50) de extratos de Erythroxylum caatingae e Erythroxylum revolutum, como parâmetro de toxicidade/bioatividade. Foram testados o extrato metanólico e a fase aquosa básica de E. caatingae e o extrato metanólico de E. revolutum. Foi adotado o bioensaio com Artemia salina, sendo cada concentração dos extratos testada em triplicata e repetida em pelo menos três experimentos. As CL50 foram analisadas por regressão não-linear. Os valores de CL50 para os extratos metanólico e da fase aquosa de E. caatingae e para o extrato bruto de E. revolutum foram de 203,7 (190,1-218,2) µg/mL, 1.074,0 (949,6-1.214,0) µg/mL e 308,1 (241,1-393,6) µg/mL, respectivamente. Dessa forma, conclui-se que existe uma concentração tóxica dos extratos testados, bem como, uma relação diretamente proporcional entre a concentração do extrato e a mortalidade para A. salina. O extrato metanólico de E. caatingae apresentou-se mais tóxico, enquanto a fase aquosa teve a menor letalidade.