Petiveria alliacea L. (Phytolaccaceae) frente Acinetobacter baumannii, Burkholderia cepacia e Staphylococcus aureus

Giulia Maria Câmara Leme
OrcID
Mariana de Oliveira Silva
OrcID
Talita Thomaz Nader
OrcID
André Pitondo da Silva
OrcID
Juliana da Silva Coppede
OrcID

    Giulia Maria Câmara Leme

    Universidade de Ribeirão Preto

    OrcID https://orcid.org/0009-0004-6853-2203

    Graduada em Farmácia pela Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP). Realizou projeto de pesquisa, desenvolvido em coautoria com a orientadora Prof. Dra. Juliana da Silva Coppede, no Laboratório de Biologia Molecular da Unidade de Biotecnologia da Unaerp, dedicando-se ao estudo de plantas medicinais com foco na atividade antimicrobiana e manutenção de material vegetal por micropropagação in vitro (2021-2023). Participou de palestras e encontros sobre diversos temas e disciplinas relacionados a área farmacêutica, além de estagiar em laboratório de análises clínicas, laboratório de analítica instrumental, farmácia de manipulação e farmácia de USF local (2020-2023). Foi membro da Liga Acadêmica de Biologia Molecular do Curso de Farmácia (2022-2023). Atualmente é doutoranda em Biotecnologia aplicada à saúde humana, pela Universidade de Ribeirão Preto (2024).

    Mariana de Oliveira Silva

    Universidade de Ribeirão Preto

    OrcID https://orcid.org/0000-0003-0459-8284

    Doutora em Tecnologia Ambiental com ênfase em Microbiologia Ambiental (2019- 2023), na Universidade de Ribeirão Preto UNAERP, possui Licenciatura e Bacharel em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário Barão de Mauá (2016). Atualmente professora titular de cargo na Secretária da Educação de São Paulo (SEDUC-SP). Atuou entre os anos de 2014-2016 como aluna de iniciação científica pelos departamentos de Farmacologia e Cirurgia Experimental da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-SP (FMRP-USP). Em maio de 2017, iniciou Treinamento Técnico (Nível 3) com bolsa FAPESP, na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP e, deu continuidade, à partir de julho de 2018, na UNAERP, cujo estudo teve ênfase em potencial de patogenicidade e resistência a antimicrobianos de Klebisiella pneumoniae. Atua no grupo de pesquisa do Prof. Dr. André Pitondo da Silva em diversos projetos de pesquisa voltados para as áreas de Bacteriologia Clínica e Ambiental, Tipagem Molecular Bacteriana, Epidemiologia Molecular, Microbiologia Oral, Microbiologia Ambiental de Efluentes, pesquisando, principalmente mecanismos de resistência a antimicrobianos, potencial patogênico de bactérias de interesse clínico e as relações genéticas de bactérias isoladas em diferentes ambientes. Desenvolve atualmente pesquisa "Caracterização de bactérias potencialmente patogênicas isoladas de Biofertilizantes Suínos", possui experiência em resistência bacteriana a antimicrobianos, tipagem molecular, MLST, pesquisa de genes de resistência virulência por PCR e sequenciamento, cultivo de bactérias em diferentes condições, biofilmes, meios de cultura, rotina laboratorial e trabalho em equipe.

    Talita Thomaz Nader

    Universidade de Ribeirão Preto

    OrcID https://orcid.org/0000-0002-4602-9664

    Graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Uberlândia (2003). Especialização em Homeopatia Veterinária pelo Instituto Homeopático e de Práticas Integrativas (2008). Mestrado (2010) e Doutorado (2014) em Medicina Veterinária Preventiva na Universidade Estadual Paulista (Unesp - Jaboticabal), com ênfase em atividade antimicrobiana de compostos naturais frente microrganismos livre e em biofilme. Médica Veterinária responsável pelo Laboratório de Experimentação Animal da Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP). Presidente do Instituto Homeopático e de Práticas Integrativas de Ribeirão Preto, coordenadora e docente do curso de Especialização em Homeopatia Veterinária. Membro da Comissão de Homeopatia do Conselho Regional de Medicina Veterinária do estado de São Paulo. Consultora técnica e científica da Homeopatia Brasil - Soluções Sustentáveis. Atua na área de medicina veterinária preventiva envolvendo as terapêuticas homeopática e fitoterápica, a sanidade animal e ambiental.

