Determination of Aristolochic Acids I and II in Brazilian Sugar Cane Spirit Infusions “milhomem” Commonly used in Northeast Brazil as Popular Drinks

da Silva A., J., R.,
Coelho Kaplan M., A.,
Alviano C., S.,
Moreno D., S., A.,
Silva D., O., e
Alves Pér. B.

Antonio Jorge Ribeiro da Silva

2Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Microbiologia Paulo de Góes, Laboratório de Superfície de Microrganismos. Av. Carlos Chagas Filho, 373. Prédio do CCS, bloco I. CEP 21941-902. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

http://orcid.org/0000-0002-7579-420X

Graduação em Quimica Industrial pela Universidade Federal de Sergipe (1972), mestrado em Química de Produtos Naturais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1976) e doutorado em Química Orgânica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1989). Atualmente é professor Titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pesquisa metodologia analítica aplicada a substâncias do metabolismo secundário de plantas. São objeto da pesquisa plantas medicinais brasileiras, plantas tóxicas e plantas utilizadas como alimentos. Constituem-se como focos principais da atividade as substâncias fenólicas (lignanas, arilpropanóides, flavonóides, taninos condensados e hidrolisáveis). Atualmente desenvolve as seguintes linhas de pesquisa: 1. Estrutura, estereoquímica e conformação de produtos naturais espectroscopia de RMN e espectrometria de massas. 2. Desenvolvimento de metodologia analítica aplicada a metabólitos secundários de plantas e 3. Análise fitoquímica de alimentos. Os projetos da linha de pesquisa "Estrutura, estereoquímica e conformação de moléculas orgânicas naturais, espectroscopia de RMN e espectrometria de massas" visam o estudo de aspectos estruturais de moléculas de produtos naturais tais como a determinação de correlações espectrais utilizadas em elucidação estrutural daqueles produtos, estudo da dinâmica molecular através de medidas de relaxação nuclear longitudinal e incluindo também medidas do efeito Overhauser nuclear homo e heteronuclear aplicadas ao estudo da conformação molecular em solução e à avaliação de processos de sintese assimétrica de moléculas visando a determinação da configuração absoluta das mesmas.  A linha de pesquisa em "Desenvolvimento de metodologia analítica aplicada a metabólitos secundários de plantas" é constituida por projetos objetivando a aplicação de metodologia cromatográfica (cromatografias em fase gasosa, líquida de alta eficiência, media pressão em contra-corrente) para a resolução de extratos obtidos de plantas e micróbios. Nesta linha estão são desenvolvidos projetos em metabolômica de plantas sob estresse biótico/abiótico, bem como o estudo fitoquímico de plantas medicinais brasileiras. A linha de pesquisa em "Análise fitoquímica de alimentos" foi introduzida como consequencia de desenvolvimento de projetos em parceria, na análise de carotenóides, capsaicinóides, vitamina C em pimentas Capsicum brasileiras, além do estudo de ácidos fenólicos, flavonóides e pigmentos de frutas.

Maria Auxiliadora Coelho Kaplan

Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Microbiologia Paulo de Góes, Laboratório de Superfície de Microrganismos. Av. Carlos Chagas Filho, 373. Prédio do CCS, bloco I. CEP 21941-902. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Possui graduação em Química, BSc. com atribuições tecnológicas e Lic., pela Universidade do Brasil (1956); Mestre em Química Orgânica, MSc., Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1967); Doctor of Philosophy, PhD, pela The University of Sussex, Inglaterra, (1977). Realizou 7 estágios de Pós-doutoramento nos países: Alemanha, Inglaterra, e Suiça. É membro da Academia Brasileira de Ciências. Exerceu funções de Professor Universitário ministrando cursos sobre: Química Orgânica e Análise Orgânica, Análise Instrumental; Análises Espectrométricas, Cromatografia, Técnicas de Isolamento e Purificação de Produtos Naturais, Biossíntese, Biorgânica, Metabolismo Vegetal, Quimiossistemática Vegetal Micromolecular nas Universidades: UFRRJ, UFF, USP, e UFRJ. Desde 1981 exerceu o cargo de Professor Titular. Está vinculada ao Núcleo de Pesquisas de Produtos Naturais, UFRJ, atual Instituto de Pesquisas de Produtos Naturais, IPPN, como Professor Emeritus (2010), em plena atividade, ministrando cursos em nível de Pós-graduação e desenvolvendo pesquisa sobre "Estudo Químico de Plantas Brasileiras". Orienta trabalhos de pesquisa de estudantes de Pós-graduação doutorandos e mestrandos, bem como de pós-doutoramento e de graduandos em nível de iniciação científica. Seu principal interesse em investigação científica está dirigido para a Pesquisa de Produtos Naturais com enfoque especial para a vegetação remanescente da Mata Atlântica, dentro do seu Programa Geral ? ?Estudo Químico de Plantas Brasileiras?, que envolve as seguintes linhas: 1. Fitoquímica Tradicional/Atividade Biológica; 2. Metodologia Fitoquímica; 3. Quimiossistemática Vegetal Micromolecular; 4. Ecologia Bioquímica: Defesa Vegetal; 5. Nomenclatura Química Orgânica; 6. Diversidade Biológica.

