Prazo de validade e determinação da composição de hidrolatos: evidências experimentais em espécies aromáticas

Marcos Aurelio Almeida Pereira
OrcID
Erika Costa Rudiger
OrcID
Rafaella Paschoal Brito Ribeiro
OrcID
Laiz Mocele Chalega de Sobral
OrcID
Anderson Amaral da Costa
OrcID
Rommel Alexandre Sauerbronn da Cunha
OrcID
Fabiana Lima Silva
OrcID

    Marcos Aurelio Almeida Pereira

    Universidade Paulista

    OrcID https://orcid.org/0000-0002-9434-3981

    Possui graduação em Licenciatura em Química pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2005), mestrado em Engenharia e Tecnologia de Materiais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2010) e doutorado em Fármaco e Medicamentos pela Universidade de São Paulo (2016) e bacharelado em Farmácia pela Universidade Paulista (2022). Atualmente é professor da Universidade Paulista nas disciplinas de Farmacognosia, Fitoterapia, Analise instrumental, Quimica Orgânica e Geral . Tem experiência na área de extração de produtos naturais, principalmente óleos essenciais, teste de atividade microbiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: óleo essencial, essential oil, vapour phase, antimicrobian activity .

    Erika Costa Rudiger

    Universidade Paulista

    OrcID https://orcid.org/0000-0002-1841-2391

    Possui mestrado em patologia ambiental e experimental pela Universidade Paulista (2021), graduação em Farmácia pela Universidade Paulista (2016) e técnico em química pelo Colégio Singular (1998). Atualmente é encarregada dos laboratórios de saúde da Universidade Paulista. Tem experiência na área de Farmácia, com ênfase em farmacotécnica e tecnologia farmacêutica. 

    Rafaella Paschoal Brito Ribeiro

    Universidade Paulista

    OrcID https://orcid.org/0000-0002-3686-2329

    Laiz Mocele Chalega de Sobral

    Universidade Paulista

    OrcID https://orcid.org/0009-0001-7002-3174

    Anderson Amaral da Costa

    Universidade Paulista

    OrcID https://orcid.org/0009-0005-5022-7021

    Profissional com sólida formação em Bioquímica, Biologia Molecular, Microbiologia e Química Orgânica, com ampla experiência em laboratórios multidisciplinares de pesquisa e desenvolvimento. Atualmente atuo como Encarregado de Laboratório, após uma trajetória de crescimento técnico (auxiliar > técnico > encarregado), liderando equipes e coordenando atividades analíticas e operacionais com foco na qualidade técnico-científica dos processos.Tenho experiência consolidada na condução de ensaios microbiológicos, micológicos e bioquímicos, com domínio em isolamento, cultivo, identificação e caracterização de microrganismos, incluindo fungos e bactérias de interesse clínico, ambiental e alimentar. Realizo análises morfológicas, testes de sensibilidade, preparo de meios de cultura, controle microbiológico de superfícies e equipamentos, seguindo rigorosamente os princípios de biossegurança e Boas Práticas de Laboratório (BPL).Paralelamente, atuo na área de química aplicada à biologia, com experiência em síntese e purificação de compostos orgânicos, cromatografia, espectroscopia UV-Vis e desenvolvimento de métodos analíticos. Participei de projetos voltados à investigação de compostos bioativos, controle de qualidade e desenvolvimento de soluções técnicas em contextos laboratoriais diversos.Na função de Encarregado de Laboratório, sou responsável por gestão de equipe, treinamento técnico, elaboração e revisão de POPs, organização das rotinas de análise, controle de insumos e suporte em auditorias internas. Atuo com postura ética, senso crítico e comprometimento com a excelência científica.Minha atuação une conhecimento técnico e visão integrada das ciências químicas e biológicas, com foco constante em inovação, rigor metodológico e aplicação de soluções científicas para demandas laboratoriais complexas.

    Rommel Alexandre Sauerbronn da Cunha

    Biodestil Doctor Cunha

    OrcID https://orcid.org/0009-0005-9948-0503

    Fabiana Lima Silva

    Alper Análise e Controle

    OrcID https://orcid.org/0000-0002-8599-4985

    Possui graduação em Farmácia Industrial pela Universidade Federal Fluminense (2002), mestrado em Fármacos e Medicamentos pela Universidade de São Paulo (2008) e doutorado em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos pela Universidade Federal da Paraíba (2013). Tem três pós-doutorados, sendo o primeiro pelo Instituto de Química (IQ-USP) entre 2016-2018 e o segundo pelo Instituto de Ciências Basicas da UBioBio (UBB, Chile), entre 2018-2019 e o terceiro no Instituto de Biociências (USP). Foi docente na Universidade Paulista (UNIP), onde também desenvolveu pesquisa para bioprospecção de produtos naturais com atividades antitumoral, antimicrobiana e inibitória de enzimas-chave no tratamento do fotoenvelhecimento (tirosinase, elastase e colagenase), com ênfase em espécies vegetais nativas brasileiras. Atua na área de química de produtos naturais, com foco em técnicas de extração, separação, isolamento e identificação de produtos naturais presentes em espécies vegetais e microrganismos. Possui interesse em métodos instrumentais de análise e técnicas de separação de produtos naturais.


