Farmácias Vivas na valorização da sociobiodiversidade brasileira: desafios e potencialidades para sua consolidação no SUS

Drª. Nataly Cubides Zuñiga
OrcID
Drª. Maria Beatriz Machado Bonacelli
OrcID

    Drª. Nataly Cubides Zuñiga

    Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Instituto de Geociências, Departamento de Política Científica e Tecnológica do IGE/UNICAMP. Rua Carlos Gomes Cidade Universitária, CEP 13083-855, Campinas, SP, Brasil.

    OrcID https://orcid.org/0000-0002-2153-1930

    Graduada em Engenharia Agrícola pela Universidade Nacional da Colômbia (UNAL), mestrado e doutorado em Política Científica e Tecnológica pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Com mais de quatro anos de experiência em pesquisa interdisciplinar voltada para políticas públicas, instrumentos de política e cadeias técnico-produtivas. Atuação em projetos direcionados à inovação e sustentabilidade em áreas como plantas medicinais, fitoterápicos e produtos agrícolas. Expertise em estudos sobre a produção, circulação e uso do conhecimento, com ênfase em ecossistemas de conhecimento, marco conceitual da minha tese de doutorado que teve como objeto de estudo as Farmácias Vivas, instrumentos da política nacional de plantas medicinais e fitoterápicos. Experiência como professora assistente no ensino médio, com destaque no uso de plataformas digitais como Google Classroom e Moodle.

    Drª. Maria Beatriz Machado Bonacelli

    Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Instituto de Geociências, Departamento de Política Científica e Tecnológica do IGE/UNICAMP. Rua Carlos Gomes Cidade Universitária, CEP 13083-855, Campinas, SP, Brasil.

    OrcID https://orcid.org/0000-0003-0795-7684

    Professora Livre-docente (MS5.3, Prof. Associado III) do Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT/IG/Unicamp). Diretora Associada do Instituto de Geociências (2025-2029). Graduada em Ciências Econômicas (IE/Universidade Estadual de Campinas, 1985), com especialização em Economia do Sistema Agroalimentar (CeFAS, Viterbo, Itália, 1988), mestrado em Política Científica e Tecnológica (DPCT/IG/Unicamp, 1992) e doutorado em Ciências Econômicas (Université des Sciences Sociales de Toulouse, França, 1996). Assessora III da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Unicamp (2019-2021). Coordenadora Geral da Pós-Graduação do Instituto de Geociências (IG) (2013-2015). Coordenadora do PPG-PCT (2016-2018; 2011-2013). Chefe de Departamento (DPCT, 2009-2011). Pesquisadora Associada do INCT-PPED (UERJ/UFRJ/Unicamp); do Grupo de Estudos sobre Relações Universidade e Sociedade (GRUS/Unicamp); do Grupo de Estudos sobre Organização da Pesquisa e da Inovação (GEOPI/DPCT). Presidente (abr. 2018-) e Membro (desde 2011) da Comissão de Avaliação do Contrato de Gestão entre o CNPEM e o MCTI. Participou da elaboração do Plano Diretor de CTI do Estado de São Paulo 2014-2015. Vencedora, em 2016, do 58o. Prêmio Jabuti, 2o lugar na Categoria Economia e Administração como co-editora da obra "Propriedade Intelectual e Inovações na Agricultura". Principais linhas e temas de pesquisa: Economia da Tecnologia e da Inovação; Planejamento e Gestão da CTI; Sistemas e Ecossistemas de Inovação; Relação Universidade-Sociedade. 


Palavras-chave

Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos
Sistema Único de Saúde
fitoterápicos
biomas brasileiros

Resumo

O objetivo desse artigo foi analisar características das Farmácias Vivas visando apontar desafios e potencialidades para fortalecer sua institucionalização e a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos no Brasil. As Farmácias Vivas representam formas inovadoras de organização e articulação entre atores com diferentes conhecimentos e capacidades; da mesma forma, valorizam a sociobiodiversidade brasileira e contribuem na produção e dispensação de plantas medicinais e fitoterápicos junto ao Sistema Único de Saúde. Foi desenvolvido um estudo qualitativo utilizando fontes secundárias de informação para a construção de cinco categorias de análise: número total de iniciativas, tipos de Farmácias Vivas, estágios de implantação, perfil dos atores, e cadastro e autorização de funcionamento. Os resultados permitiram identificar dois elementos relevantes: diversidade nos perfis dos atores por bioma, o que favorece à adaptação a mudanças institucionais, mas também exige desenvolver estratégias que considerem particularidades locais; e um débil cadastramento e regularização dessas inciativas junto ao Ministério da Saúde, demonstrando um descompasso entre o quadro regulatório e a realidade dessas iniciativas. Identificou-se, assim, um cenário de iniciativas diversas, com potencial para contribuir para a Atenção Primaria à Saúde, mas, também a persistência de bases institucionais frágeis, o que limita sua plena implantação, consolidação e atuação.

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Autor(es)

  • Drª. Nataly Cubides Zuñiga
    Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Instituto de Geociências, Departamento de Política Científica e Tecnológica do IGE/UNICAMP. Rua Carlos Gomes Cidade Universitária, CEP 13083-855, Campinas, SP, Brasil.
    https://orcid.org/0000-0002-2153-1930
  • Drª. Maria Beatriz Machado Bonacelli
    Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Instituto de Geociências, Departamento de Política Científica e Tecnológica do IGE/UNICAMP. Rua Carlos Gomes Cidade Universitária, CEP 13083-855, Campinas, SP, Brasil.
    https://orcid.org/0000-0003-0795-7684

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1.
Farmácias Vivas na valorização da sociobiodiversidade brasileira: desafios e potencialidades para sua consolidação no SUS. Rev Fitos [Internet]. 11º de março de 2026 [citado 20º de março de 2026];20:e1881. Disponível em: https://revistafitos.far.fiocruz.br/index.php/revista-fitos/article/view/1881
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