Estudo de estabilidade de sistema emulsionado contendo Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville (Fabaceae) e Rosa aff. rubiginosa (Rosaceae)

Coelho, J P M;
Assunção, L L N d;
Castro, R O;
Cardoso, A M;
Zampieri, , A. L. T. d. C.

João Paulo Martins Coelho

Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Avenida Universitária 1.440, Setor Universitário, CEP 74605-010, Goiânia, GO, Brasil.

Possui ensino-medio-segundo-graupelo Colégio Estadual Assis Chateaubriand(2001). Atualmente é Assistente de Gestão Administrativa da Secretaria de Estado da Saúde. Tem experiência na área de Farmácia.

Lara Luiza Nunes de Assunção

Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Avenida Universitária 1.440, Setor Universitário, CEP 74605-010, Goiânia, GO, Brasil.

Possui ensino-medio-segundo-graupelo Centro Educacional Santamariense(2011). Tem experiência na área de Farmácia.

Raine-Clênia Oliveira Castro

Secretaria da Segurança Pública de Goiás, Polícia Técnico Científica. Avenida Engenheiro Atílio Correia Lima, Cidade Jardim, CEP 74425-030, Goiânia, GO, Brasil

Possui graduação em Farmácia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2016). Atualmente é auxiliar de autópsia de 2ª classe - Secretaria da Segurança Pública de Goiás. Tem experiência na área de Farmácia, com ênfase em Farmácia, atuando principalmente nos seguintes temas: nanocápsulas, anti-inflamatório, estabilidade, pla e ibuprofeno.

Alessandra Marques Cardoso

Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Escola de Ciências Médicas e da Vida. Avenida Universitária, Setor Leste Universitário, CEP 74605-010, Goiânia, GO, Brasil.

ORCID https://orcid.org/0000-0002-7185-6821

Biomédica graduada pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Doutora e Mestre em Medicina Tropical e Saúde Pública com área de concentração em Microbiologia pelo Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás. Filiada ao Conselho Regional de Biomedicina - CRBM-3, atua no Sistema Único de Saúde como Biomédica concursada da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, lotada na Superintendência da Escola de Saúde de Goiás, onde foi Gerente Especial da Escola Estadual de Saúde Pública Cândido Santiago por processo de meritocracia do Governo do Estado de Goiás, foi Coordenadora do Curso de Especialização em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde e Professora de Metodologias Ativas no Curso de Especialização em Saúde Pública, atualmente integra a Equipe da Gerência de Pesquisa e Inovação e Coordena o Projeto "Ciência e Pesquisa na SES-GO: Cotidiano do SUS". Atua como Membro Parecerista do Corpo Editorial da Revista Científica da Escola Estadual de Saúde Pública Cândido Santiago - RESAP (ISSN 2447-3405), da Revista Brasileira Militar de Ciências - RBMC (ISSN 2447-9071) e da Revista Brasileira de Análises Clínicas - RBAC (2448-3877). Foi Professora concursada da disciplina de Bacteriologia no Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da UFG. Atualmente é Professora Adjunta da Escola de Ciências Médicas e da Vida, da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Professora Adjunta da Faculdade da Polícia Militar e Professora do INCURSOS no Curso de Especialização em Microbiologia Aplicada ao Laboratório Clínico. Já publicou 51 Artigos Científicos completos em periódicos nacionais e internacionais e dois Capítulos de Livros; Recebeu 26 prêmios e títulos honoríficos; Orientou a realização de 20 Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) de Especialização, 55 Trabalhos de Conclusão de Curso de Graduação e oito Pesquisas de Iniciação Científica. Participou de Bancas de 151 estudantes como Membro Avaliador de Trabalhos de Conclusão de Curso de Graduação, Especialização, Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado. Tem experiência nas áreas: Microbiologia, Doenças Infecciosas e Parasitárias, Análises Clínicas, Epidemiologia, Saúde Pública, Banco de Sangue & Hemoterapia, Imunologia Clínica, Líquidos Corporais, Biossegurança, Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), Ecologia, Análises Físico-Químicas e Microbiológicas em Saneamento Ambiental, Pesquisa e Inovação, Educação em Saúde, Gestão em Saúde, Gestão Acadêmica e Redação Científica, dentre outras.

Ana Lúcia Teixeira de Carvalho Zampieri

Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Escola de Ciências Médicas, Farmacêuticas e Biomédicas. Avenida Universitária, Setor Leste Universitário, CEP 74605-010, Goiânia, GO, Brasil

Possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal de Goiás (1995), mestrado em Química (2005) e doutorado em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Goiás (2009). Atualmente é coordenadora do curso de Farmácia da Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Tem experiência na área de Farmácia atuando principalmente nos seguintes temas: delineamento de formas farmacêuticas, dissolução de medicamentos e permeação cutânea de fármacos. 


Palavras-chave

Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville and Rosa aff. rubiginosa
Emulsão
Estabilidade
Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville and Rosa aff. rubiginosa
Emulsion
Stability

Resumo

Vegetais com ação cicatrizante e emoliente, indicados no tratamento de disfunções da pele, têm sido pesquisados. Objetivou-se nesta pesquisa a produção de um sistema emulsionado contendo Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville (Fabaceae) e Rosa aff. rubiginosa (Rosaceae) e o estudo de estabilidade acelerada. Emulsões não iônicas foram produzidas realizando-se o estudo de estabilidade físico-químico e microbiológico. Utilizou-se embalagens plásticas e vidro para o armazenamento, com avaliação em diferentes tempos (zero, 15, 30 e 60 dias) e condições de temperatura. A emulsão produzida apresentou-se viscosa, homogênea, opaca, com cor levemente acastanhada, odor amadeirado, levemente untuoso ao tato e pH (4,0-5,0). Os dois lotes avaliados quanto a estabilidade mantiveram-se estáveis sob refrigeração. Nas embalagens plásticas houve alterações quanto ao aspecto (15 dias), tanto em temperatura ambiente, quanto estufa. Já nas embalagens de vidro a alteração do aspecto ocorreu em apenas uma replicata (30 dias). As características organolépticas da formulação apresentaram-se modificadas em estufa para embalagens plásticas (15 dias), e para embalagens de vidro (30 dias). O pH manteve-se entre 4,0-5,0 durante 60 dias. Não foi verificado crescimento de nenhum microrganismo. Concluiu-se que a temperatura foi determinante para a estabilidade e que embalagem de vidro proporcionou maior proteção à formulação.


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