Validação farmacológica do uso da Piper hispidum Sw. descrito nos tratados entre os séculos XVII ao século XX

Karen Berenice Denez
OrcID
Adriana Nunes Wolffenbüttel
OrcID

    Karen Berenice Denez

    CABSIN - Consórcio Acadêmico de Saúde Integrativa

    OrcID https://orcid.org/0000-0002-5678-2879

    Membro da Diretoria da Fundação Homeopática Benoit Mure de Santa Catarina e membro Permanente do seu Corpo Docente, no Curso de "Especialização em Homeopatia" ministrado aos profissionais das áreas da Medicina, Medicina Veterinária, Odontologia e Farmácia.- Vice- presidente do Conselho Regional de Farmácia da Santa Catarina entre os anos de 2016 a 2017- Presidente do Conselho Regional de Farmácia de Santa Catarina entre os anos de 2018 a 2019- Membro da Comissão Intersetorial do Práticas Integrativas e Complementares do Conselho Nacional de Saúde em 2016- Coordenadora do Grupo de Trabalho do Conselho Federal de Farmácia entre os ano de 2016 a 2019- Coordenadora regional,pelo CFF, do projeto de homeopatia no tratamento de cocca e crack em Itajaí (SC) - Membro do Grupo de Pesquisa Labesi - Laboratório de Estudos em Saúde Integrativa da UFSC desde 2020. - Membro do comitê de revisores da categoria Homeopatia no DeCS. 

    Adriana Nunes Wolffenbüttel

    CABSIN - Consórcio Acadêmico de Saúde Integrativa

    OrcID https://orcid.org/0000-0003-0586-2227

    Pesquisador no grupo de pesquisa Pesquisa em Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas aplicadas à Saúde Pública, do(a) Consorcio Acadêmico Brasileiro de Saúde Integrativa pela CABSIn. Coordenadora do primeiro Mapa de Evidências da Efetividade Clínica da Aromaterapia (OPAS/BIREME/CABSIn). Pós-doutora em Ciências Farmacêuticas (PPGCF/UFRGS). Possui graduação como Bacharel em Química (UFRGS), Especialização em Toxicologia (SSP/RS), Especialização em Óleos Essenciais (PUCRS), Mestrado em Engenharia Metalúrgica-Ciências dos Materiais (PPGEMM/UFRGS), Doutorado em Ciências Farmacêuticas. Certificação CertAroma pela ABRAROMA. Tem experiência na área de química, com ênfase em química analítica, atuando principalmente nos seguintes temas: toxicologia química (drogas de abuso, agrotóxicos e venenos), controle de qualidade, óleos essenciais, farmacologia e formulações na área da saúde com óleos essenciais e aromáticos. Dizer pessoal: "O bacharelado iluminou o caminho, o mestrado ensinou como caminhar através da metodologia científica, a toxicologia mostrou o perigo e os cuidados necessários, entretanto a especialização, o doutorado e o pós-doutorado na área dos óleos essenciais evidenciaram a beleza, a harmonia e o potencial terapêutico da química."


Palavras-chave

Piper hispidum
Etnofarmacologia
Metabólitos secundários
Atividade antimicrobiana
Atividade anti-inflamatória
Saúde geniturinária

Resumo

Piper hispidum Sw., popularmente conhecida em algumas regiões como “pimenta-de-macaco”, possui um histórico de uso tradicional no Brasil para diversas finalidades, especialmente relacionadas ao sistema geniturinário, inflamações e problemas hepáticos. As folhas são utilizadas em banhos ou chás para corrimentos vaginais, cistites, congestões hepáticas e prolapso uterino, enquanto as raízes são empregadas para corrimentos uretrais. Estudos fitoquímicos revelam a presença de diversos metabólitos ativos, incluindo amidas (ex: piperina), flavonoides (chalconas), butenolídeos (piperolídeos), óleos essenciais (monoterpenos e sesquiterpenos) e fenilpropanoides. Estes compostos demonstram atividades antimicrobianas, anti-inflamatórias, antioxidantes, estrogênicas e serotoninérgicas, que podem justificar o uso tradicional como adstringente e desobstruente. Apesar das evidências pré-clínicas promissoras, a ausência de ensaios clínicos robustos em humanos ressalta a necessidade de cautela no uso terapêutico.

 

 

Referências

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1.
Validação farmacológica do uso da Piper hispidum Sw. descrito nos tratados entre os séculos XVII ao século XX. Rev Fitos [Internet]. 28º de novembro de 2025 [citado 10º de janeiro de 2026];19(Suppl. 1):e1865. Disponível em: https://revistafitos.far.fiocruz.br/index.php/revista-fitos/article/view/1865
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