Investigação de Erythroxylum caatingae e Erythroxylum revolutum frente à Artemia salina

Laisla Rangel Peixoto
OrcID
Iago Alves Rodrigues
OrcID
Steno Lacerda de Oliveira
OrcID
Fernando de Sousa Oliveira
OrcID

    Laisla Rangel Peixoto

    Universidade Federal de Campina Grande

    OrcID https://orcid.org/0000-0002-1729-8793

    Farmacêutica da Fundação PB - Saúde (2022- Atual). Professora de Graduação e Pós Graduação em Farmácia. Doutora em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos (PPGPN) da Universidade Federal da Paraíba - (2023). Mestre em Ciências Farmacêuticas (Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual da Paraíba - (2018). Especialista em Atenção Farmacêutica e Farmácia Clínica (2017). Bacharel em Farmácia pela Universidade Federal de Campina Grande (2014). 

    Iago Alves Rodrigues

    Universidade Federal de Campina Grande

    OrcID https://orcid.org/0009-0008-1186-1283

    Possui ensino médio, pelo Colégio Normal Francisca Mendes(2009).

    Steno Lacerda de Oliveira

    Universidade Federal de Campina Grande

    OrcID https://orcid.org/0009-0007-9144-0536

    Possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal da Paraíba (2004), mestrado em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos (2008), Doutorado em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos pela Universidade Federal da Paraíba (2012) e tem experiência na área de Farmácia, com ênfase em Fitoquímica, atuando principalmente nos seguintes temas: Extração, Isolamento e Purificação de metabólitos secundários e uso de Técnicas Espectroscópicas de Identificação como Ressonância Magnética Nuclear, Infravermelho e Espectrometria de Massas para identificação e/ou elucidação estrutural de Produtos Naturais. Atualmente sou servidor público na UPA - Augusto Almeida Filho na prefeitura municipal de João Pessoa-PB.

    Fernando de Sousa Oliveira

    Universidade Federal de Campina Grande

    OrcID https://orcid.org/0000-0003-0841-3574

    Graduado em Farmácia e Bioquímica pela Universidade Federal da Paraíba; especialista em Farmácia Clínica e Prescrição Farmacêutica pelo Instituto de Controle, Pesquisa e Qualidade; mestre e doutor em Farmacologia de Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos pela Universidade Federal da Paraíba. É professor associado IV do Departamento de Fisiologia e Patologia do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Paraíba. Tem experiência na área de Farmácia, com ênfase em Farmacologia / Psicofarmacologia, atuando principalmente nos seguintes temas: farmacologia e toxicologia do SNC.


Palavras-chave

Dose letal mediana
Erythroxylaceae
Mortalidade
Plantas medicinais
Toxicidade

Resumo

As plantas têm sido utilizadas mundialmente como fonte de moléculas bioativas com potencial de tratar diversas doenças, porém muitas dessas espécies não foram suficientemente estudadas. Essas plantas podem conter substâncias tóxicas capazes de causar danos à saúde da população. Nesse contexto, objetivou-se determinar a concentração letal 50% (CL50) de extratos de Erythroxylum caatingae e Erythroxylum revolutum, como parâmetro de toxicidade/bioatividade. Foram testados o extrato metanólico e a fase aquosa básica de E. caatingae e o extrato metanólico de E. revolutum. Foi adotado o bioensaio com Artemia salina, sendo cada concentração dos extratos testada em triplicata e repetida em pelo menos três experimentos. As CL50 foram analisadas por regressão não-linear. Os valores de CL50 para os extratos metanólico e da fase aquosa de E. caatingae e para o extrato bruto de E. revolutum foram de 203,7 (190,1-218,2) µg/mL, 1.074,0 (949,6-1.214,0) µg/mL e 308,1 (241,1-393,6) µg/mL, respectivamente. Dessa forma, conclui-se que existe uma concentração tóxica dos extratos testados, bem como, uma relação diretamente proporcional entre a concentração do extrato e a mortalidade para A. salina. O extrato metanólico de E. caatingae apresentou-se mais tóxico, enquanto a fase aquosa teve a menor letalidade.

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1.
Investigação de Erythroxylum caatingae e Erythroxylum revolutum frente à Artemia salina. Rev Fitos [Internet]. 19º de maio de 2025 [citado 14º de janeiro de 2026];19:e1804. Disponível em: https://revistafitos.far.fiocruz.br/index.php/revista-fitos/article/view/1804
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