Epidemiologia das intoxicações por plantas notificadas pelo Centro de Assistência Toxicológica de Pernambuco (CEATOX-PE) de 1992 a 2009

Baltar, S L S M d A;
Franco, E S;
Souza, A A;
Amorim, M L P;
Pereira, R;
Maia, , M.

Solma Lúcia Souto Maior de Araújo Baltar

Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Ciências Biológicas, Departamento de Fisiologia e Farmacologia, Laboratório de Farmacologia de Produtos Bioativos, Recife, PE, Brasil.

Graduada em Ciências Biológicas-Licenciatura (FAFIRE), mestrado em Botânica (UFRPE), doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Inovação Terapêutica (PPGIT/UFPE) e atualmente é pós-doutoranda deste programa. Desenvolve atividades de pesquisa na área de Toxicologia clínica, Ensino de Ciências e Formação docente na Universidade Federal de Alagoas - Campus Arapiraca e atua como coordenadora do PIBID/BIO/UFAL/CAPES.

E. S. Franco

Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Ciências Biológicas, Departamento de Fisiologia e Farmacologia, Laboratório de Farmacologia de Produtos Bioativos, Recife, PE, Brasil.

A. A. Souza

Universidade Federal de Alagoas, Arapiraca, AL, Brasil.

M. L. P. Amorim

Centro de Assistência Toxicológica (CEATOX), Recife, PE, Brasil.

R.C.A. Pereira

Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Recife, PE, Brasil.

M.B.S. Maia

Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Ciências Biológicas, Departamento de Fisiologia e Farmacologia, Laboratório de Farmacologia de Produtos Bioativos, Recife, PE, Brasil.


Palavras-chave

Epidemiologia. Intoxicação. Plantas tóxicas. Prevenção. CEATOX.

Resumo

Objetivou-se com este estudo, caracterizar os aspectos epidemiológicos das intoxicações humanas, ocasionadas por plantas no Estado de Pernambuco (PE), através de uma abordagem transversal e descritiva a partir de notificações obtidas no Centro de Assistência Toxicológica deste Estado, no período de 1992 a 2009. Foram analisados 214 prontuários com base nas variáveis: sexo, faixa etária, agente tóxico vegetal, sazonalidade, zona de ocorrência, local do acidente, via de exposição, circunstância, tipo de atendimento, evolução clínica. As intoxicações predominaram no sexo feminino (52,34%), faixa etária de 1 a 4 anos (42,52%), e a maioria ocorreu nos meses de fevereiro, agosto e outubro. A maioria das intoxicações foi na área urbana (74,30%), em acidentes nas residências (72,90%), através de plantas, sendo que 85% por via oral. A família Araceae foi responsável por 35,98% das intoxicações, seguida das famílias Euphorbiaceae 23,83% e Solanaceae com 5,60% dos casos. Os pacientes foram atendidos e a gravidade dos casos, em sua maioria, evoluiu para melhora de saúde, não sendo possível fazer o registro de cura, pelo fato de os mesmos deixarem o hospital sem a devida alta. Espera-se alertar os profissionais de saúde da importância das plantas, como fator de risco de intoxicação, possibilitando o estabelecimento de políticas públicas de prevenção e promoção da saúde.


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