Palavras-chave

prazo de validade
carga microbiana total
bactérias patogênicas
hidrolato
controle de qualidade

Resumo

Este estudo avaliou a estabilidade microbiológica de onze hidrolatos de diferentes espécies aromáticas, monitorando mensalmente a carga microbiana conforme a RDC 752/2022. Nove hidrolatos estavam conformes no início das análises, enquanto dois apresentaram contaminação por E. coli. Os prazos de validade variaram amplamente, de 2 a 13 meses, evidenciando que a vida útil dos hidrolatos não é uniforme entre espécies. Melaleuca alternifolia e Baccharis dracunculifolia apresentaram maior estabilidade (13 meses), enquanto Aniba rosaeodora e Cordia verbenacea foram menos estáveis. O hidrolato mais estável (M. alternifolia) foi caracterizado quimicamente, revelando predominância de monoterpenos oxigenados e derivados oxidativos, com teor de matéria orgânica oxidável de 0,07% (m/v). Os resultados reforçam a influência da composição química na estabilidade microbiológica e destacam falhas comuns nas práticas de produção. O estudo contribui para a padronização de parâmetros de qualidade e métodos específicos para avaliação de hidrolatos no Brasil.

Referências

  1. Tavares CS, Gameiro JÁ, Roseiro LB, Figueiredo AC. Hydrolates: a review on their volatiles composition, biological properties and potential uses. Phytochem Rev. 2022; 21: 1661-1737. available in: [https://doi.org/10.1007/s11101-022-09803-6].
  2. Steffens AH. Estudo da composição química dos óleos essenciais obtidos por destilação por arraste a vapor em escala laboratorial e industrial. Porto Alegre, 2010. Dissertação de Mestrado. [Engenharia de Materiais] PUCRS, Porto Alegre, 2010. Disponível em [https://hdl.handle.net/10923/3294].
  3. Garneau F-X, Collin G, Gagnon H. Chemical composition and stability of the hydrosols obtained during essential oil production. I. The case of Melissa officinalis L. and Asarum canadense L. Am J Ess Oils Nat Prod. 2014; 2(1): 54-62. [https://www.researchgate.net/publication/269699047_Chemical_composition_and_stability_of_the_hydrosols_obtained_during_essential_oil_production_I_The_case_of_Melissa_officinalis_L_and_Asarum_canadense_L].
  4. Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. ANVISA, 2022. Resolução - RDC nº 752, de 19 de setembro de 2022. Disponível em: [https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2022/anvisa-divulga-orientacoes-sobre-controle-microbiologico-de-cosmeticos].
  5. Almeida HHS, Fernandes IP, Amaral JS, Rodrigues AE, Barreiro M-F. Unlocking the potential of hydrosols: transforming essential oil byproducts into valuable resources. Molecules. 2024; 29, 4660. available in: [https://doi.org/10.3390/molecules29194660].
  6. Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. ANVISA, Farmacopeia Brasileira: volume I. 7ª ed. Brasília: ANVISA, 2024.
  7. Associação Brasileira de Norma Técnica, ABNT, NBR 10739: 1989. Água - Determinação de Oxigênio Consumido - Método do Permanganato de Potássio.
  8. NIST, 2014. National Institute of Standards and Technology. U.S. Department of Commerce. available in: [https://webbook.nist.gov]. (acesso em: em 20 nov. 2025).
  9. Li X, Shen D, Zang Q, Qiu Y, Yang X. Chemical components and antimicrobial activities of tea tree hydrosol and their correlation with tea tree oil. Nat Prod Comm. 2021; 16(9): 1-7. available in: [https://doi.org/10.1177/1934578X211038390].
  10. Riyankati B, Hadi S, Handayani SS. Characterization and chemical composition analysis of tea tree (Meleuca alternifolia) leaf hydrosols growing on Lombok Island. JPPIPA. 2022; 8(1): 119-123. available in: [https://doi.org/10.29303/jppipa.v8i1.1239].
  11. Luu TXT, Lam TT, Le TN, Duus F. Fast and green microwave-assisted conversion of essential oil allylbenzenes into the corresponding aldehydes via alkene isomerization and subsequent potassium permanganate promoted oxidative alkene group cleavage. Molecules. 2009; 14. available in: [https://doi.org/10.3390/molecules14093411].
  12. Masruri RWA, Rahman MF. Potassium permanganate-catalyzed alpha-pinene oxidation: formation of coordination compound with zinc(II) and copper(II), and growth inhibition activity on Staphylococcus aureus and Escherichia coli. Indones J Chem. 2016; 16(1): 59 – 64. [https://doi.org/10.22146/ijc.21178].
  13. Mitchell LV, Anderson RR, Bowerbank CR, Collins DC. Comparison of Abies grandis hydrosol samples extracted with different organic solvents employing gas chromatography/mass spectrometry. JEOPC. 2025; 3(2): 95-104. [https://doi.org/10.58985/jeopc.2025.v03i02.69].
  14. Zhang Y, Feng R, Li L, Zhou X, Li Z, Jia R, et al. The antibacterial mechanism of terpinen-4-ol against Streptococcus agalactiae. Curr Microbiol. 2018; 75(9): 1214-1220. [https://doi.org/10.1007/s00284-018-1512-2].

Autor(es)

Métricas

  • Artigo visto 34 vez(es)

Como Citar

1.
Prazo de validade e determinação da composição de hidrolatos: evidências experimentais em espécies aromáticas. Rev Fitos [Internet]. 16º de março de 2026 [citado 20º de março de 2026];20:e1974. Disponível em: https://revistafitos.far.fiocruz.br/index.php/revista-fitos/article/view/1974
Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2026 Revista Fitos

Informe um erro