Avaliação de diferentes métodos de extração e atividade antioxidante de compostos bioativos do resíduo madeireiro de maçaranduba (Manilkara huberi (Ducke) Standl.)

Santos, M A C d;
Viana, A F d S;
Silva, B A d;
Santos, A d S;
Abreu, A d S;
Moreira, , D. K. T.

Marcio Antonio Castanho dos Santos

Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Laboratório de Farmacognosia, Instituto de Saúde Coletiva, Unidade Tapajós, Rua Vera Paz, s/n, Salé, CEP 68040-255, Santarém, PA, Brasil.

https://orcid.org/0000-0002-9892-9947

Graduação em Farmácia, em andamento, pela Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA).

Alciene Ferreira da Silva Viana

Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Laboratório de Farmacognosia, Instituto de Saúde Coletiva, Unidade Tapajós, Rua Vera Paz, s/n, Salé, CEP 68040-255, Santarém, PA, Brasil.

Possui graduação em Farmácia pelo Instituto Esperanca de ensino superior (2016).Pós graduação em Farmacologia e Interações Medicamentosas pela Uninter. Atualmente é técnica em análises clinicas da Universidade Federal do Oeste do Pará No Laboratório de Farmacognosia. Tem experiência na área de análises Clinica, com ênfase em Farmácia

Bruno Alexandre da Silva

Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Laboratório de Farmacognosia, Instituto de Saúde Coletiva, Unidade Tapajós, Rua Vera Paz, s/n, Salé, CEP 68040-255, Santarém, PA, Brasil.

Farmacêutico-Bioquímico, Especialista em Educação Superior, Mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos, Doutor em Química Orgânica. Professor de Farmacognosia do curso de Farmácia do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Oeste do Pará, onde atua em PD&I com produtos naturais, plantas medicinais e compostos naturais bioativos de alimentos. Pesquisador e difusor das práticas integrativas e complementares em saúde. Tem especial interesse por estudos no campo do autocuidado e por Medicina Tradicional Chinesa e seus recursos terapêuticos.

Alessandra da Silva Santos

Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Instituto de Biodiversidade e Florestas, Avenida Mendonça Furtado, 2946, Aldeia, CEP 68040-050, Santarém, PA, Brasil.

Alcicley da Silva Abreu

Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Laboratório de Farmacognosia, Instituto de Saúde Coletiva, Unidade Tapajós, Rua Vera Paz, s/n, Salé, CEP 68040-255, Santarém, PA, Brasil.

Graduação em Química- Licenciatura pela Universidade Federal do Pará (2000), mestrado em Química de Produtos Naturais pela Universidade Federal do Pará (2003). Doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2007). Atualmente é professor associado II do curso de Farmácia da Universidade Federal do Oeste do Pará. Possui experiência na área de Química Orgânica, com ênfase em Produtos Naturais (prospecção química e biológica).

Debora Kono Taketa Moreira

Instituto Federal de Brasília (IFB), Instituto Federal de Brasilia (Cam), campus Gama, Rodovia DF-480 SMA, Lote 1, Gama, CEP 72429-005, Brasília, DF, Brasil.

Possui graduação em Tecnologia de alimentos pela Universidade do Estado do Pará (2007), especialização em Qualidade e Segurança de alimentos (2008), mestrado em Ciências dos Alimentos pela Universidade Federal de Lavras (2010) e doutorado em Ciência de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (2016). Trabalhou como docente substituta no IFSuldeminas e na UFOPA. Atualmente é professora do Instituto Federal de Brasília. Tem experiência na área de Ciência e Tecnologia de Alimentos, com ênfase em Tecnologia de Produtos de Origem Vegetal, pesquisando os seguintes temas: Alimentos funcionais, modificação de óleos e gorduras e desenvolvimento de novos produtos.


Palavras-chave

Resíduo
Madeira
Fenólicos
Amazônia
Waste
Wood
Punica granatum. Phenolic compounds. Tannins. Phytotherapy
Amazon

Resumo

A preocupação com o meio ambiente tem sido constante nos últimos tempos, principalmente quando se trata de aproveitamento adequado de resíduos, pois são depositados de maneira inapropriada, podendo contribuir para efeitos nocivos ao meio ambiente. Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi avaliar diferentes métodos de extração de compostos fenólicos e a capacidade antioxidante do resíduo madeireiro de maçaranduba. A coleta da amostra foi cadastrada no ICMBio e a serragem da madeira foi doada e coletada a partir de seu desdobro secundário na indústria. Posteriormente, o material passou pelo processo de secagem, homogeneização e extração de compostos fenólicos por diferentes métodos. O método de extração por ultrassom assistida extraiu mais compostos fenólicos e flavonoides e consequentemente obteve maior capacidade antioxidante, quando comparado com os métodos por percolação, alta pressão e soxhlet, demonstrando o potencial desse resíduo madeireiro.


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