    André Pitondo da Silva

    Universidade de Ribeirão Preto

    OrcID https://orcid.org/0000-0003-0098-9667

    Possui graduação em Ciências Biológicas - Modalidade Médica (2000); Especialização em Patologia Clínica - Citologia Esfoliativa (1999) pelo Centro Universitário Barão de Mauá; Mestrado (2003) e Doutorado (2007) em Ciências - Biologia Celular e Molecular pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) e três Pós-Doutorados (2008-2012, 2014-2015 e 2015-2018) pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (USP). Desenvolve atividades de pesquisa nas áreas de resistência bacteriana aos antimicrobianos, patogenicidade, diagnóstico, genômica e epidemiologia molecular de bactérias de interesse clínico, odontológico e ambiental.

    Juliana da Silva Coppede

    Universidade de Ribeirão Preto

    OrcID https://orcid.org/0000-0002-4197-9927

    Graduada, Mestre e Doutora em Biotecnologia pela Universidade de Ribeirão Preto, com estágio de pós-doutorado na Unidade de Biotecnologia, desta mesma Universidade. Apresenta 22 anos de experiência em produção de plantas medicinais por cultura de células e tecidos. Trabalhando em projetos de pesquisa na área de biotecnologia vegetal e produção de fitoterápicos, microbiologia, cultura de células humanas e biologia molecular, com o intuito de conservação da biodiversidade e sua aplicabilidade visando o uso racional dos recursos naturais. Membro da Comissão Interna de Biossegurança da UNAERP, desde 2019. Atualmente leciona, no programa de Pós Graduação em Biotecnologia da UNAERP, as disciplinas: Biodiversidade, Biologia Molecular, Bioprocessos, Biossíntese de Metabólitos secundários, Estudos clínicos e Produção de fitoterápicos; tendo sido incorporada ao Núcleo Permanente de docentes em 2020 do Programa de Pós-graduação em Biotecnologia na categoria Docente Permanente Especial (DPE) - Jovem docente Permanente (JDP) (https://www.unaerp.br/cursos/mestrado-e-doutorado-em-biotecnologia). É docente no Fitoterapia USP, sendo responsável pelo módulo Controle de Qualidade Microbiológico de Fitoterápicos (http://www.https://fitoterapiausp.com.br/). Desde 2021 colabora na ministração da disciplina Fitoterapia médica oferecida pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP). Colaborou em projeto de Pesquisa e Desenvolvimento em parceria com a indústria Ourofino Saúde Animal de 2011 a 2014. Trabalhou com diagnóstico molecular da COVID-19 na parceria estabelecida entre o Departamento de Biotecnologia da UNAERP e o Laboratório Dr. Prates Genética (2020). Tem experiência na área de Biotecnologia, com ênfase em bioensaios farmacológicos, biologia molecular, propagação e caracterização genética vegetal. Atua há 16 anos no controle de qualidade microbiológico de fitoterápicos sob diversas formas farmacêuticas em farmácias vivas. ORCID iD: https://orcid.org/0000-0002-4197-9927; ResearcherID: M-1408-2016 e Scopus Author ID: 8701939000.


Palavras-chave

Antibacterianos
Plantas medicinais
Fitoterapia

Resumo

Neste estudo, avaliou-se a atividade antibacteriana das folhas de Petiveria alliacea L. (Phytolaccaceae), utilizando seu extrato hidroalcoólico sobre cepas de Acinetobacter baumannii, Burkholderia cepacia e Staphylococcus aureus em experimento conduzido in vitro. O extrato produzido e antibióticos controle (Ampicilina, Cloranfenicol e Sulfametazol + Trimetropim), foram avaliados quanto a Concentração Inibitória Mínima (CIM) e Concentração Bactericida Mínima (CBM). Estabeleceu-se o perfil de susceptibilidade dos microrganismos a antibacterianos comerciais. As análises de CIM demonstraram que o extrato de P. alliacea possui atividade antimicrobiana sobre as linhagens de A. baumanni e B. cepacia avaliadas, sendo a CIM determinada em 2500 µg mL-1. Para 56 % das linhagens de S. aureus avaliadas (9 de 16), não houve inibição com CIM > 2500 µg mL-1, contudo, houve inibição frente as demais cepas (7 de 16). A linhagem S. aureus 1 apresentou melhor resultado, com CIM de 150 µg mL-1, seguido das cepas 10 e 66, com CIM de 625 µg mL-1 e, por fim, cepas 13, 15, 21 e ATCC 6538, com CIM de 1250 µg mL-1. Os resultados das análises de CBM evidenciam a atividade bacteriostática da solução hidroalcoólica das folhas de Petiveria alliacea, enquanto as análises de CIM confirmam o seu potencial antimicrobiano.

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Petiveria alliacea L. (Phytolaccaceae) frente Acinetobacter baumannii, Burkholderia cepacia e Staphylococcus aureus. Rev Fitos [Internet]. 25º de fevereiro de 2026 [citado 27º de fevereiro de 2026];20:e1810. Disponível em: https://revistafitos.far.fiocruz.br/index.php/revista-fitos/article/view/1810
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