Fiocruz, Farmanguinhos-Instituto de Tecnologia em Fármacos, Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde (CIBS), Avenida Comandante Guaranys, 447, Prédio 10, Jacarepaguá, CEP 22775-903, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Possui graduação em Microbiologia e Imunologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2004), graduação em Geografia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2013), especialização em engenharia sanitária e ambiental pela Fiocruz, mestrado em Pós-graduação em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (2014) e doutorado em Epidemiologia pela Fundação Oswaldo Cruz. Tem experiência na área Saúde Pública, atuando principalmente nos seguintes temas: análise espacial, vigilância em saúde, geoprocessamento, geografia da saúde e epidemiologia. Possui experiência também na área ambiental com enfase nas questões de planejamento e suscetibilidade dos territórios. Trabalhou como pesquisador colaborador ao Grupo de Estudos Ambientais da UERJ e pesquisador colaborador no Laboratório de Monitoramento Epidemiológico de Grandes Empreendimentos (ENSP/FioCruz). Atualmente coordena o sistema nacional das RedesFito vinculada ao Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde de Farmanguinhos e atua no programa Arboalvo para estratificação de áreas prioritárias para arboviroses. Também é docente no curso de mestrado em Ciências do Meio Ambiente da Universidade Veiga de Almeida onde coordena o Laboratório de Inteligência Geográfica em Ambiente e Saúde.Em ambas frentes de trabalho vem atuando principalmente atualmente com o uso de sistemas de informação geográfica (SIG,s) no estudo das espacialização dos eventos que envolvem a questão ambiental e a questão da saúde pública. É gerente de Projetos da empresa ARES Consultoria Ambiental e Geoespacial (www.aresconsultoria.com.br).
Drª. Helen Paredes Souza
Ministério da Saúde, Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Ministério da Saúde, Zona Cívico-Administrativa, CEP 70058-900, Brasília, DF, Brasil.
Sou doutora em Epidemiologia pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ, 2014), mestre em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca da Fiocruz (ENSP/Fiocruz, 2008), especialista em Epidemiologia para Gestores pela Johns Hopkins University (2016), em Saúde e Práticas Integrativas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS, 2023) e graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Sergipe (UFS, 2004).Atuei, entre 2009 e 2015, como pesquisadora colaboradora no Plano de Monitoramento Epidemiológico da Área de Influência do COMPERJ, coordenado pelo Laboratório de Monitoramento de Grandes Empreendimentos (LABMGE/ENSP/Fiocruz), desenvolvendo análises de situação de saúde, capacitações e preceptoria de estagiários. De 2016 a 2017, após aprovação em concurso público federal, atuei como assessora no gabinete da direção do então Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde (DEVIT/MS), contribuindo com ações de vigilância no Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COES) durante as epidemias de microcefalia (2016) e febre amarela (2017).Entre 2017 e 2025, trabalhei no Instituto Nacional de Câncer (INCA), na Coordenação de Prevenção e Vigilância, com foco em pesquisas sobre exposição ambiental e ocupacional a fatores de risco relacionados ao câncer, educação em saúde e formação profissional, atuando como docente em cursos de residência e pós-graduação, orientadora de alunos, gerente substituta da área técnica e membro do Comitê de Ética em Pesquisa até 2023.Atualmente sou tecnologista sênior no Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde (Farmanguinhos/Fiocruz), atuando como articuladora das RedesFito iniciativa voltada à promoção da cooperação interinstitucional em fitoprodutos e biodiversidade, envolvendo pesquisa, desenvolvimento, inovação e fortalecimento de cadeias produtivas baseadas na sociobiodiversidade. Possuo ampla experiência em análises estatísticas e geoespaciais de bancos de dados primários e secundários. Sou autora de artigos científicos indexados em bases como Medline/PubMed, revisora de periódicos acadêmicos e autora de materiais técnicos, informativos e capítulos de livros publicados pelo Ministério da Saúde.
Dr. Glauco de Kruse Villas Bôas
Fiocruz, Farmanguinhos-Instituto de Tecnologia em Fármacos, Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde (CIBS), Avenida Comandante Guaranys, 447, Prédio 10, Jacarepaguá, CEP 22775-903, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Doutor em Ciências e Mestre em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saude Pública (ENSP/FIOCRUZ). Tecnologista Sênior da Fundação Osvaldo Cruz. Coordenador do Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde do Instituto de Tecnologia em Fármacos - (CIBS/Farmanguinhos/FIOCRUZ). Responsável pela organização dos cursos de pós-graduação: "Gestão da Inovação em Medicamentos da Biodiversidade", Inovação em Medicamentos da Biodiversidade e "Inovação em Fitomedicamentos" (modalidade EAD) na Fiocruz. Responsável pela criação do Sistema Nacional de Redes do Conhecimento voltado para a Inovação em Medicamentos da Biodiversidade (RedesFito) e da Plataforma Agroecológica de Fitomedicamentos (PAF) em Farmanguinhos Fiocruz. Líder do Grupo de Pesquisa / CNPq "Inovação em Medicamentos da Biodiversidade". Editor chefe da Revista Fitos.
O Sistema Nacional das RedesFito constitui uma experiência singular de articulação entre saúde pública, biodiversidade, inovação e território no Brasil. Criado no contexto de implementação da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, o sistema emergiu como uma resposta institucional à necessidade de integrar saberes tradicionais, ciência, políticas públicas e cadeias produtivas locais voltadas ao uso sustentável da sociobiodiversidade. Este artigo analisou a trajetória histórica, a evolução organizacional e o modelo atual das RedesFito, com base em revisão documental e bibliográfica de caráter histórico-analítico. Evidencia-se a transição de um modelo inicial mais centralizado, ancorado em estruturas institucionais nacionais, para uma configuração descentralizada e territorializada, estruturada em Núcleos Gestores e Arranjos Ecoprodutivos Locais. Esses arranjos operam como plataformas de inovação sociotécnica, integrando agroecologia, justiça ambiental, economia solidária e valorização dos conhecimentos tradicionais. A experiência das RedesFito demonstra potencial para fortalecer o Sistema Único de Saúde, ampliar a soberania sanitária e promover modelos alternativos de desenvolvimento baseados no território. Contudo, persistem desafios relacionados à sustentabilidade financeira, à adequação regulatória e à consolidação de uma governança policêntrica. Concluiu-se que as RedesFito representam um paradigma inovador de inovação em saúde orientado pela biodiversidade, com relevância estratégica para o desenvolvimento sustentável no Brasil.
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Dr. Jefferson Pereira Caldas dos Santos
Fiocruz, Farmanguinhos-Instituto de Tecnologia em Fármacos, Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde (CIBS), Avenida Comandante Guaranys, 447, Prédio 10, Jacarepaguá, CEP 22775-903, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-9780-9911
Drª. Helen Paredes Souza
Ministério da Saúde, Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Ministério da Saúde, Zona Cívico-Administrativa, CEP 70058-900, Brasília, DF, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-9904-2865
Dr. Glauco de Kruse Villas Bôas
Fiocruz, Farmanguinhos-Instituto de Tecnologia em Fármacos, Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde (CIBS), Avenida Comandante Guaranys, 447, Prédio 10, Jacarepaguá, CEP 22775-903, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-3065-9626
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Histórico, evolução organizacional e perspectivas das RedesFito: fortalecendo os Arranjos Ecoprodutivos Locais de Plantas Medicinais e Fitoprodutos. Rev Fitos [Internet]. 27º de abril de 2026 [citado 1º de maio de 2026];20:e1996. Disponível em: https://revistafitos.far.fiocruz.br/index.php/revista-fitos/article/view/1996