Celuta Sales Alviano

Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Pesquisas de Produtos Naturais Walter B. Mors. Av. Carlos Chagas Filho, 373. Prédio do CCS, bloco H, CEP 21941-902, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Daniela Sales Alviano Moreno

Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Pesquisas de Produtos Naturais Walter B. Mors. Av. Carlos Chagas Filho, 373. Prédio do CCS, bloco H, CEP 21941-902, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Davi Oliveira e Silva

Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Pesquisas de Produtos Naturais Walter B. Mors. Av. Carlos Chagas Filho, 373. Prédio do CCS, bloco H, CEP 21941-902, Rio de Janeiro, RJ, Brasil; Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Microbiologia Paulo de Góes, Laboratório de Superfície de Microrganismos. Av. Carlos Chagas Filho, 373. Prédio do CCS, bloco I. CEP 21941-902. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Possui graduação em Ciências Biológicas: Microbiologia e Imunologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ (2006), MESTRADO em Biotecnologia Vegetal - Decania do CCS - UFRJ (2009) e DOUTORADO em Biotecnologia Vegetal - Decania do CCS - UFRJ (2013). Atualmente é Biólogo na Universidade Federal de Ouro Preto-UFOP onde é responsável por análises em Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (HPLC) de amostras ambientais do DEBIO-ICEB III, além de acompanhamento de manutenção de equipamentos analíticos. Tem experiência na área de Microbiologia Aplicada, com ênfase em Pesquisa de novos agentes antimicrobianos, atuando principalmente nos seguintes temas: Cocos nucifera L., Aristolochia cymbifera, Extratos de Planta, Óleo Essencial, Atividade Biológica, Análise Fitoquímica e Análise de Amostras Ambiental.

Péricles Barreto Alves

Universidade Federal de Sergipe (UFS), Departamento de Química (DQI), Av. Marechal Rondon, s/n, Jardim Rosa Elze, Campus Universitário. CEP 49100-000, São Cristóvão, SE, Brasil.

https://orcid.org/0000-0002-8955-9614

possui graduação em Química Industrial pela Universidade Federal do Ceará (1979), mestrado em Química Orgânica pela Universidade Federal do Ceará (1984) e doutorado em Química pela Universidade Estadual de Campinas (1997). Atualmente é professor titular da Universidade Federal de Sergipe. Tem experiência na área de Química Orgânica, com ênfase em Química dos Produtos Naturais, atuando principalmente nos seguintes temas: óleos essenciais, atividades farmacológicas, óleos para fins industriais por exemplo; ocimum basilicum (manjericão), espectrometria de massas e plantas medicinais.


Palavras-chave

Milhomem. Infusão de aguardente de cana-de-açúcar. Ácido aristolóquico I. Ácido aristolóquico II. Análise quantitativa.
Milhomem. Sugar cane spirit infusion. Aristolochic acid I. Aristolochic acid II. Quantitative analysis.

Resumo

Os ácidos aristolóquicos (AA) são fitoquímicos encontrados em plantas do gênero Aristolochia pertencentes à família Aristolochiaceae. Esses compostos possuem um esqueleto de ácido nitrofenantrenocarboxílico e são relatados como cancerígenos, mutagênicos e nefrotóxicos. Infusões de aguardente de cana-de-açúcar contendo espécies de Aristolochia são comumente usadas no Brasil como bebidas populares, na total ausência de informações científicas. A presença de ácidos aristolóquicos foi confirmada em amostras coletadas em mercados populares da cidade de Aracaju, Sergipe, Brasil. A estimativa quantitativa dos ácidos aristolóquicos foi realizada em cinco amostras de infusões de aguardente de cana-de-açúcar obtidas em diferentes locais da cidade e realizadas por cromatografia líquida de alta eficiência. As amostras analisadas continham ácidos aristolóquicos I e II em concentrações variando entre 1,96 e 6,10 µg / ml para AA I e 2,22 e 11,55 µg / ml para AA II. Recomenda-se o banimento imediato de tais bebidas populares, devido ao perigo de ingestão de ácidos aristolóquicos, produtos botânicos contendo ácidos aristolóquicos ou produtos à base de plantas contendo plantas pertencentes à família Aristolochiaceae.