Validação farmacológica do uso da Senegalia catechu (L.f.) P.J.H. Hurter & Mabb.  descrito nos tratados entre os séculos XVII ao século XX

Fabiana dos Santos e Souza Frickmann
OrcID
Adriana Nunes Wolffenbüttel
OrcID

    Fabiana dos Santos e Souza Frickmann

    Universidade Federal do Rio de Janeiro

    OrcID https://orcid.org/0000-0002-4800-863X

    Doutora em Biotectologia Vegetal (UFRJ, 2012). Mestre em Ecologia de Florestas Tropicais (INPA, 2002). Pós-doutorado em Bioquímica. Especialista em Gestão da Inovação em - Fitomedicamentos (NGBS - Farmanguinhos/FIOCRUZ, 2013). Licenciatura em Ciências Biológicas (UFRJ, 1999). Professora Substituta de Propriedade Intelectual e Inovação para Biologia e Biotecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Campus Caxias. Foi Professora Visitante da do Programa de Pós Graduação em Biotecnologia (PPG-BIOTEC/BIONORTE) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Foi Ceo da Empresa BioF de Projetos Sustentáveis. Desenvolveu projetos de pesquisa na FIOCRUZ/Farmanguinhos - Central Tecnológica de Medicamentos, como Coordenadora das RedesFito. Atuou na INOVAUFRJ como bolsista de Pós-Doutorado. Atua como colaboradora em pesquisas do Instituto de Pesquisas da Amazônia (IPAM) e na Inyaga (Incubadora de Negócios Sustentáveis da UFRJ). Apoia conservação da biodiversidade brasileira, por meio do desenvolvimento sustentável e inclusivo, com estratégias de Bioeconomia, e parcerias em rede de cooperação. Foi Professora e orientadora da Pós-Graduação do Curso de "Gestão em Inovação de Fitomedicamentos". Trabalhou na Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Amazonas como Chefe do Departamento de Apoio à Pesquisa e Inovação Tecnológica (2005-2007). Desenvolve projetos nas áreas de: Conservação e Recuperação Ambiental, Biotecnologia, Etnoecologia, Sustentabilidade socioambiental, Inovação em saúde, e Proteção de comunidades tradicionais: Indígenas, Ribeirinhos, Caiçaras e Quilombolas. Participa do Consórcio Acadêmico Brasileiro de Saúde Integrativa (CABSIN) - Integra o Comitê de Produtos Naturais. Larga experiència em trabalhos de etnobiologia e saúde. Trabalhou diretamente com as etnias indígenas brasileiras: Yanomami, Baniwa, Sateré Mawé, Ticuna, Kanamari, Mura, Munduruku, Marubo, Mayoruna, Assurini, Karapoto, Wassu Cocal, Kariri-xoco, Kulina, Matis, Tukano, e etc.. Desenvolve parcerias e serviços desde 2004 para instituições como: ABIFINA, ABIFISA, INPA, IPAM, UFAM, SEDECTI/AM, GIZ, COPPETEC, FAPEAM, FAPESBA, FAS, PDPI, PNUD, FIOCRUZ, Amazon Doors, RedeBIONORTE, FQM, BS Diagnóstica, OIBI, FOIRN, FUNAI, MDR, MMA, SEDUC/AM, SUSAM e etc.

    Adriana Nunes Wolffenbüttel

    CABSIN - Consorcio Acadêmico Brasileiro de Saúde Integrativa

    OrcID https://orcid.org/0000-0003-0586-2227

    Pesquisador no grupo de pesquisa Pesquisa em Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas aplicadas à Saúde Pública, do(a) Consorcio Acadêmico Brasileiro de Saúde Integrativa pela CABSIn. Coordenadora do primeiro Mapa de Evidências da Efetividade Clínica da Aromaterapia (OPAS/BIREME/CABSIn). Pós-doutora em Ciências Farmacêuticas (PPGCF/UFRGS). Possui graduação como Bacharel em Química (UFRGS), Especialização em Toxicologia (SSP/RS), Especialização em Óleos Essenciais (PUCRS), Mestrado em Engenharia Metalúrgica-Ciências dos Materiais (PPGEMM/UFRGS), Doutorado em Ciências Farmacêuticas. Certificação CertAroma pela ABRAROMA. Tem experiência na área de química, com ênfase em química analítica, atuando principalmente nos seguintes temas: toxicologia química (drogas de abuso, agrotóxicos e venenos), controle de qualidade, óleos essenciais, farmacologia e formulações na área da saúde com óleos essenciais e aromáticos. Dizer pessoal: "O bacharelado iluminou o caminho, o mestrado ensinou como caminhar através da metodologia científica, a toxicologia mostrou o perigo e os cuidados necessários, entretanto a especialização, o doutorado e o pós-doutorado na área dos óleos essenciais evidenciaram a beleza, a harmonia e o potencial terapêutico da química."


Palavras-chave

Senegalia catechu
acácia negra
antibiótico
1ª Farmacopeia
Rodolpho Albino Dias da Silva.

Resumo

A Senegalia catechu (L.f.) P.J.H. Hurter & Mabb. é uma espécie exótica do Brasil, conhecida como catechu, cacho ou acácia negra, seu lenho é utilizado para laringite, estomatite, gengivite. Esta monografia é fruto da pesquisa para validação dos usos do lenho para laringite, estomatite, gengivite, apresentado por Rodolpho Albino Dias da Silva na 1ª. Farmacopeia. A pesquisa foi realizada por meio de busca de artigos nas bases de dados PUBMED, EMBASE e BVS, através de máscaras específicas. Estudos pré-clínicos mostraram que o seu extrato é rico em taninos, catequina, epicatequina, ácido gálico, flavonoides, isoquercitrina, taxiofolina, compostos fenólicos, dentre outros. Estes são constituintes químicos majoritários responsáveis pela atividade antioxidantes, anti-inflamatórias e quimioprotetoras.  Foram encontrados estudos que mostraram baixa toxicidade oral em doses tradicionais e não foram correlacionadas toxicidades em animais e neurológica. Efeitos adversos raros foram constatados, como constipação, em doses elevadas. Em 2025, a espécie foi utilizada em formulações tradicionais ayurvédicas e no tratamento de úlceras orais e lesões na cavidade bucal, com aplicação odontológica em bochechos, sendo eficaz também para tratamento de gengivite e estomatite, com possível ação neuroprotetora. São necessários mais estudos clínicos sobre as potencialidades desta espécie botânica para a saúde.

Referências

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Validação farmacológica do uso da Senegalia catechu (L.f.) P.J.H. Hurter & Mabb.  descrito nos tratados entre os séculos XVII ao século XX. Rev Fitos [Internet]. 20º de maio de 2026 [citado 22º de maio de 2026];20(Suppl 1):e1933. Disponível em: https://revistafitos.far.fiocruz.br/index.php/revista-fitos/article/view/1933
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